<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956</id><updated>2012-01-31T05:36:07.597-02:00</updated><category term='Beat'/><category term='manoel de barros'/><category term='hai kai inverno'/><category term='Thich Nhat Hann'/><category term='hai kai primavera'/><category term='dicas para escrever'/><category term='meus textos'/><category term='dharma'/><title type='text'>paisagens mentais</title><subtitle type='html'>Observações cotidianas, poesias ocasionais e cenários da imaginação.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>125</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6776423298069345360</id><published>2011-12-26T10:12:00.000-02:00</published><updated>2011-12-26T10:12:18.954-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="text_exposed_root text_exposed" id="id_4ef86248e735c0853405830"&gt;Ryōkan Daigu é uma das figurinhas mais lendárias e simpáticas do zen japonês; uma espécie de eremita e errante, um tanto avesso à vida sacerdotal, vivendo em sua cabaninha de telhado de palha. Nome de monge bem dado ("grande tolo com um bom coração"): Ryōkan gostava de tomar umas biritinhas com os camponeses da vizinha&lt;span class="text_exposed_hide"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;nça, ou então sozinho, escrevendo poemas em sua cabana - pelos quais ficou conhecido, mais tarde. Também gostava de brincar com a criançada, e conta-se que muitas vezes esquecia de fazer a sua ronda de esmolas, de tão entretido que estava - e ficava sem comer. Seu professor realmente soube escolher um nome-do-dharma à altura. Estes são os "59 itens que Ryōkan compilou para ter o comportamento à altura de um monge budista, lembrando, como mestre Chao-chou dizia, o budismo não é o que a pessoa prega ou fala, mas o que faz. É notável que a maioria de suas auto-impostas advertências estão ligadas ao ato de falar [....]" "Tomar cuidado para: - não falar demais; - não falar rápido demais; - não falar sem alguém perguntar; - não falar gratuitamente; - não falar com as mãos; - não falar sobre assuntos mundanos; - não retorquir rudemente; - não discutir; - não sorrir condescendentemente às palavras de outros; - não usar expressões chinesas elegantes; - não se vangloriar; - evitar falar diretamente; - não falar com ar de quem sabe tude; - não pular de um tópico para outro; - não usar palavras enfeitadas ou pomposas; - não falar de eventos passados que não podem ser alterados; - não falar como um pedante; - evitar perguntas diretas; - não falar mal dos outros; - não falar grandiloquentemente da iluminação; - não fazer bagunça quando bêbado; - não falar de forma desprezível; - não gritar com crianças; - não tecer histórias fantásticas; - não falar quando zangado; - não deixar subentender nomes importantes; - não ignorar as pessoas a quem você está se dirigindo; - não falar santimonialmente dos deuses ou dos budas; - não usar discurso adocicado; - não usar discurso adulador; - não falar de coisas das quais você não tem conhecimento; - não monopolizar a conversa; - não falar de outros pelas costas deles; - não falar convencidamente; - não denegrir os outros; - não cantar rezas ostensivamente; - não reclamar da quantidade da doação; - não dar sermões muito eloquentes; - não falar afetadamente como um artista; - não falar afetadamente como um mestre do chá; - oferecer incenso e flores para os budas; - plantar árvores e flores, limpar e aguar o jardim; - regularmente usar moxa para as pernas; - evitar peixes oleosos; - selecionar comidas leves e evitar comidas gordurosas; - não dormir demais; - não comer demais; - não dar uma cochilada muito longa à tarde; - não ficar exausto; - não ser negligente; - não falar quando você não tiver nada a dizer; - não esconder nada em seu coração; - sempre beber o saquê quente; - raspar sua cabeça; - aparar as unhas; - escovar os dentes e usar um palito de dentes; - tomar banho; - manter sua voz clara e nítida." "[....] Mestre Ryōkan estava sempre esquecendo as coisas. Um número de cartas a seus amigos sobreviveu, cheia de desenhos de objetos que ele havia esquecido em algum lugar e lhes perguntando se eles haviam visto os objetos em questão. Às vezes ele mendigava na mesma casa, duas vezes no mesmo dia, tendo esquecido sua visita anterior e era repreendido pela dona da casa por ser cobiçoso. Aqui está uma outra lista que ele fez: Coisas para levar com você: chapéu de algodão, toalha, tecido, papel, leque, moedas, bolinhas de gude e bolas de jogar. Necessidades: chapéu de bambu, material para a perna (como uma meia), luvas, cinto, bastão, manto pequeno. Para peregrinações: roupas, capa de chuva de palha, tigela, saco. Lembrete: tenha certeza de ler isto antes de sair ou você vai ficar em apuros!" entre aspas: da revista Flor do Vazio, ano 7 vol. 1, verão de 2003; pg. 72&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6776423298069345360?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6776423298069345360/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6776423298069345360' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6776423298069345360'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6776423298069345360'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/12/ryokan-daigu-e-uma-das-figurinhas-mais.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6176239905066062153</id><published>2011-11-29T13:42:00.002-02:00</published><updated>2011-11-29T13:42:27.505-02:00</updated><title type='text'>Meditação</title><content type='html'>MEDITAÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Dudjom Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez que tudo se origina na mente, sendo esta a causa raiz de toda a experiência, seja "boa" ou "ruim", primeiro é necessário trabalhar com sua própria mente, não deixá-la se perder errantemente . Corte o desnecessário acúmulo de complexidade e fabricações que acolhem confusões na mente. Corte o problema pela raiz, por assim dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Permita-se relaxar e sentir alguma amplitude, deixando apenas a mente ser, tranquilizar-se naturalmente. Seu corpo deveria ficar parado, a fala silenciosa e a respiração como ela é, fluindo livremente. Aqui, há uma sensação de se soltar, desdobrar-se, deixar-se ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o que este estado de relaxamento se parece? Você deveria ficar como alguém depois de um dia de trabalho muito duro, exausto e pacificamente satisfeito, a mente pronta para descansar. Algo se ajeita ao nível intestinal e sentindo o descanso em seu intestino, você começa a experimentar uma leveza. É como se você estivesse derretendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mente é tão imprevisível - não há limite para a criação fantástica e sutil que surge, ou seus humores e aonde ela vai levar você. Mas você também pode experimentar um estado lamacento e semi-consciente à deriva, como se houvesse uma cobertura sobre sua cabeça - uma espécie de torpor de sonho. Este é um modo de quietude, nomeadamente estagnação, uma cegueira sem mente, turva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como você sai desse estado? Alerte-se, endireite as costas, expire o ar viciado para fora de seus pulmões e direcione sua atenção para o espaço claro a fim de trazer frescor. Se você permanecer nesse estado estagnado você não vai evoluir, por isso quando este revés surge, limpe-o de novo e de novo. É importante desenvolver a vigilância, permanecer alerta com sensibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a consciência lúcida de meditação é o reconhecimento tanto de imobilidade como de mudança e é a clareza tranquila de pacificamente permanecermos em nossa inteligência básica. Pratique isto, pois só realmente fazendo-o que se experiencia a fruição ou se começa a mudar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver em Ação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a meditação a mente de alguém, estando uniformemente estabelecida em seu próprio modo natural, é como água parada, serena, sem ondulação ou vento; e quando qualquer pensamento ou mudança surge naquela quietude, se forma como uma onda no oceano, desaparecendo nele novamente. Deixada naturalmente, se dissolve, naturalmente. Seja qual for a turbulência da mente que irrompa - se você deixar que assim seja - ela por si própria irá extinguir-se, liberar-se; assim a visão a que se chega através da meditação é que tudo o que aparece não é outra coisa senão a auto exibição ou projeção da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao continuar na perspectiva dessa visão nas atividades e eventos da vida cotidiana, a apreensão da percepção dualista do mundo como realidade sólida, fixa e tangível (que é a causa raiz de nossos problemas) começa a afrouxar e se dissolve. A mente é como o vento. Ela vem e vai, e através de certeza crescente nessa visão, começa-se a apreciar o humor da situação. As coisas começam a ser percebidas um pouco como irreais, e o apego e a importância que se dá aos eventos começam a parecer ridículos ou pelo menos mais leves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim desenvolve-se a capacidade de dissolver a percepção, ao continuar o fluxo da consciência de meditação na vida cotidiana, vendo tudo como o jogo auto-manifesto da mente. E imediatamente após a meditação sentada, a continuação dessa consciência é ajudada ao fazer aquilo que você tem que fazer com calma, tranquilamente, com simplicidade e sem agitação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, em um sentido, tudo é como um sonho, ilusório, mas mesmo assim com humor continua-se fazendo as coisas. Se você estiver andando, por exemplo, sem solenidade ou auto-consciência desnecessários, alegremente caminhe em direção ao espaço aberto da verdade tal como ela é. Quando você come seja o reduto da verdade, do que é. Ao comer, alimente as negatividades e ilusões na barriga do vazio, dissolvendo-os no espaço; e quando você estiver urinando considere que todos os seus obscurecimentos e bloqueios estão sendo limpos e lavados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o momento eu contei-lhes a essência da prática resumidamente, mas é preciso perceber que enquanto nós continuamos a ver o mundo de uma maneira dualista, até que estejamos realmente livres do apego e da negatividade e tenhamos dissolvido todas as nossas percepções exteriores na pureza da natureza vazia da mente, ainda estamos presos no mundo relativo de "bom" e "ruim", "ações positivas e negativas"; devemos respeitar essas leis e estar conscientes e responsáveis por nossas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pós-Meditação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a meditação sentada formal continue essa percepção luminosa e ampla nas atividades cotidianas, em tudo, e gradualmente a consciência será reforçada e a confiança interna irá crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levante-se com calma da meditação, não pule imediatamente ou com pressa, mas seja qual for sua atividade, preserve um leve sentimento de dignidade e equilíbrio e faça o que você precisar fazer com tranquilidade e relaxamento de mente e corpo. Mantenha a sua consciência centrada luminosamente e não permita que sua atenção se distraia. Continue esse encontro do fio da atenção plena e consciência, apenas siga o fluxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao caminhar, sentar, comer ou dormir, tenha um sentido de tranqüilidade e presença de espírito. Em relação a outras pessoas seja honesto, gentil e simples; geralmente seja agradável em seus modos e não se deixe arrastar por conversas e fofocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quer que você faça, de fato, faça de acordo com o Darma, que é a maneira de aquietar a mente e subjugar negatividades.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6176239905066062153?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6176239905066062153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6176239905066062153' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6176239905066062153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6176239905066062153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/11/meditacao.html' title='Meditação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2039203657784205455</id><published>2011-11-26T12:00:00.000-02:00</published><updated>2011-11-26T12:00:03.146-02:00</updated><title type='text'>father Death Blues</title><content type='html'>Father Death Blues &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey Father Death, I'm flying home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey poor man, you're all alone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hey old daddy, I know where I'm going&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Father Death, Don't cry any more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mama's there, underneath the floor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brother Death, please mind the store&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Old Aunty Death Don't hide your bones&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Old Uncle Death I hear your groans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sister Death how sweet your moans&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Children Deaths go breathe your breaths&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobbing breasts'll ease your Deaths&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pain is gone, tears take the rest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genius Death your art is done&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lover Death your body's gone&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Father Death I'm coming home&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guru Death your words are true&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teacher Death I do thank you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For inspiring me to sing this Blues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buddha Death, I wake with you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dharma Death, your mind is new&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangha Death, we'll work it through&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suffering is what was born&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorance made me forlorn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tearful truths I cannot scorn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Father Breath once more farewell&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Birth you gave was no thing ill&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My heart is still, as time will tell. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allen Ginsberg&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2039203657784205455?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2039203657784205455/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2039203657784205455' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2039203657784205455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2039203657784205455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/11/father-death-blues.html' title='father Death Blues'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-723999969921278914</id><published>2011-11-26T11:42:00.002-02:00</published><updated>2011-11-26T11:42:21.855-02:00</updated><title type='text'>A você que está reclamando todo o tempo de não ter nenhum tempo”</title><content type='html'>A você que está reclamando todo o tempo de não ter nenhum tempo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Sawaki Kôdô Rôshi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas se mantém ocupados só para evitar o tédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo mundo reclama que estão tão ocupados que não tem tempo nenhum. Mas porque eles estão tão ocupados? São apenas suas ilusões que os mantém ocupados. Uma pessoa que pratica zazen (meditação) tem tempo. Quando você pratica zazen, você tem mais tempo que todos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você não for cuidadoso, você começará a fazer um grande escarcéu só para alimentar você mesmo. Você está constantemente com pressa, mas por que? Só para alimentar você mesmo. As galinhas também estão com pressa quando chegam às suas comidas. Mas por que? Apenas para ser comidas por humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas ilusões uma pessoa cria em sua vida? É impossível calcular. Dia vai, dia vem, “Eu quero isso, eu quero aquilo…” Uma simples volta no parque é acompanhada por 50 mil, 100 mil ilusões. Então é isso que significa estar “ocupado”. “Quero estar com você, quero chegar em casa, quero ver você…”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas estão constantemente sem ar – de correr tão rapidamente atrás de suas ilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você quer alcançar o nirvana para estar liberado da sua vida atual? Esta é a exatamente a atitude que é chamada de “transmigração”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento do transporte tornou o mundo menor. Agora corremos em carros, mas pra onde afinal? Para a corrida! Pisamos no acelerador, só pra matar tempo”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-723999969921278914?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/723999969921278914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=723999969921278914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/723999969921278914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/723999969921278914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/11/voce-que-esta-reclamando-todo-o-tempo.html' title='A você que está reclamando todo o tempo de não ter nenhum tempo”'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4774678367669125687</id><published>2011-10-06T11:21:00.002-03:00</published><updated>2011-10-06T11:21:34.364-03:00</updated><title type='text'>em homenagem a Steve Jobs</title><content type='html'>"Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encon...trei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo - expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar - caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração." Steve Jobs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4774678367669125687?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4774678367669125687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4774678367669125687' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4774678367669125687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4774678367669125687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/10/em-homenagem-steve-jobs.html' title='em homenagem a Steve Jobs'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-9173853382629655246</id><published>2011-09-14T09:08:00.002-03:00</published><updated>2011-09-14T09:08:54.178-03:00</updated><title type='text'>Kodo Sawaki</title><content type='html'>“Antes que eu penetrasse no Zen,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as montanhas nada mais eram senão montanhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os rios nada a não ser rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando aderi ao Zen,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as montanhas não eram mais montanhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;nem os rios eram rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, quando compreendi o Zen,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as montanhas eram só montanhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e os rios, só rios”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sentença Zen)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande mestre espiritual, Thomas Merton (1915-1968), dizia que o Zen é “uma das mais misteriosas de todas as espiritualidades”. Mais que uma filosofia ou religião, o Zen é uma “trama existencial”, uma disposição particular, de fundo, com respeito à vida e ao tempo. Trata-se de um modo peculiar de proceder, eminentemente prático, que envolve uma atenção singular ao real, à vida, em toda a sua tessitura concreta e existencial, e a todo instante. Está profundamente vinculado às atividades do dia a dia, descortinando uma “percepção plena do dinamismo e da espontaneidade da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos os místicos e mestres Zen que animaram a nossa trajetória civilizacional, apontando rumos diferenciados que envolvem delicadeza, cuidado e generosidade. Um dos importantes nomes dessa tradição espiritual foi Kodo Sawaki (1880-1965), conhecido como um “mosteiro itinerante”. Viveu a experiência da impermanência (mujo) desde cedo, tendo perdido os pais em tenra idade. Veio adotado por Sawaki, um irmão de sua mãe, daí a derivação de seu nome, que veio depois acrescentado de Kodo, adquirido por ocasião de sua ordenação como monge. Um nome bem apropriado para o pequeno mestre. Kodo significa “sem casa”. De fato, essa condição de “impermanência” o acompanhou durante toda a sua vida. Afirmava não necessitar de casa, templo, títulos ou mulheres. Nem mesmo de iluminação (satori). A itinerância era a sua morada. Foi um mestre singular, que acolhia, indistintamente, a todos que o procuravam, e tinha o dom da palavra. Ele dizia: “Falo sempre com força e com todo o coração. Em cada palavra ou frase a minha mente e o meu corpo, a minha carne e o meu sangue revelam-se completamente”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua grande inspiração veio de Eihei Dôgen (1200-1253), fundador do Soto Zen no Japão. Para Dôgen, a prática do Zazen (meditação sentada) era a porta da real compreensão do caminho espiritual (Dharma). Dizia a seus discípulos: “Muitos imaginam que é a multiplicação das imagens do Buda ou a elevação de templos que favorecem a expansão do Caminho. Trata-se de um grave erro. Uma choupana ou a sombra de uma árvore são suficientes para a prática do Zazen”. Visando orientar seus discípulos, escreveu entre os anos 1231 e 1253, uma das mais célebres obras de espiritualidade, o shôbôgenzô (o tesouro da visão do verdadeiro dharma). O horizonte almejado era o Dharma de Buda, que se revela em todas as coisas. Escrevia a respeito Dôgen: “Na grande via do Dharma de Buda, um só grãozinho de pó contém todos os sutras do universo”. Esse foi o mestre que pontuou toda a trajetória de Kodo Sawaki. E os mestres são fundamentais para o exercício de realização do Dharma, como o próprio Dôgen reconhecia: “Se não encontras um verdadeiro mestre, é melhor não estudar com efeito o budismo”. É o mestre que favorece a escuta do verdadeiro Dharma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na trilha aberta por Dôgen, Kodo Sawaki segue o seu caminho, marcado por um significativo lema: viver a vida cotidiana. Trata-se de um lema recorrente no budismo Zen. Outro dos grandes mestres desta tradição budista, Lin Chi, que morreu no ano de 867, dizia num de seus discursos que não há nada de extraordinário a ser cumprido no budismo, senão viver simplesmente a vida. Em mesma linha de sintonia, dirá o conhecido mestre Daisetz Teitaro Suzuki, um dos introdutores do Zen no Ocidente: “O Zen é viver, o Zen é a vida e viver é Zen”. Num dos ditos clássicos da tradição Zen, de autoria de Wou-men (Wou-men-kouan – Passe sans porte), afirma-se que “o coração cotidiano é o Caminho”. É o rastro que seguiu Sawaki em sua existência e prática, levar a vida com consciência e atenção. Mediante a prática contínua do Zazen, desvendar a maravilha do cotidiano, vivido com gratuidade (mushotoku) e respeito. Para ele, a razão da vida não estava em acumular conhecimentos, mas na atenção diuturna e cuidadosa diante do mistério apresentado a cada momento ao olhar humano. Dizia: “Os homens multiplicam conhecimentos, mas penso que o fim almejado está em poder sentir o som dos vales e olhar as cores da montanha”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na tradição budista, todo o acento recai na realidade fenomênica. A reverência feita a uma camélia em flor tem a mesma densidade espiritual que outros atos religiosos como a inclinação feita aos budas. Como mostrou acertadamente, Toshihiko Izutsu, em sua reflexão sobre a filosofia do zen budismo, “o mundo fenomênico não é só a ordem das coisas sensíveis que aparece ao ego empírico ordinário, mas na consciência zen ele vem dotado de uma espécie particular de poder dinâmico que poderia ser adequadamente indicado com o verbo VER”. Desvela-se um olhar que descortina uma dimensão excepcionalmente elevada, para além da atividade discriminante traduzida pelo intelecto relativo do ser humano encerrado na limitada esfera da experiência comum e ordinária. As montanhas manifestam-se como montanhas e os rios como rios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade está aí, no alcance da visão. Basta saber ver. Ela está em todo canto e em cada coisa. Essa era uma máxima seguida com rigor por Sawaki. A prática do Zazen facultava a educação desse olhar, capaz de captar a profunda unidade que liga o ser humano a todo o universo e a todo o criado. No Zazen deixa-se abandonar o corpo e a mente (shin jin datsu raku), facultando-se o “fluir com a infinita luminosidade” que a todos sustenta. É o caminho que faculta o acesso à subjetividade elemental, à pura subjetividade, para além das dicotomias entre sujeito e objeto. Este deixar cair corpo e mente, na prática do “só-Zazen”, não significa um abandono ou exclusão da existência histórica e social. Esse é um equívoco que deve ser extirpado. Na verdade, o Zazen verdadeiro situa o ser humano ainda mais fundo no seu cotidiano, colocando em ação um modo singular de ser no mundo, facultando a “encarnação auto-criativa e auto-expressiva da natureza-de-Buda”. A consciência de “impermanência” não leva de forma alguma a uma perspectiva de fatalismo ou pessimismo diante da vida, mas a uma “vitalidade sempre maior na busca do Caminho”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O horizonte apontado por Kodo Sawaki é o mesmo indicado por Dôgen em seu shôbôgenzô: o abandono de si e a doação aos outros. Há que romper todos os apegos e viver a profunda dinâmica da gratuidade, sem finalidade ou escopo (mushotoku). E estar sempre a caminho, sem morada fixa, com o olhar aberto e atento ao mundo da alteridade. Num dos fascículos de seu clássico trabalho, Dôgen asseverava: “Compreender o Caminho de Buda é compreender a si mesmo (jiko); compreender a si mesmo é esquecer a si mesmo; esquecer a si mesmo é deixar-se abrigar por todas as coisas (banpô ni shô seraruru) (...)”. Em profunda sintonia com a perspectiva kenótica proposta por Dôgen, Kodo Sawaki reconheceu de forma profunda como o reconhecimento da impermanência de todas as coisas gera gratuidade e doação. Como sublinhou Gianpetro Fazion, em bela obra sobre o Zen de Kodo Sawaki (Roma, 2003), a “ampla visão da impermanência e do sofrimento universal (duhkha), profundamente penetrada pelo olhar de Buda, favoreceu-lhe (a Sawaki) a capacidade de partilhar uma compaixão amorosa por todas as formas de vida”. Num dos ditos de Sawaki, ele sublinha: “Se alguém abandona o próprio ego, sem pensar em si mesmo, se ele serve, e se devota aos outros, ainda que através de pequenas coisas, como cozinhar na manhã, isto é verdadeiramente grande”. A nobreza verdadeira está justamente nesses pequenos detalhes do cuidado, da delicadeza e do serviço aos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kodo Sawaki foi um grande mestre Zen, mesmo sem a cobertura de uma formação acadêmica tradicional. Tinha apenas o diploma da escola elementar. Sua linguagem era simples, forte e direta, nutrida pela permanente prática do Zazen. Muitos passaram por sua escola, entre os quais Taisen Deshimaru, que introduziu o Zen na França, no final dos anos 1960. De seus traços espirituais, brilha de forma especial a dinâmica da gratuidade absoluta. Seus ditos guardam uma sabedoria exemplar, como o que segue: “A vida é complicada. Há momentos, como na guerra, onde o fogo cai do céu, e outros onde podemos adormecer, aconchegados, junto à lareira. Há períodos nos quais necessitamos trabalhar mesmo de noite, e outros em que se pode beber o sakê. Buscar realizar essa vida, mediante o ensinamento de Buda, isto é o budismo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao final da vida, já aos 85 anos, voltou seu olhar para o monte Tagakamine. Esse monte tinha sido objeto de suas observações durante muito tempo, mas agora seu olhar voltava-se para ele com particular intensidade. Ele agora o Via, e parecia indicar a presença do empíreo. Três dias antes de sua morte, no mês de dezembro de 1965, pediu que abrissem a janela de sua cela e disse: “Olha a montanha. A natureza é grande, enquanto os homens ocupam-se de pequenas coisas: em toda a minha vida não encontrei um modo de admirá-la completamente. Mas aquela Tagakamine me observa, do alto de sua grandeza, e parece dizer: ´Kodo, Kodo!`”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-9173853382629655246?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/9173853382629655246/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=9173853382629655246' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9173853382629655246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9173853382629655246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/09/kodo-sawaki.html' title='Kodo Sawaki'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1496624762983541028</id><published>2011-09-13T11:08:00.002-03:00</published><updated>2011-09-13T11:08:51.021-03:00</updated><title type='text'>“Essentials of Spontaneous Prose” (1958)</title><content type='html'>“Essentials of Spontaneous Prose” (1958)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SET-UP The object is set before the mind, either in reality, as in sketching (before a landscape or teacup or old face) or is set in the memory wherein it becomes the sketching from memory of a definite image-object.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PROCEDURE Time being of the essence in the purity of speech, sketching language is&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;undisturbed flow from the mind of personal secret idea-words, blowing (as per jazz musician) on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;subject of image.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;METHOD No periods separating sentence-structures already arbitrarily riddled by false&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;colons and timid usually needless commas but the vigorous space dash separating rhetorical&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;breathing (as jazz musician drawing breath between outblown phrases) “measured pauses which&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;are the essentials of our speech” “divisions of the sounds we hear” “time and how to note it&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;down.” (William Carlos Williams)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SCOPING Not “selectivity” of expression but following free deviation (association) of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mind into limitless blow-on-subject seas of thought, swimming in sea of English with no discipline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;other than rhythms of rhetorical exhalation and expostulated statement, like a fist coming down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;on a table with each complete utterance, bang! (the space dash)Blow as deep as you&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;wantwrite as deeply, fish as far down as you want, satisfy yourself first, then reader cannot fail&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;to receive telepathic shock and meaning-excitement by same laws operating in his own human&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mind.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LAG IN PROCEDURE No pause to think of proper word but the infantile pileup of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;scatological buildup words till satisfaction is gained, which will turn out to be a great appending&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;rhythm to a thought and be in accordance with Great Law of timing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIMING Nothing is muddy that runs in time and to laws of time Shakespearian stress of&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dramatic need to speak now in own unalterable way or forever hold tongue no revisions (except&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;obvious rational mistakes, such as names or calculated insertions in act of not writing but&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inserting).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CENTER OF INTEREST Begin not from preconceived idea of what to say about image&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;but from jewel center of interest in subject of image at moment of writing, and write outwards&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;swimming in sea of language to peripheral release and exhaustion Do not afterthink except for&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poetic or P. S. reasons. Never afterthink to “improve” or defray impressions, as. the best writing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;is always the most painful personal wrungout tossed from cradle warm protective mind tap from&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;yourself the song of yourself, blow! now! your way is your only way “good” or&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“bad always honest, (“ludicrous”), spontaneous, “confessional” interesting, because not&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“crafted.” Craft is craft.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STRUCTURE OF WORK Modern bizarre structures (science fiction, etc.) arise from&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;language being dead, “different” themes give illusion of “new” life. Follow roughly outlines in&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;outfanning movement over subject, as river rock, so mindflow over jewel-center need (run your&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mind over it, once) arriving at pivot, where what was dim-formed “beginning” becomes sharp—&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;necessitating “ending” and language shortens in race to wire of time-race of work, following laws&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;of Deep Form, to conclusion, last words, last trickle Night is The End.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MENTAL STATE If possible write “without consciousness” in semitrance (as Yeats’ later&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“trance writing”) allowing subconscious to admit in own uninhibited interesting necessary and so&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“modern” language what conscious art would censor, and write excitedly, swiftly, with writing-or-&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;typing-cramps, in accordance (as from center to periphery) with laws of orgasm, Reich’s&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“beclouding of consciousness.” Come from within, out to relaxed and said.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Kerouac, “Essentials of Spontaneous Prose” in Ann Charters, ed., The Portable Beat Reader (New York: Viking, 1992).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;--------------------------------------------------------------------------------&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1496624762983541028?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1496624762983541028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1496624762983541028' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1496624762983541028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1496624762983541028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/09/essentials-of-spontaneous-prose-1958.html' title='“Essentials of Spontaneous Prose” (1958)'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1071243944415017711</id><published>2011-08-29T13:13:00.001-03:00</published><updated>2011-08-29T13:13:15.652-03:00</updated><title type='text'>Gary Snyder</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-BM0Q36wwfyc/Tlu6kIEmqRI/AAAAAAAAAM8/iAwbY3vK1ZY/s1600/gary.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-BM0Q36wwfyc/Tlu6kIEmqRI/AAAAAAAAAM8/iAwbY3vK1ZY/s320/gary.jpg" width="216" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Passar um tempo com sua própria mente é algo humilde e expansivo. Descobrimos que não há ninguém no comando, e somoslembrados de que nenhum pensamento dura muito. As marcas dos ensinamentos budistas são a impermanência, a ausência de ego, a inevitabilidade do sofrimento, a interconexão, a vacuidade, a vastidão da mente e a oferta de um Caminho para a realização. Um poema acabado, como uma vida exemplar, é uma breve apresentação, algo único na singularidade, uma expressão completa, e um tipo de troca de presentes nas redes da mente-energia. Na peça no &lt;em&gt;Basho&lt;/em&gt; (Bananeira), diz-se que “toda poesia e toda arte são oferendas para o Buda”. Essas várias ideias budistas, em conjunto com o antigo sentido chinês de poesia, são parte da trama que produziu uma simplicidade elegante, a que damos o nome de estética zen.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Du_Fu" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff555d;"&gt;Tu Fu&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; disse: “As ideias de um poeta deveriam ser nobres e simples”. Nos círculos Ch’an se dizia: “Pessoas incultas deliciam-se no estardalhaço e na novidade. Pessoas cultas deliciam-se no comum”. Essa simplicidade, essa realidade comum, é o que os budistas chamam de quididade, ou &lt;em&gt;tathata&lt;/em&gt;. Não há nada especial na realidade, porque ela está toda exatamente aqui. Não é preciso chamar atenção para ela, apresentá-la vividament e exibi-la. Portanto, o tema derradeiro de uma poesia budista “mística” é profundamente comum. Essa elusiva realidade comum que é tão tocante e refrescante, toda revolvida em imaginação e linguagem, é o trabalho de todas as artes. (Os poemas realmente belos são talvez os invisíveis, que não exibem nenhum insight especial, nenhum beleza notável. Mas em verdade ninguém nunca escreveu um grande poema que perfeitamente não tivesse nenhum insight, nenhum desdobramento instrutivo, nenhum prazer sintático — este é apenas um ideal distante.)&lt;br /&gt;Assim, nunca haverá um único tipo identificável de “poesia meditativa”. Apesar do elegante e algo decadente ideal da Simplicidade Zen, o estardalhaço, a novidade e a vulgaridade entusiasmada também são completamente reais. Olhos arregalados, línguas para fora, entradas arrebatadoras, palmas e uivos — todos fazem parte da tradição da prática. E nunca haverá — é o que devotamente se espera — um estilo final e exclusivo de budismo. Continuo buscando poemas que veem o momento, que brincam livremente com o que é dado,&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Teasing the demonic&lt;br /&gt;Wrestling the wrathful&lt;br /&gt;Laughing with the lustful&lt;br /&gt;Seducing the shy&lt;br /&gt;Wiping dirty noses and sewing torn shirts&lt;br /&gt;Sending philosophers home to their wives in time for dinner&lt;br /&gt;Dousing bureaucrats in rivers&lt;br /&gt;Taking mothers mountain climbing&lt;br /&gt;Eating the ordinary&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;[Fazendo graça com o demoníaco&lt;br /&gt;Lutando com o irado&lt;br /&gt;Gargalhando com o sensual&lt;br /&gt;Seduzindo o tímido&lt;br /&gt;Limpando o nariz sujo e costurando camisas rasgadas&lt;br /&gt;Mandando filósofos para casa com suas mulheres a tempo para o jantar&lt;br /&gt;Afogando burocratas nos rios&lt;br /&gt;Levando mães para escalar montanhas&lt;br /&gt;Comendo o comum]&lt;br /&gt;apreciando que tanto possa ser feito neste precioso planeta do samsara.&lt;/blockquote&gt;Texto adaptado da introdução a &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/1570626022/ref=as_li_ss_tl?ie=UTF8&amp;amp;tag=dhaart-20&amp;amp;linkCode=as2&amp;amp;camp=217145&amp;amp;creative=399373&amp;amp;creativeASIN=1570626022" target="_blank"&gt;&lt;span style="color: #ff555d;"&gt;Beneath a Single Moon: Legacies of Buddhism in Contemporary American Poetry&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. © Gary Snyder. Leia o texto completo em &lt;a href="http://magazine.dharma.art.br/2011/07/apenas_uma_respiracao/"&gt;&lt;span style="color: #ff555d;"&gt;D/A Magazine&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1071243944415017711?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1071243944415017711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1071243944415017711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1071243944415017711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1071243944415017711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/08/gary-snyder.html' title='Gary Snyder'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-BM0Q36wwfyc/Tlu6kIEmqRI/AAAAAAAAAM8/iAwbY3vK1ZY/s72-c/gary.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-328358783325637105</id><published>2011-08-26T08:27:00.000-03:00</published><updated>2011-08-26T08:27:46.492-03:00</updated><title type='text'>Identidade persistente</title><content type='html'>Essa ideia de uma identidade persistente fez você vagar impotente pelos reinos inferiores do samsara por incontáveis vidas passadas. É exatamente isso que agora impede que você e os outros se libertem da existência condicionada. Se pudesse simplesmente largar esse pensamento sobre o “eu”, você descobriria que é fácil ser livre e libertar os outros também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se superar a crença em um eu verdadeiramente existindo hoje, você se iluminará hoje. Se superar isso amanhã, se iluminará amanhã. Mas se nunca superar isso, nunca ganhará a iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este “eu” é apenas um pensamento, uma sensação. Um pensamento não possui inerentemente nenhuma solidez, forma ou cor. Por exemplo, quando um sentimento forte de raiva surge na mente, com tal força que você quer brigar e destruir alguém, o pensamento raivoso está empunhando alguma arma? Ele poderia liderar um exército? Poderia queimar alguém como o fogo, esmagar como se fosse uma pedra ou levar embora como um rio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A raiva, como qualquer outro pensamento ou sentimento, não tem existência verdadeira. Não pode nem ser definitivamente localizada em qualquer lugar do corpo, fala ou mente. É como vento no espaço vazio. Em vez de permitir que tais pensamentos selvagens determinem o que você faz, olhe para a vacuidade essencial deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, você pode se encontrar repentinamente cara a cara com alguém que você imagina querer te ferir, e surge uma forte sensação de medo. Mas assim que você se dá conta de que a pessoa, na verdade, tem apenas boas intenções em relação a você, seu medo desaparece. Foi apenas um pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilgo Khyentse Rimpoche&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-328358783325637105?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/328358783325637105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=328358783325637105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/328358783325637105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/328358783325637105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/08/identidade-persistente.html' title='Identidade persistente'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5578085049239891523</id><published>2011-07-07T08:23:00.002-03:00</published><updated>2011-07-07T08:23:33.634-03:00</updated><title type='text'>Desenvolvimento da mente de iluminação</title><content type='html'>A questão então é: “Como cultivamos e desenvolvemos essa bodhicitta, a mente da iluminação?”. A chave e a raiz são a grande compaixão. Compaixão aqui se refere a um estado mental que torna completamente insuportável para nós ver o sofrimento de outros seres sencientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maneira de desenvolver isso se dá através da compreensão sobre como nos sentimos com nosso próprio sofrimento. Quando nos tornamos conscientes de nosso próprio sofrimento, temos um desejo espontâneo de nos ver livres dele. Se formos capazes de estender esse sentimento a todos os outros seres — através da compreensão do desejo instintivo comum que todos temos de evitar e superar o sofrimento — então esse estado mental é chamado de “grande compaixão”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós temos o potencial de desenvolver esse tipo de compaixão, porque sempre que vemos pessoas sofrendo, especialmente aquelas próximas a nós, imediatamente sentimos empatia por elas, e testemunhamos uma reação espontânea dentro de nossas mentes. Então tudo que temos a fazer é trazer esse potencial para fora, e depois desenvolvê-lo ao ponto em que se torne tão imparcial que possa incluir todos os seres sencientes em seu abraço, tanto faz se são amigos ou inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cultivar essa grande compaixão dentro de nós mesmos, primeiro precisamos desenvolver o que é chamado de bondade amorosa, um sentimento de ligação ou proximidade com todas as criaturas. Essa proximidade e intimidade não deve ser confundida com o tipo de sentimento que normalmente temos em relação às nossas pessoas amadas, que é manchado por apego [...], ego e egoísmo. Ao contrário disso, estamos procurando desenvolver um sentimento de proximidade e afeição em relação a outros seres sencientes, ao refletirmos sobre o fato de que o sofrimento é inerente em sua própria natureza, sobre a impotência da situação deles, e sobre o desejo instintivo que todos eles têm de superar o sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto maior a força de nossa bondade amorosa em relação aos outros seres, maior a força de nossa compaixão. E quanto maior a força de nossa compaixão, mais fácil será para nós desenvolver um senso de responsabilidade e tomarmos para nós a tarefa de trabalhar pelos outros. Quanto maior esse senso de responsabilidade, mais sucesso teremos em desenvolver bodhicitta, a aspiração altruísta genuína para alcançar a iluminação para o benefício de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;XIV Dalai Lama (Tibete, 6 de julho de 1935 ~ hoje)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dzogchen: The Heart Essence of the Great Perfection”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 22/10/2010)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5578085049239891523?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5578085049239891523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5578085049239891523' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5578085049239891523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5578085049239891523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/07/desenvolvimento-da-mente-de-iluminacao.html' title='Desenvolvimento da mente de iluminação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1446301733751075413</id><published>2011-06-28T08:38:00.000-03:00</published><updated>2011-06-28T08:38:06.728-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai inverno'/><title type='text'>haikai de inverno</title><content type='html'>vento lá fora&lt;br /&gt;percebo memórias do sol&lt;br /&gt;nas chamas da lareira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1446301733751075413?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1446301733751075413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1446301733751075413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1446301733751075413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1446301733751075413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/06/haikai-de-inverno.html' title='haikai de inverno'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4683482810544303918</id><published>2011-06-17T09:00:00.001-03:00</published><updated>2011-06-17T09:00:41.961-03:00</updated><title type='text'>Aspirações</title><content type='html'>“At all times, again and again, we should make vast prayers for the sake of all beings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When falling asleep, we should think, “May all beings achieve the absolute state”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when waking up, “May all beings obtain the body of the Buddha”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when putting on clothes, “May all beings have modesty and a sense of shame”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when lighting a fire, “May all beings burn the wood of disturbing emotions”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when eating, “May all beings eat the food of concentration”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when opening a door, “May all beings open the door to the city of liberation”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when going outside, “May I set out on the path to free all beings”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when walking uphill, “May I go to free beings from the lower realms”;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when seeing happiness, “May all beings achieve the happiness of Buddhahood”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when seeing suffering, “May the suffering of all beings be pacified.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—Khyentse Rinpoche&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4683482810544303918?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4683482810544303918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4683482810544303918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4683482810544303918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4683482810544303918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/06/aspiracoes.html' title='Aspirações'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8430123616091185478</id><published>2011-06-03T14:05:00.002-03:00</published><updated>2011-06-03T14:05:36.552-03:00</updated><title type='text'>Motivação Pura</title><content type='html'>Às vezes, muitas pessoas pensam que não estão prontas para uma prática espiritual. Isso é um erro. Para nos engajarmos em uma prática espiritual, não precisamos fazer nada de tão espiritual, de tão diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nós basicamente buscamos com a prática espiritual é melhorar as nossas experiências e, principalmente, buscar alívio para as nossas dificuldades. Como seres humanos, passamos por quatro grandes sofrimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro é o sofrimento do nascimento. Apesar de nós não lembrarmos, o momento do nascimento é um momento de grande sofrimento, tanto para a mãe como para a criança. Depois nós crescemos, nos tornamos adultos, envelhecemos ― e sofremos com as dificuldades da velhice ― (segundo grande sofrimento), sofremos com as dificuldades que as doenças trazem (terceiro grande sofrimento) e depois nós passamos pelo sofrimento da morte (quarto grande sofrimento). E é certo que, se nós nascemos, nós iremos morrer. Não sabemos o dia da nossa morte, nem qual será a causa dela, mas é certo que ela vai chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nós podemos transformar isso: podemos ter uma vida longa, nós podemos ter saúde, podemos ter uma vida melhor, podemos fazer com que a nossa vida futura possa ser melhor. E essa mudança nós só conseguimos fazer com a prática espiritual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não precisa, para se engajar em uma prática espiritual, ir para um lugar especial, mudar a sua roupa, abandonar a sua vida. Não há nada de novo que precisemos fazer. Prática espiritual significa simplesmente mudar a nossa própria mente, significa interromper pensamentos negativos; significa ter pensamentos bons, pensamentos solícitos; significa usar a mente, a fala e o corpo para criar felicidade para o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se, por exemplo, não temos a capacidade de beneficiar todos os seres no momento, temos, porém, a capacidade de beneficiar aquelas pessoas à nossa volta ― aquelas pessoas próximas de nós, as pessoas da nossa família, os nossos amigos, as pessoas com as quais nos encontramos, com quem trabalhamos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós buscamos por felicidade. Por exemplo, podemos falar de uma maneira que vá ajudar o outro, que trará felicidade para o outro. Podemos agir de maneira a trazer felicidade para o outro. Tranformar a vida significa reduzir os pensamentos negativos, incrementar os nossos pensamentos positivos, e nós podemos fazer isso na relação com marido, esposa, filhos, pais e animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O simples fato de tirarmos uma formiga do chão e colocá-la em um lugar seguro é uma forma de ajuda, é uma ação positiva. A formiga é um inseto, um ser muito pequenininho, que, quando alguém caminha perto dela, sai correndo, tenta se salvar de ser esmagada, porque sabe que vai sofrer com isso. Caso não, não haveria sentido em querer sair correndo. Dar o que comer a um cachorro ou a um pássaro com fome, tirando, por exemplo, uma porção do nosso próprio alimento, é prática espiritual, caminho espiritual. Isso tudo são bons pensamentos, boas ações, e nós podemos fazer isso o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ganhamos absolutamente nada quando magoamos outra pessoa, por exemplo, alguém da nossa família, através de uma fala rude. Se falamos de uma maneira ríspida, magoamos uma outra pessoa, e não ganhamos nada com isso. Simplesmente vamos só conseguir magoar o outro e começar uma discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós podemos ver, conseguimos ver esse lado negativo, conseguimos ver quando temos pensamentos negativos. E podemos transformar esses pensamentos, interrompê-los antes que eles se manifestem na fala, nas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós possuímos qualidades como compaixão, paciência, e podemos incrementá-las e manifestá-las. Isso é a prática espiritual. É fazendo isso que conseguimos tranformar a nossa vida e torná-la melhor e que conseguimos beneficiar as pessoas à nossa volta. Se nós agirmos dessa maneira, nós trazemos uma boa energia para a nossa família, nós tornamos a nossa vida familiar melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito da prática espiritual é reconhecer o nosso lado negativo e as nossas qualidades, é reduzir o lado negativo e incrementar e trazer à tona as nossas qualidadades. É dessa maneira que nós conseguimos purificar todo o nosso carma negativo. E quanto mais diligente nós formos, é possível progredir na prática espiritual, passo a passo, até que cheguemos à realização de reconhecer e revelar nossa natureza absoluta. Os grandes fundadores das religiões nos deixaram métodos para isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda, por exemplo, nos deixou métodos. E se nós seguirmos esses métodos, estamos tomando uma direção positiva. Quanto mais diligente formos, mais rapidamente nossas qualidades se manifestam, mais rapidamente nós conseguimos purificar os nossos obscurecimentos. Dessa forma, mais rapidamente conseguimos ter melhores experiências. Quando conseguimos manifestar nossas qualidades constantemente, nos tornamos fonte de beneficio para todos aqueles que nos virem, nos tocarem e se lembrarem de nós, porque eles sentem essa energia positiva a sua volta. É dessa maneira que mudamos a direção da nossa mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samsara e nirvana, céu e inferno não estão muito longe um do outro. Não é necessário uma grande mudança para você sair do inferno e ir para o céu, e vice-versa, para sair do samsara e ir para o nirvana. É simplesmente uma questão de onde estamos focando a mente, de qual direção tomamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma história do zen budismo, um samurai chegou diante de um mestre zen e perguntou ao mestre: “Onde está o céu e onde está o inferno? O que é o céu e o que é o inferno?”. O mestre zen ouviu a pergunta, mas não respondeu. Ele continuou meditando, ele continuou focado, e o samurai perguntou novamente. O mestre zen não respondeu. E o samurai perguntou novamente… Em um dado momento, o samurai ficou com raiva porque ele não obtinha resposta do mestre e desembainhou a espada para matar o mestre zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o mestre zen olhou para ele e falou: “Isso é o inferno”. Então o samurai tomou conta da raiva dele, da mente dele, e se acalmou, colocou a espada de volta, se curvou para o mestre zen para se desculpar, e o mestre zen falou para ele: “Isso é o céu, isso é o paraíso”. Isso nos mostra que o céu e o inferno não estão muito distantes. Em essência, céu e inferno significa simplesmente onde estamos com a mente focada, que direção damos à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho espiritual, tudo depende da nossa “fome”. Quando estamos com muita fome, comemos muito para satisfazê-la. Da mesma maneira, o progresso no caminho espiritual depende da nossa diligência, depende da nossa fome. Quanto mais diligentes formos, quanto mais focarmos a mente de maneira postiva, mais rapidamente progrediremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É comum nós culparmos os outros pelo nosso sofrimento. Pensamos, por exemplo: “Ah, casei, mas descobri que esse homem é muito ruim, por isso eu sofro tanto!” ou “Ah, casei e depois descobri que essa mulher é muito ruim, e por isso eu sofro tanto…”. Mas, na verdade, a causa do nosso sofrimento e das nossas dificuldades não são os outros, e sim, o nosso próprio carma, o carma que nós acumulamos pensamentos e ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se temos uma vida muito boa, se somos ricos, isso não se dá porque somos inteligentes ou espertos, ou porque enganamos e roubamos os outros. Esse tipo de vida é fruto de bons pensamentos e boas ações, é fruto do nosso carma positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência de felicidade e a experiencia de tristeza não são permanentes, elas podem mudar a qualquer momento. Toda a experiência tem uma natureza impermanente. Se agora está tudo bem, isso pode mudar a qualquer momento. Se estamos passando por um momento de grande dificuldade, esse momento também pode mudar. A mente e os pensamentos mudam o tempo todo, por isso as experiências mudam o tempo todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estamos sofrendo muito, não precisamos ficar lamentando, batendo a cabeça na parede, deixando-nos dominar pelas emoções, pelas emoções que surgem com as dificuldades. Porque quanto mais nos focarmos no sofrimento, quanto mais nos focarmos nas dificuldades, mais eles se multiplicam. Agindo assim, damos poder a essas dificuldades. Mas se paramos para pensar e reconhecemos que aquele sofrimento é fruto de carma negativo, podemos então buscar um método para purificar o carma e transformar essa experiência. Isso é possível não somente no budismo, mas em todas as tradições religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma história de um grande erudito e praticante do budismo, chamado Asanga. Ele fez retiro por 12 anos e, no retiro, fazia prática do Buda Maitreia. Por 12 anos ele não obteve nenhum sinal dessa prática. Então resolveu sair do retiro depois desse período porque ele não conseguia ter nenhum sinal bom de realização da prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estava deixando o retiro, caminhando, ele viu um cachorro muito doente se arrastando, com a metade do corpo cheio de ferida. Asanga chegou perto para tentar ajudar, e o cachorro estava sofrendo tanto que, quando Asanga chegou perto, o cachorro começou a rosnar para ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao ver aquilo, Asanga pensou: “Como está sofrendo esse cachorro!”. Ele teve compaixão e quis ajudar aquele animal. Viu que o animal estava cheio de feridas, e que dentro das feridas, estava cheio de larvas. Asanga pensou em limpar aquelas feridas, mas pensou: “Se limpo as feridas com a minha mão, vou matar aquelas larvas. Vou ajudar o cachorro mas vou matar outros seres”. Então ele pensou que, se ele limpasse aquelas feridas com a língua, se ele a lambesse, ele conseguiria ajudar o cachorro e não mataria aquelas larvas. Mas só de pensar em fazer aquilo ele sentia aversão porque lamber uma ferida…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pensou em fechar o olho, porque se ele fechasse o olho, se não visse o que estava fazendo, seria mais fácil. De olhos fechados, ele se abaixou em direção ao cachorro. Mas quando se abaixou, a língua dele tocou o chão. E ele abriu os olhos e o cachorro não estava mais ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olhou para cima, Buda Maitréia estava na frente dele. Então olhou para o Buda Maitréia e falou: “Fiquei rezando a você, fazendo prática com você por doze anos. E você nunca surgiu para mim, você nunca me deu nenhum sinal!”. E Buda Maitreia disse: “Mas eu estive com você durante todos esses doze anos da sua prática. E ele começou a lembrar à Asanga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Lembra, nos primeiros anos, você fez retiro e, ao sair, viu um homem que estava polindo uma rocha com um pedaço de seda? Você perguntou para ele o que ele estava fazendo, e ele falou que estava tentando fazer uma agulha daquela rocha, polindo ela com a seda. E você não teve compaixão por aquele homem.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E depois, na segunda vez que saiu do retiro, Asanga, você viu um homem tentando destruir, desmanchar uma montanha com uma pena. Você perguntou para aquele homem o que ele estava fazendo. E o homem respondeu: ‘Porque esta montanha está criando sombra para a minha casa, eu quero removê-la para que eu tenha sol’. E você não sentiu compaixão por aquele homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Mas aquelas pessoas eram eu tentando fazer você ter compaixão. Isso eram sinais do seu retiro, mas você não reconheceu por causa dos seus obscurecimentos mentais. Quando, agora, vendo esse cachorro, você conseguiu ter compaixão, você conseguiu me ver, por causa da sua compaixão. A sua compaixão purificou os seus obscurecimentos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, prática espiritual não significa grandes coisas. Por exemplo, um momento de compaixão é suficiente para purificarmos obscurecimentos mentais. Portanto, não importa onde você está sentado, não importa onde você esteja, não importa o que você esteja fazendo, o mais importante é prática espiritual, é você procurar sempre ter bons pensamentos, sempre procurar produzir pensamentos positivos, trazer à tona essas qualidades que nós todos temos, como a compaixão, a paciência entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://windhorse.chagdud.org/2011/03/motivacao-pura/"&gt;http://windhorse.chagdud.org/2011/03/motivacao-pura/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Traduzido por Lama Sherab Drolma]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8430123616091185478?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8430123616091185478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8430123616091185478' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8430123616091185478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8430123616091185478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/06/motivacao-pura.html' title='Motivação Pura'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5949624325747059892</id><published>2011-06-03T08:58:00.000-03:00</published><updated>2011-06-03T08:58:42.948-03:00</updated><title type='text'>As quatro leis da India</title><content type='html'>Não sei se realmente são leis da India, não sei se a fonte é confiável mas achei legal. Poupa um monte de preocupações e acaba com muitas duvidas. Vou guardar na coleção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As quatro leis da Índia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira diz: “A pessoa que vem é a pessoa certa“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nin...guém entra em nossas vidas por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor, interagindo com a gente, têm algo para nos fazer aprender e avançar em cada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda lei diz: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…” ou “aconteceu que um outro…”. Não. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos a lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira diz: “Toda vez que você iniciar é o momento certo“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa na hora certa, nem antes nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é que as coisas acontecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a quarta e última afirma: “Quando algo termina, ele termina“.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas é para a nossa evolução. Por isso, é melhor sair, ir em frente e se enriquecer com a experiência. Não é por acaso que estamos lendo este texto agora. Se ele vem à nossa vida hoje, é porque estamos preparados para entender que nenhum floco de neve cai no lugar errado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5949624325747059892?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5949624325747059892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5949624325747059892' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5949624325747059892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5949624325747059892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/06/as-quatro-leis-da-india.html' title='As quatro leis da India'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7909377025841257346</id><published>2011-06-02T08:51:00.000-03:00</published><updated>2011-06-02T08:51:25.873-03:00</updated><title type='text'>Desenvolvimento da afeição</title><content type='html'>[...] começando com uma atitude&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De amor para todas as criaturas vivas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considere os seres, sem excluir nenhum,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrendo nos três renascimentos ruins,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrendo nascimento, morte e tudo mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “atitude de amor” a que o texto se refere é a afeição que encara todos os seres vivos como amáveis. Quanto mais forte nossa afeição, mais facilmente surgirá a compaixão, e mais intensa e firme ela será. A compaixão pode surgir sem essa afeição, mas não será consistente. A menos que vejamos todos os seres vivos como próximos, queridos, atraentes e amáveis, não nos importaremos com o que acontecer a eles. Em vez disso, podemos até desejar mais sofrimento para quem não gostamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afeição é a que uma mãe carinhosa sente por quem ela mais ama, a que uma pessoa sente por seu adorado animal de estimação, um sentimento caloroso que faz você querer abraçar, acariciar e dizer “que adorável!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento, nossos sentimentos de afeição são restritos àqueles de quem gostamos mas, mesmo assim, essa afeição desaparece rapidamente se as pessoas fazem algo contra nossos desejos. É uma tarefa árdua sentir afeição por todos os seres vivos. Isso não acontece naturalmente; é por isso que precisamos nos treinar para vê-los de uma nova maneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Geshe Sonam Rinchen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Atisha’s Lamp For The Path to Enlightenment”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Dharma Quote of The Week – Snow Lion, 24/11/10)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://samsara.blog.br/2011/06/desenvolvimento-da-afeicao/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+samsarablog+%28Samsara%29&amp;amp;utm_content=Yahoo%21+Mail"&gt;http://samsara.blog.br/2011/06/desenvolvimento-da-afeicao/?utm_source=feedburner&amp;amp;utm_medium=email&amp;amp;utm_campaign=Feed%3A+samsarablog+%28Samsara%29&amp;amp;utm_content=Yahoo%21+Mail&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7909377025841257346?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7909377025841257346/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7909377025841257346' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7909377025841257346'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7909377025841257346'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/06/desenvolvimento-da-afeicao.html' title='Desenvolvimento da afeição'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6767927331575830976</id><published>2011-05-17T09:06:00.000-03:00</published><updated>2011-05-17T09:06:30.339-03:00</updated><title type='text'>WESAK</title><content type='html'>.LUA DE WESAK&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léo Artése&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa manhã de lua cheia do quarto mês lunar, que corresponde quase sempre ao mês de maio, que nasceu como um príncipe, Siddhartha Gautama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que numa Lua Cheia de maio, nasceu Siddharta, filho do Rei Suddhodana e da Rainha Maia. O rei sentiu que todos os seus desejos estavam realizados com o nascimento do filho Siddarta Gautama, que significa “Aquele que realiza os desejos” ou “Desejo realizado”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mãe de Siddhartha faleceu uma semana após o seu nascimento e passou a ser criado por sua tia sua tia Mahaprajapaty. Seu pai não desejava que Siddharta visse o lado negativo da vida, lhe propiciou treinamentos especiais em literatura e artes marciais. Ele dava tudo a ele para que não se interessasse em conhecer a realidade da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tinha 16 anos concordou em se casar escolheu Yasodhara para ser sua esposa e tiveram um filho, Rahula. Durante anos o príncipe viveu protegido dos sofrimentos da vida, dentro do palácio. Cresceu como um nobre, entre prazeres, mas sempre seus pensamentos voltavam-se para o problema do sofrimento, tentando compreender o verdadeiro significado da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao completar 29 anos, pediu a um dos guardas que o levasse para conhecer a Cidade. Eles escondidos saíram. A primeira coisa que viu Sidarta, foi um triste e velho mendigo pedindo esmolas e conheceu a realidade da velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quarto encontro impressionou-se ao encontrar um monge errante que mendigava alimento, e notou um expressão serena, tranqüila e feliz em seu rosto, e viu o desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda foi um doente ardendo em febre e conheceu a realidade da doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terceira foi um viu um homem morto numa pira funerária e compreendeu a realidade da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele viu a velhice, a doença e a morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao voltar para o palácio ele vê um velho monge, com a cabeça raspada, vestido com um velho manto, alimentando-se do que as pessoas davam a ele. Sómente ele parecia ter encontrado o significado, o sentido da vida. Impressionou-se ao ver o monge errante com uma expressão serena e feliz , conheceu desapego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite seguinte Sidarta abandona o palácio em silencio, deixando sua esposa e filho. Raspou sua cabeça, cobriu-se com um manto e partiu para a floresta em busca da resposta para os sofrimentos do mundo. Fez longas viagens, aprendendo com mestres e homens santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recolheu-se floresta, fazendo rigorosa disciplina ascética por 6 anos. Nesse período, alimentava-se comendo apenas um grão de arroz ou uma semente de gergelim há textos que digam que foi uma semente de cânhamo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Praticava a redução da respiração, e foi ficando com um corpo raquítico, parecendo morto.Até que um dia atravessando exauto, com dificuldade um rio, deitou-se enfraquecido na margem, conta uma história que passou um barco por ele, onde um professor de citara ensinava a seu aluno:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se esticar demais a corda ela arrebenta...se deixá-la frouxa ela não faz musica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas palavras soaram como uma grande verdade na alma de Sidarta, Uma mulher da Vila que passava por ele, Sujata, lhe ofereceu uma tijela com alimento e ele aceitou. Os seus discípulos ao verem se alimentando, sentiram-se traídos e o abandonaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele levantou e sentou- se sob uma árvore (figueira) e meditou profundamente. Nas suas visões enfrentou demônios, a ilusão, os desejos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditando na árvore do conhecimento, a Árvore Bodhi, Para testa-lo, o deus Mara (Rei dos demônios) enviou três de suas filhas, O demônio representa o mundo terreno (ego) das aparências, e tentava passar-lhe dúvidas, mas ele argumentava com Mara que sua vida tinha ganho novo sentido e que ele não se apegava aos desejos. E Mara disse a ele para entrar logo no Nirvana, o que lhe trouxe certa dúvida, mas percebeu que o seu bem estar não estava acima de compartilhar uma consciência mais elevada com as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto meditava. Mara, sabia que seu poder para desvirtuar a humanidade estava ameaçado. Durante a noite, muitas distrações surgiram, sêde, luxuria, descontentamento e distrações de prazer. E ao longo de Sua concentração meditativa, Ele foi tomado por visões de incontáveis exércitos atacando-O com as mais terríveis armas. Mara enviara um exército de demonios para destruí-lo. Mas por causa de Sua meditação indestrutiva Ele pode converter negatividade em harmonia e pureza, as flechas lançadas se transformaram em flôres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Mara envia três tentações, suas três filhas : o Desejo, Prazer e Cobiça, que se apresentaram como lindas mulheres, ardorosas para dar e receber prazer, apareceram, como belíssimas mulheres, para distraí-lo ou seduzí-lo. Outros assumiram formas de animais ferozes. Mas seus rosnados, ameaças e qualquer outra tentativa foram em vão para tira-lo de sua meditação, ele permaneceu imóvel, sentado em um estado de total meditação, alcança todos os graus de realização, adquirindo o conhecimento de todo o Seu ciclo de mortes e renascimentos. A terra tremeu e uma chuva caiu de um céu totalmente sem nuvens em resposta à Sua suprema conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o amanhecer Ele se levantou como Buda ou "O Iluminado", numa noite de Lua Cheia de maio, com a idade de 35 anos. Seus desejos e sofrimentos haviam terminado e como Buda, o Iluminado, Aquele que Despertou experienciou o Nirvana.Teve a compreensão que todos os sofrimentos provém de ilusões e por as pessoas não compreenderem que dentro de si está a iluminação, o Buda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele compreendeu que o sentido da vida não era encontrado nem numa ilusão do palácio e nem numa vida miserável. Que existia um caminho do meio, compreendeu que a vida se estende por todo o universo, do passado até o futuro. Compreendeu a essência da vida do universo, e que sua vida fazia parte dela. Ele teve consciência total do destino (lei da casualidade) de toda a humanidade e fundou o budismo na história espiritual da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a iluminação, ele encontrou a forma de superar os sofrimentos humanos - o nascimento, a velhice, a doença e a morte.Pregou por 45 anos o Caminho do Meio, o Caminho do Dharma, através das 4 nobres verdade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Pico da Águia,(distante da cidade), pregou diversos ensinos e os compilou no que seria o Sutra de Lótus, seu mais elevado pensamento, ensinado durante seus últimos oito anos da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- A nobre verdade do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2- A nobre verdade da causa do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3- A nobre verdade da extinção da causa do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4- A nobre verdade da senda que leva à extinção do sofrimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS 8 GRANDES ENSINAMENTOS DE BUDA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Crença Correta: é a crença de que a Verdade é o guia do Homem;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Resolução Correta: ser sempre calmo e nunca fazer dano a nenhuma criatura viva;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Palavra Correta: nunca mentir, nunca difamar ninguém e nunca usar linguagem grosseira ou áspera;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Comportamento Correto: nunca roubar, nunca matar, e nunca fazer nada de que uma pessoa possa mais tarde arrepender-se ou envergonhar-se;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocupação Correta: nunca escolher uma ocupação que seja má, tal como falsificação, manejo de coisas roubadas e coisas semelhantes;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Esforço Correto: procurar sempre o que é bom e afastar-se do que é mau;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Contemplação Correta: ser sempre calmo e não permitir-se pensamentos que sejam dominados pela alegria ou pela tristeza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concentração Correta: consegue-se quando todas as outras regras forem seguidas e uma pessoa tenha atingido o nível da paz perfeita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conta-se que faleceu aos 80 anos, ingerindo um alimento estragado. Ele sabia que iria morrer e chamou seus discípulos, e disse: Agora basta, é o momento de partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Depois virou-se para os seus discípulos e quis saber se alguém tinha alguma dúvida. Ninguém disse nada. Três vezes fez a pergunta, mas todos permaneceram em silêncio. Disse então suas últimas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tudo que foi criado está sujeito à decadência e à morte. Tudo é transitório. (A única coisa verdadeira é: Trabalhem a própria salvação com disciplina e paciência."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buda morreu sorrindo. Seus ensinamentos, espalharam-se no mundo todo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6767927331575830976?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6767927331575830976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6767927331575830976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6767927331575830976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6767927331575830976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/05/wesak.html' title='WESAK'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5645500126905940256</id><published>2011-05-13T14:23:00.000-03:00</published><updated>2011-05-13T14:23:35.769-03:00</updated><title type='text'>ensinamento de Alan Wallace</title><content type='html'>“Todos nós queremos encontrar felicidade. Queremos ter menos frustrações, insatisfações, problemas no coração e na mente. Todos nós queremos isso. Cada um de nós deseja paz, menos ansiedade, uma felicidade maior. Todos nós queremos isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De forma geral, muitos de nós, na maior parte do tempo, estamos sempre olhando para fora, pensando: “Alguém vai me fazer feliz”, “Algum trabalho vai me fazer feliz”, “Algum lugar vai me fazer feliz,” “Alguma posse vai me fazer feliz”. Mas na medida que crescemos e amadurecemos, vemos que nada daquilo é verdade. Ninguém lá fora pode nos fazer felizes de verdade. Nenhuma aquisição, nenhum emprego…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É óbvio. E quanto mais cuidadosamente nós olhamos, mais óbvio se torna. Se realmente queremos ser felizes, encontrar contentamento, liberação da ansiedade e assim por diante… realmente só há uma maneira. Você não tem que ser religioso, não tem que ser espiritual. Você tem que ser realista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso é reconhecer que a única forma de você realmente encontrar satisfação, um maior sentido na vida, maior felicidade na vida, realização, é cultivando seu próprio coração e mente. Isso é apenas realista. Você não tem que acreditar em nada. É apenas bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, nós podemos perguntar, antes de tudo: será que há maneiras com as quais estamos nos comportando (com nosso corpo, com nossa fala, mesmo com nossa mente) que estão prejudicando aos outros desnecessariamente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes crianças tem que ser disciplinadas, talvez. Elas não gostam, mas estamos fazendo isso apenas pelo seu bem. Então, às vezes é assim. Mas, estamos nós prejudicando alguém, de alguma forma que não está sendo útil, mas apenas prejudicando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando nós reconhecemos isso, vemos que causa dano para outras pessoas, mas também causa sofrimento a nós mesmos. Sempre. Então a primeira coisa é: realmente viver uma vida suave, sem causar danos. É o mais importante. Assim você não prejudica a si mesmo e não prejudica aos outros. Pelo menos isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então se você quer realmente começar a cultivar as causas verdadeiras da felicidade, uma maior liberdade do sofrimento, da ansiedade, do medo, da aflição, então, é pra isso que serve a meditação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meditação, em sânscrito, é “bhavana”. E “bhavana” significa cultivar, como um agricultor cultiva o campo. Ele não sai, simplesmente, e pega alguma comida aqui e lá, mas ele realmente se dedica ao solo, ele o lavra, o fertiliza, irriga, planta a semente, ele cuida, tira as ervas daninhas e então faz a colheita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, em vez de sair por aí tentando achar alguma felicidade externa, nós a cultivamos com nossos próprios corações e mentes. E meditação é uma forma de fazer isso. Há muitas maneiras para meditar. Para muitas pessoas que estão começando, um tipo de meditação chamado shamata é muito útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O essencial dela, antes de tudo, é aprender como relaxar, aprender como relaxar o corpo muito profundamente. Sem tensão, sem estresse, sem contração. Saber como relaxar a respiração, respirar sem esforço. E aprender como deixar a mente relaxada. Então, primeiro de tudo, aprender como relaxar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, gradualmente, por meio da meditação, cultivar uma calma interna, uma serenidade interna, quietude interna, uma presença. De forma que não estamos sempre distraídos, inquietos, agitados, excitados, mas realmente temos alguma paz mental. Isso pode ser cultivado por meio da meditação. E então, gradualmente, com base em relaxamento e estabilidade, podemos desenvolver clareza e vivacidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, com essas três qualidades, através da meditação, da atenção plena sobre a respiração e outros métodos, nós podemos ter maior presença, maior paz mental. E também quando estamos nos relacionando com outras pessoas. Porque as nossas mentes, internamente, estão quietas. Então nós podemos realmente focar nos outros com muito mais proximidade. E não ficar sempre sendo pegos pelos nossos próprios pensamentos, esperanças, medos, mas realmente focar nas necessidades dos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, naturalmente, quando começamos a expandir nossas mentes e corações para focar outras pessoas, outros seres sencientes, nós também encontramos felicidade, uma felicidade maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nossas mentes e corações se ampliam há maior paz e maior felicidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;–Alan Wallace&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5645500126905940256?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5645500126905940256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5645500126905940256' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5645500126905940256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5645500126905940256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/05/ensinamento-de-alan-wallace.html' title='ensinamento de Alan Wallace'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1418966691310500402</id><published>2011-04-19T09:00:00.000-03:00</published><updated>2011-04-19T09:00:32.757-03:00</updated><title type='text'>Apreciação</title><content type='html'>Compreendendo que não precisa de nenhuma coisa nova, extraordinária, para te entreter, você pode estar exatamente aí e celebrar o que tem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não precisa de novos objetos para apreciação. Testemunhar e vivenciar o que já tem basta. Na verdade, isso é maravilhoso. Já é um bom tanto, então você não precisa de nada extra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não está buscando uma alternativa melhor, ou substituir o que tem, você se sente bem satisfeito. Satisfação é apreciar a nós mesmos e o que já temos, falando naturalmente. Isso é respeitar a sacralidade e a beleza do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chogyam Trungpa (Tibete, 1939 – Canadá, 1987)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1418966691310500402?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1418966691310500402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1418966691310500402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1418966691310500402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1418966691310500402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/04/apreciacao.html' title='Apreciação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-654375355275874459</id><published>2011-03-10T14:05:00.000-03:00</published><updated>2011-03-10T14:05:50.572-03:00</updated><title type='text'>bushido</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Bushido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;(extrai do blog do Deva, visitem &lt;a href="http://devastando.blogspot.com/"&gt;http://devastando.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo um lar, o momento presente é o lar;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo poder, o ritmo da natureza é o poder;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo liberdade, consciência é liberdade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo habilidade, prática incessante é a habilidade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo autoridade, honestidade é a autoridade;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito armas, ausência do ego é a maior arma;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sigo regras, prontidão e adaptabilidade são as regras;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho inimigos, apatia e descuido são inimigos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito amigos, o universo é amigo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sigo planos, paciência é o plano;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho estratégia, atenção desfocada é a estratégia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho segredos mágicos, ação apropriada é o mágico segredo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito ouvir, quietude é a audição;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho corpo, resistência incansável é o corpo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tenho olhos, a intuição é meu olho;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito armadura, coragem e prontidão são a armadura; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito fortaleza, a não-mente é fortaleza;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito escudos, respeito à vida é o escudo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não necessito espada, percepção aguda é a espada;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não almejo honra, compaixão e gentileza são a honra;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não almejo vitórias, harmonia e equilíbrio são as vitórias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não desejo recompensas, lágrimas e sorrisos são as recompensas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não almejo vida ou morte, o ritmo da respiração são a vida e a morte;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-654375355275874459?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/654375355275874459/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=654375355275874459' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/654375355275874459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/654375355275874459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/03/bushido.html' title='bushido'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8020182774730791611</id><published>2011-02-12T14:34:00.000-02:00</published><updated>2011-02-12T14:34:03.718-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meus textos'/><title type='text'></title><content type='html'>ouvindo a chuva&lt;br /&gt;gotas descendo do céu&lt;br /&gt;escorrendo pelas paredes&lt;br /&gt;procurando frestas no solo&lt;br /&gt;passando por raízes e pedregulhos&lt;br /&gt;subindo por caules e folhas&lt;br /&gt;voltando ao ar&lt;br /&gt;suspensas como goticulas&lt;br /&gt;matéria de nuvens.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8020182774730791611?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8020182774730791611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8020182774730791611' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8020182774730791611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8020182774730791611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/02/ouvindo-chuva-gotas-descendo-do-ceu.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-9129074841334403279</id><published>2011-02-10T09:39:00.000-02:00</published><updated>2011-02-10T09:39:09.625-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Being tidy and meticulous is the Buddhist message—meticulous in cleaning your oryoki bowls, meticulous in how you walk, meticulous in how you treat your clothing and your household articles. We can’t get away with being sloppy; we have to introduce the principle of tidiness more and more into our lives. When economic chaos or family chaos takes place, apart from obvious issues of economic mismanagement, marital problems, or emotional problems, we find that domestic details have not been taken care of. There are cockroaches running all over; there is never enough toilet tissue; the toilet bowls are overflowing; and the dishes are not washed. All those problems come from a careless attitude. It is predictable. But when we clean up after ourselves, according to exactly the same principles we follow in oryoki, we have nothing to blame. When we begin to live our lives in that way, cleaning up after ourselves, what is left is further vision and further openness, which leads to cleaning up the rest of the world.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chogyam Trungpa Rinpoche&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-9129074841334403279?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/9129074841334403279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=9129074841334403279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9129074841334403279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9129074841334403279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/02/being-tidy-and-meticulous-is-buddhist.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1166210340342453903</id><published>2011-01-21T15:37:00.000-02:00</published><updated>2011-01-21T15:37:13.534-02:00</updated><title type='text'>Faça Facil</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Retirei de Dharma Arte &lt;a href="http://pontos.dharma.art.br/faca-facil"&gt;http://pontos.dharma.art.br/faca-facil&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e guardei aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The discipline of D.E. [A disciplina de F.F. (“do easy”, “faça fácil”)] é um curta-metragem de Gus Van Sant, adaptação de “The art of D.E.”, de William Burroughs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;James Grauerholz, executor do legado de William Burroughs, escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da década de 1960, Burroughs ficou impressionado com a prática de vipassana. Partindo de suas impressões, ele desenvolveu sua própria metodologia de consciência panorâmica [mindfulness], adaptada a sua vida solitária em Londres naqueles anos: a “disciplina de F.F.”, ou “faça fácil”. Era um elaborado sistema para cuidar dos afazeres domésticos com o mínimo esforço físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;F.F. é uma maneira de fazer. F.F. simplesmente significa fazer o que quer que você faça da maneira mais fácil e relaxada possível, o que é também a maneira mais rápida e eficiente, como você descobrirá ao avançar em F.F.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode começar exatamente agora, arrumando seu apartamento, colocando móveis ou livros no lugar, lavando a louça, fazendo chá, separando papeis. Não tateie, estúpido, agarre um objeto. Calmamente espalhe os dedos possessivos até ele, como se um velho policial gentil o abordasse. Dirija a pá suavemente até o chão como se estivesse pousando um avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis um estudante trabalhando. O estudante considera objetos pesados. Um gravador sobre a escrivaninha, ocupando muito espaço, e que ele não usa muito frequentemente. Assim, coloque-o debaixo do lavatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você descobrirá coisas que tem feito desajeitadamente há anos, até pensar que é como as coisas são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tente novamente levantar mudar de lugar girar ajoelhar-se, apenas isso, e direto para baixo do lavatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele está aprendendo os milagres simples... O Milagre do Espelho do Lavatório...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[…]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O iniciante pode pensar que F.F. é um jogo. Você está em uma corrida de obstáculos com os obstáculos posicionados por seu adversário. Tão logo tente colocar F.F. em prática você descobrirá que tem um adversário muito inteligente e engenhoso com um conhecimento detalhado de suas fraquezas e acima de tudo um especialista em desviar sua atenção pelo tempo necessário para que você derrube um prato no chão da cozinha. Quem ou o que é esse oponente que faz com que derrame espalhe tateie e caia? Groddeck e Freud o chamam de ID, um mecanismo interno autodestrutivo. O sr. Hubbard o chama de Mente Reativa. Você desconectará o ID à medida que avançar na disciplina de F.F. F.F. o colocará em conflito direto com o ID no momento presente em que você pode controlar seus movimentos. Você pode derrotar o ID no momento presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “metodologia de consciência panorâmica” de Burroughs e a interpretação que Gus Van Sant oferece dela podem apresentar interessantes questões para pensar as tradições de consciência panorâmica e como uma pessoa as pratica. Patrick Zimmerman escreveu em seu blog, comentando o filme de Gus Van Sant:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conselho dado por Van Sant centra-se em temas como colecionar, medir, contar, limpar, repetição e magicamente desfazer. Ele descreve Fazer Fácil como uma MANEIRA de fazer, mas esse fazer é na verdade estar constantemente alerta às coisas, uma interminável observação vigilante de objetos perigosos, mesmo dentro do pequeno mundo de seu próprio apartamento. Fazer Fácil não resulta em uma vida fácil ou relaxada, e sim em uma patologia obsessiva-compulsiva, manifestada com mais clareza na forma socialmente mortal da isolação do afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar e observar são separados e tomam o lugar de relações emotivas reais com os outros. E é isso que caracteriza seus grandes filmes sobre os que estão à margem da sociedade. Neste curta em particular, Fazer Fácil não conduz a um sentido relaxado de ligação ou proximidade com os outros; em vez disso, no final provoca uma temerosa destruição deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descrever o estar constantemente alerta como uma patologia é no mínimo provocador.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1166210340342453903?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1166210340342453903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1166210340342453903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1166210340342453903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1166210340342453903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/01/faca-facil.html' title='Faça Facil'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8890318578670953298</id><published>2011-01-05T11:33:00.000-02:00</published><updated>2011-01-05T11:33:20.337-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dharma'/><title type='text'>inspiração para a prática</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a generosidade trascendente é encontrada no contentamento, sua essência é siplesmente se desapegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a disciplina é não desagradar as três jóias&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a melhor paciência é a atenção infalível e o estado desperto primordial&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a diligência é necessária para sustentar todas as outras perfeições&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a concentração é perceber como sendo deidades todas as aparências às quais nos fixamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a sabedoria é a liberação espontânea do apego e da fixação; nesse estado não há nem pensador nem pensamentos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;não é algo comum. é livre de todas as convicções estabelecidas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;está além do sofrimento, é a paz suprema&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;não conte isso para todo mundo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;mantenha-o como algo sagrado em sua mente.&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Courier New;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Rigdzin Jigme Lingpa &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8890318578670953298?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8890318578670953298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8890318578670953298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8890318578670953298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8890318578670953298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2011/01/inspiracao-para-pratica.html' title='inspiração para a prática'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3936540017623524618</id><published>2010-12-29T14:57:00.002-02:00</published><updated>2010-12-29T14:57:42.305-02:00</updated><title type='text'>verão</title><content type='html'>&lt;span class="messageBody"&gt;As árvores acolhem com sombra. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;O vento acaricia folhas do plátano que cantam. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="messageBody"&gt;Depois do almoço, deitar na grama e ser testemunha do paraiso.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3936540017623524618?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3936540017623524618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3936540017623524618' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3936540017623524618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3936540017623524618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/12/verao.html' title='verão'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6939267288401094291</id><published>2010-12-02T15:25:00.005-02:00</published><updated>2010-12-02T15:25:56.674-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;não penso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;olho para as folhas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;aprendo com o vento&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6939267288401094291?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6939267288401094291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6939267288401094291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6939267288401094291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6939267288401094291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/12/nao-penso-olho-para-as-folhas-aprendo.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7778792680743099425</id><published>2010-12-02T15:25:00.002-02:00</published><updated>2010-12-02T15:25:15.411-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;vivo sem pressa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;larguei umas coisas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;fiquei com o que interessa&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7778792680743099425?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7778792680743099425/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7778792680743099425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7778792680743099425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7778792680743099425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/12/vivo-sem-pressa-larguei-umas-coisas.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8575674229739433441</id><published>2010-11-25T14:05:00.000-02:00</published><updated>2010-11-25T14:05:47.471-02:00</updated><title type='text'>Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática</title><content type='html'>Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Noam Chomsky*, em Adital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tradução: Adital&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação”através da mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” previsa para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e desnecessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrificio imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Ae alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”)”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de aceeso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar (ver “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se autodesvalida e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dosúltimos 50 anos, os avançosacelerados da ciência gerou uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem disfrutado de um conhecimento e avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* Linguista, filósofo e ativista político estadunidense. Professor de Linguística no Instituto de Tecnologia de Massachusetts&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8575674229739433441?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8575674229739433441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8575674229739433441' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8575674229739433441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8575674229739433441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/noam-chomsky-as-10-estrategias-de.html' title='Noam Chomsky: As 10 estratégias de manipulação midiática'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1728028384805589792</id><published>2010-11-24T15:11:00.000-02:00</published><updated>2010-11-24T15:11:10.592-02:00</updated><title type='text'>O olho da Rainha Elefante</title><content type='html'>Belo texto do Thay sobre o cuidado ambiental. &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;O Olho da Rainha Elefante &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Thich Nhat Hahn&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Every step we make has the power to heal and transform. Not only can we heal ourselves by our steps, but we can help the Earth and the environment. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Mahaparinirvana Sutra describes the life of the Buddha during his last year—the places he travelled, the people he met, and the teachings he gave. In the sutra, it is said that the Buddha had just spent the Rains Retreat near the city of Vaishali, north of the Ganges River, and that he then decided to travel north in order to return to the town of his birth, Kapilavastu. Although he knew this was the last time he would ever see the beautiful city of Vaishali, he did not lift his hand to wave good-bye. Instead, we find this sentence in the sutra:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Buddha, on his way, turned around, and with the eyes of an elephant queen, he surveyed the city of Vaishali for the last time and said, “Ananda, don’t you think that Vaishali is beautiful?” After having surveyed the city of Vaishali with a gentle gaze that took in all of its beauty, the Buddha turned back to the north and began to walk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When the Buddha looks, he does so with the eyes of the elephant queen in order to look deeply and recognize what is there. We, too, have the eyes of the Buddha and of the elephant queen. If you see deeply into the beauty of nature around you, you’re looking with the eyes of the Buddha. It is extremely kind of you to look on behalf of the Buddha, to contemplate the world for the Buddha, because you are his continuation.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So when you practice sitting meditation, sit for the Buddha. The Buddha in you is sitting upright, the Buddha in you is enjoying every in-breath and out-breath, the Buddha in you is contemplating the world with mindfulness and getting in touch with the beauty of nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;If you know how to contemplate the beauty of nature with the eyes of the Buddha, you will not say that your life has no meaning. You can listen with the ears of the Buddha, you can contemplate the world with the eyes of the Buddha, and thanks to that, your children and their children will also be able to look and contemplate like the Buddha. You transmit the Buddha to your children and to their children, in the way you walk, sit, look, and listen, even in the way you eat. This is something that you can do now. Starting today, you can already be a real and true continuation of the Buddha, our spiritual ancestor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Every minute of our daily lives is an opportunity for us to walk like a buddha, to listen with compassion like a buddha, to sit as peacefully and as happily as a buddha, and to look deeply and enjoy the beauties of the world like a buddha. In doing so, we are helping our father, our mother, our ancestors, and our children in us to evolve, and we are also helping our teacher to fulfil his vow, his aspiration. In this way, our life will truly become a concrete message of love. Living our lives in this way, we can help prevent global warming from harming our planet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we look deeply into ourselves, we can identify elements of the Kingdom of God that are available in the here and now. To me the Kingdom of God or the Pure Land of the Buddha is not a vague idea; it is a reality. That pine tree standing on the mountain is so beautiful, solid, and green. To me the pine tree belongs to the Kingdom of God, the Pure Land of the Buddha. Your beautiful child with her fresh smile belongs to the Kingdom of God, and you also belong to the Kingdom of God. If we’re capable of recognizing the flowing river, the blue sky, the blossoming tree, the singing bird, the majestic mountains, the countless animals, the sunlight, the fog, the snow, the innumerable wonders of life as miracles that belong to the Kingdom of God, we’ll do our best to preserve them and not allow them to be destroyed. If we recognize that this planet belongs to the Kingdom of God, we will cherish and protect it so we can enjoy it for a long time, and so that our children and their children will have a chance to enjoy it.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Buddha teaches us about the cycle of samsara, a cycle in which the same suffering repeats itself. If we don’t practice, we won’t be able to step out of it. With mindful breathing, mindful walking, and mindful dwelling in the present moment, we don’t need to consume and run after objects of craving in order to be happy. In our monastery at Plum Village, nobody has their own bank account, no one has a private car or a private cell phone, and the monks, nuns, and laypeople who live here don’t receive any salary. And yet there’s joy and happiness, there’s brotherhood and sisterhood. We don’t need the “American dream” anymore. Breathing in, we get in touch with the stars, the moon, the clouds, the mountain, the river. When we’re inhabited by the energy of mindfulness and concentration, every step we take leads us into the Kingdom of God, the Pure Land of the Buddha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we look deeply into a flower, we see the elements that have come together to allow it to manifest. We can see clouds manifesting as rain. Without the rain, nothing can grow. When I touch the flower, I’m touching the cloud and touching the rain. This is not just poetry, it’s reality. If we take the clouds and the rain out of the flower, the flower will not be there. With the eye of the Buddha, we are able to see the clouds and the rain in the flower. We can touch the sun without burning our fingers. Without the sun nothing can grow, so it’s not possible to take the sun out of the flower. The flower cannot be as a separate entity; it has to inter-be with the light, with the clouds, with the rain. The word “interbeing” is closer to reality that the word “being.” Being really means interbeing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The same is true for me, for you, and for the Buddha. The Buddha has to inter-be with everything. Interbeing and nonself are the objects of our contemplation. We have to train ourselves so that in our daily lives we can touch the truth of interbeing and nonself in every moment. You are in touch with the clouds, with the rain, with the children, with the trees, with the rivers, with your planet, and that contact reveals the true nature of reality, the nature of impermanence, nonself, interdependence, and interbeing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We have destroyed our Mother Earth in the same way bacteria or a virus can destroy a human body. Mother Earth is also a body. Of course, there are bacteria that are beneficial to the human body, that protect the body and help generate enzymes that we need. Similarly, if the human species wakes up and knows how to live with responsibility, compassion, and loving kindness, the human species can be a living organism with the capacity to protect the body of Mother Earth. We have to see that we inter-are with our Mother Earth, that we live with her and die with her.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It’s wonderful to realize that we are all in a family, we are all children of the Earth. We should take care of each other and we should take care of our environment, and this is possible with the practice of being together as a large family. A positive change in individual awareness will bring about a positive change in the collective awareness. Protecting the planet must be given the first priority. I hope you will take the time to sit down with each other, have tea with your friends and your family, and discuss these things. Invite Bodhisattva Earth Holder to sit and collaborate with you. Then make your decision and act to save our beautiful planet. Changing your way of living will bring you a lot of joy right away and, with your first mindful breath, healing will begin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reprinted from The World We Have: A Buddhist Approach to Peace and Ecology (2008) by Thich Nhat Hanh by kind permission of Parallax Press, Berkeley, California, www.parallax.org. You can purchase the book here.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1728028384805589792?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1728028384805589792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1728028384805589792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1728028384805589792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1728028384805589792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/o-olho-da-rainha-elefante.html' title='O olho da Rainha Elefante'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5181291577416394887</id><published>2010-11-18T13:52:00.000-02:00</published><updated>2010-11-18T13:52:14.460-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px"&gt;&lt;br /&gt;Mesa de trabalho no Jardim Botânico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TOVLrIFZWNI/AAAAAAAAAKI/UWv8-oE3hgA/s1600/DSC00340.JPG"&gt;&lt;img border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TOVLrIFZWNI/AAAAAAAAAKI/UWv8-oE3hgA/s400/DSC00340.JPG" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style='clear:both; text-align:CENTER'&gt;&lt;a href='http://picasa.google.com/blogger/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbp.gif' alt='Posted by Picasa' style='border: 0px none ; padding: 0px; background: transparent none repeat scroll 0% 50%; -moz-background-clip: initial; -moz-background-origin: initial; -moz-background-inline-policy: initial;' align='middle' border='0' /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5181291577416394887?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5181291577416394887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5181291577416394887' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5181291577416394887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5181291577416394887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/mesa-de-trabalho-no-jardim-botanico.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TOVLrIFZWNI/AAAAAAAAAKI/UWv8-oE3hgA/s72-c/DSC00340.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2570394477511208461</id><published>2010-11-18T11:47:00.000-02:00</published><updated>2010-11-18T11:47:13.305-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manoel de barros'/><title type='text'>mais do Manoel</title><content type='html'>&lt;img border="0" height="212" qx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIq6mfleXI/AAAAAAAAAJQ/dQKxMhs_95I/s320/manoeldebarros1.png" width="320" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inventividade e o primitivismo da poesia de Manoel de Barros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 07 de maio de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilker Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde seus Poemas Concebidos sem Pecado, de 1937, Manoel de Barros publicou 20 livros. Avesso ao epíteto de “Poeta do Pantanal”, uma vez que “a poesia mexe com palavras e não com paisagens”, Manoel faz travessuras com a linguagem, “desaumatizando” a percepção de mundo: “Escrevo o idioleto manoelês archaico (idioleto é o dialeto que os idiotas usam para falar com as paredes e com as moscas). Preciso atrapalhar as significâncias. O despropósito é mais saudável que o solene” (Livro sobre Nada, 1996). O substrato de sua arte está essencialmente no universo pantaneiro, povoado de passarinhos, rãs, lesmas, pedras e rios. Porém, antes de simples ambientação e pretexto para o memorialismo, o Pantanal converte-se em poesia por meio do uso “reinventivo” da linguagem; daí a recusa a rótulos como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais eixos temáticos e estilísticos perpassam toda a obra de Manoel de Barros, em um dos projetos mais coerentes da lírica brasileira. Em seu mais novo livro, Menino do Mato, permanecem o primitivismo e o retorno à inocência perdida, simbolizados no tema da infância: “A maneira de dar canto às palavras o menino / aprendeu com os passarinhos”. Na esteira deste lançamento, é publicada a compilação de sua obra completa, o que permite ao leitor assistir ao desenrolar de mais de sete décadas dedicadas ao fazer poético. Nesta entrevista, concedida à CULT por e-mail, o poeta de 93 anos fala de seu novo livro, da pouca recepção de sua obra pela crítica especializada, e comenta princípios que norteiam sua poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – A exemplo de Memórias Inventadas III (2007), Menino do Mato (2010) remonta ao tema da infância. Após muitas décadas dedicadas à poesia, suas obras mais recentes simbolizam o fechamento de um ciclo que retorna ao primitivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros – Acho que não retorno ao primitivismo. Por antes acho que continuo primitivo, vez que meu caminho seria para encostar na semente da palavra, ou seja: o início do canto. Porque o ser humano começa a se expressar pelo canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Uma das marcas centrais de sua poesia é a tentativa de alcançar aquilo que está antes da palavra, ou seja, a sensibilidade primeira que desencadeia a poesia. Poderíamos então afirmar que a formação do poeta Manoel de Barros se deu fundamentalmente na infância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Eu fui abençoado por uma infância no mato. Não tínhamos vizinhos, não havia outras casas, outros meninos. Só nós – eu e dois irmãos. E o chão de formiga e de lagartixas. A mãe não tinha tempo de nos levar ao colo. O pai campeava. E a gente brincava de inventar brinquedos. Fui na luta para a poesia depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – O trabalho com a linguagem em seus poemas revela a possibilidade que ela possui de alargar os horizontes do “primitivo” ou, ao contrário, é reflexo da impossibilidade de alcançar a essência poética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Eu sempre quis o criançamento da palavra. Eu sempre desejei o despropósito das palavras. A palavra que produzisse a melodia letral. Que sempre me parecesse a essência poética do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Sua obra escapa a rótulos, como “poesia do Pantanal”, “poesia de folclore e costumes”, entre outros. Como definir a poesia de Manoel de Barros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Sabemos nós que poesia mexe com palavras e não com paisagens. Por isso não sou poeta pantaneiro, nem ecológico. Meu trabalho é verbal. Eu tenho o desejo, portanto, de mudar a feição da natureza, pelo encantamento verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Ao longo de sua obra, o senhor criou diversas metáforas para designar a poesia. Qual a sua favorita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Acho que a favorita e que algumas pessoas citam é: poesia é voar fora da asa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – O fato de não ter acumulado uma fortuna crítica o incomoda? Na sua opinião, a que se deve certa resistência da crítica com relação à sua obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Já tenho respondido sobre isso. Conversei uma vez com o bibliófilo José Mindlin, que era meu grande amigo, sobre essa rejeição da crítica pela minha poesia. Mindlin me afirmara que minha poesia, por não ter rima nem métrica, seria uma evolução ou uma revolução na poesia. Pois que não usando métrica nem rima, uso a melodia letral ou a harmonia silábica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;CULT – Como o poeta Manoel de Barros gostaria de ser lembrado? &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Manoel – Gostaria de ser lembrado como um ser abençoado pela inocência. E que tentou mudar a feição da poesia.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Fonte: Revista CULT&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;http://revistacult.uol.com.br/home/2010/05/voar-fora-da-asa/&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Postado por Claude Bloc às 11:02 &lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIq6mfleXI/AAAAAAAAAJQ/dQKxMhs_95I/s1600/manoeldebarros1.png" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2570394477511208461?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2570394477511208461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2570394477511208461' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2570394477511208461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2570394477511208461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/mais-do-manoel.html' title='mais do Manoel'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIq6mfleXI/AAAAAAAAAJQ/dQKxMhs_95I/s72-c/manoeldebarros1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1489826964343683200</id><published>2010-11-18T11:43:00.000-02:00</published><updated>2010-11-18T11:43:00.016-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;depois do almoço&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;um doce - sorriso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;em lábios esquecidos&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1489826964343683200?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1489826964343683200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1489826964343683200' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1489826964343683200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1489826964343683200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/depois-do-almoco-um-doce-sorriso-em.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1973897243493005528</id><published>2010-11-18T11:42:00.002-02:00</published><updated>2010-11-18T11:42:07.952-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;agradável o dia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;a primavera aparece&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;nas asas da borboleta&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1973897243493005528?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1973897243493005528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1973897243493005528' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1973897243493005528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1973897243493005528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/agradavel-o-dia-primavera-aparece-nas.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4826337195857997801</id><published>2010-11-18T11:39:00.002-02:00</published><updated>2010-11-18T11:39:52.581-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;nem certo, nem errado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;atravessei a ponte&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;para o outro lado&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4826337195857997801?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4826337195857997801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4826337195857997801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4826337195857997801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4826337195857997801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/nem-certo-nem-errado-atravessei-ponte.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3860949082869102991</id><published>2010-11-18T11:38:00.002-02:00</published><updated>2010-11-18T11:38:47.273-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;uma gota de orvalho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;sozinha, poderosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;reflete raios de luz&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3860949082869102991?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3860949082869102991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3860949082869102991' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3860949082869102991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3860949082869102991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/uma-gota-de-orvalho-sozinha-poderosa.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8186741396161915674</id><published>2010-11-16T10:32:00.002-02:00</published><updated>2010-11-18T13:54:39.820-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A arte da experiência meditativa poderia ser chamada de arte genuína. Tal arte não é construída para ser exibida ou difundida. Em vez disso, é um processo em perpétuo desenvolvimento no qual começamos a apreciar o que nos cerca na vida, o que quer que seja — não é preciso que seja, necessariamente, algo bom, belo ou agradável. A definição de arte, desse ponto de vista, é ter a habilidade de ver o caráter único da experiência cotidiana. A cada momento podemos estar fazendo as mesmas coisas — escovando os dentes diariamente, penteando os cabelos diariamente, preparando o jantar diariamente. No entanto, essa aparente repetição se torna única a cada dia. Surge um tipo de intimidade com nossos hábitos diários e com a arte neles envolvida. É por isso que é chamada de arte na vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chögyam Trungpa, trecho de “Arte na vida cotidiana”, capítulo de Dharma/arte: a percepção verdadeira&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8186741396161915674?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8186741396161915674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8186741396161915674' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8186741396161915674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8186741396161915674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/arte-da-experiencia-meditativa-poderia.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8577302515456285888</id><published>2010-11-11T15:36:00.000-02:00</published><updated>2010-11-11T15:36:29.219-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas para escrever'/><title type='text'>Seis Regras para a Escrita</title><content type='html'>George Orwell offers six rules for writing:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;a href="http://www.flickr.com/photos/50522108@N05/4641339207/" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;" target="_blank"&gt;&lt;img alt="" class="alignleft size-thumbnail wp-image-97477" height="100" modo="true" src="http://images.elephantjournal.com/wp-content/uploads/2010/11/Picture-32-100x100.png" title="George Orwell" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;Never use a metaphor, simile, or other figure of speech which you are used to seeing in print.&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Never use a long word where a short one will do.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;If it is possible to cut a word out, always cut it out.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Never use the passive where you can use the active.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Never use a foreign phrase, a scientific word, or a jargon word if you can think of an everyday English equivalent.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Break any of these rules sooner than say anything outright barbarous&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8577302515456285888?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8577302515456285888/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8577302515456285888' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8577302515456285888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8577302515456285888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/seis-regras-para-escrita.html' title='Seis Regras para a Escrita'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-225997781134360894</id><published>2010-11-10T12:36:00.000-02:00</published><updated>2010-11-10T12:36:27.411-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meus textos'/><title type='text'>depois da chuva</title><content type='html'>depois da chuva&lt;br /&gt;pombos disputando um pedaço de pão&lt;br /&gt;entre baganas de cigarro e flores do jacarandá.&lt;br /&gt;uma folha de verde intenso me acena&lt;br /&gt;ela brilha na calçada cinza.&lt;br /&gt;nuvens passam e passam&lt;br /&gt;o céu voltou a ser azul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-225997781134360894?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/225997781134360894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=225997781134360894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/225997781134360894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/225997781134360894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/depois-da-chuva.html' title='depois da chuva'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2860265717362924869</id><published>2010-11-05T09:12:00.002-02:00</published><updated>2010-11-05T09:12:37.859-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;o silêncio espera a chuva&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;nenhum canto de pássaro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;apenas o vento lá fora&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2860265717362924869?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2860265717362924869/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2860265717362924869' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2860265717362924869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2860265717362924869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/o-silencio-espera-chuva-nenhum-canto-de.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8367015030018496002</id><published>2010-11-04T12:52:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T12:52:41.143-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;"Nossas vidas são como a respiração, como as folhas que crescem e caem. Quando realmente entendermos sobre as folhas que caem, seremos capazes de varrer os caminhos todos os dias e nos alegrar com nossas vidas neste mundo mutável" &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Ajahn Chah&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8367015030018496002?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8367015030018496002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8367015030018496002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8367015030018496002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8367015030018496002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/nossas-vidas-sao-como-respiracao-como.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-897810321447637183</id><published>2010-11-04T12:51:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T12:51:37.109-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;o vento embala a palmeira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;o sabiá canta com perfeição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;há um paraiso aqui e agora.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-897810321447637183?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/897810321447637183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=897810321447637183' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/897810321447637183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/897810321447637183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/o-vento-embala-palmeira-o-sabia-canta.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3562609766597036300</id><published>2010-11-04T12:50:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T12:50:32.463-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;cresceram rapido&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;as folhas do plátano&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;milagre da primavera&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3562609766597036300?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3562609766597036300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3562609766597036300' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3562609766597036300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3562609766597036300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/cresceram-rapido-as-folhas-do-platano.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5488284169254331382</id><published>2010-11-04T12:48:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T12:48:23.950-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>Sem atenção você não vê&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primavera vem e passa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sem teu olhar de encantamento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5488284169254331382?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5488284169254331382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5488284169254331382' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5488284169254331382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5488284169254331382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/sem-atencao-voce-nao-ve-primavera-vem-e.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8094672862660200131</id><published>2010-11-04T12:45:00.001-02:00</published><updated>2010-11-04T12:45:57.406-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>pobre da aranha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apenas folhas secas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cairam na teia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8094672862660200131?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8094672862660200131/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8094672862660200131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8094672862660200131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8094672862660200131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/pobre-da-aranha-apenas-folhas-secas.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-709917259626777684</id><published>2010-11-04T12:41:00.003-02:00</published><updated>2010-11-04T12:42:59.448-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;sentado sozinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;olhando os sabiás&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;imaginando o ninho&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-709917259626777684?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/709917259626777684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=709917259626777684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/709917259626777684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/709917259626777684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/sentado-sozinho-olhando-os-sabias.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4279600264897388080</id><published>2010-11-04T12:40:00.002-02:00</published><updated>2010-11-04T12:40:18.796-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'>preguiça</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;hoje nem tento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;aquele poeminha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;depois eu invento&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4279600264897388080?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4279600264897388080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4279600264897388080' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4279600264897388080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4279600264897388080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/preguica.html' title='preguiça'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2320403736492869329</id><published>2010-11-02T13:31:00.000-02:00</published><updated>2010-11-02T13:31:00.424-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;saindo do escuro da terra&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;sempre em busca de luz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;a planta ilumina-se&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;quando floresce.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TNAuiNIsghI/AAAAAAAAAJ8/n4DVq7QdY7U/s1600/camomila.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TNAuiNIsghI/AAAAAAAAAJ8/n4DVq7QdY7U/s320/camomila.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2320403736492869329?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2320403736492869329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2320403736492869329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2320403736492869329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2320403736492869329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/11/saindo-do-escuro-da-terra-sempre-em.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TNAuiNIsghI/AAAAAAAAAJ8/n4DVq7QdY7U/s72-c/camomila.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-9057951581774739394</id><published>2010-10-07T10:53:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T10:53:04.548-03:00</updated><title type='text'>O poder da gratidão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;“Man Expressing gratitude is transformative, just as transformative as expressing complaint. Imagine an experiment involving two people. One is asked to spend ten minutes each morning and evening expressing gratitude (there is always something to be grateful for), while the other is asked to spend the same amount of time practicing complaining (there is, after all, always something to complain about). One of the subjects is saying things like, "I hate my job, I can't stand this apartment. Why can't I make enough money? My spouse doesn't get along with me. That dog next door never stops barking and I just can't stand this neighborhood." The other is saying things like, "I'm really grateful for the opportunity to work; there are so many people these days who can't even find a job. And I'm sure grateful for my health. What a gorgeous day; I really like this fall breeze." They do this experiment for a year. Guaranteed, at the end of that year the person practicing complaining will have deeply reaffirmed all his negative stuff rather than having let it go, while the one practicing gratitude will be a very grateful person. What you practice is what you are; practice and the goal of practice are identical, cause and effect are one reality. Expressing gratitude can, indeed, change our way of seeing ourselves and the world.” &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;John Daido Loori Roshi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-9057951581774739394?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/9057951581774739394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=9057951581774739394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9057951581774739394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9057951581774739394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/10/o-poder-da-gratidao.html' title='O poder da gratidão'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6083848715551537726</id><published>2010-10-07T09:05:00.000-03:00</published><updated>2010-10-07T09:05:02.788-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Gotas de chuva na vidraça&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;sabiás cantando embaixo das nuvens&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;experiências de primavera.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6083848715551537726?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6083848715551537726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6083848715551537726' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6083848715551537726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6083848715551537726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/10/gotas-de-chuva-na-vidraca-sabias.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3354742866554719350</id><published>2010-09-30T16:04:00.000-03:00</published><updated>2010-09-30T16:04:09.288-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>O sol ilumina&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;novas folhas do platano&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;manhã de primavera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3354742866554719350?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3354742866554719350/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3354742866554719350' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3354742866554719350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3354742866554719350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/o-sol-ilumina-novas-folhas-do-platano.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6105766933121122390</id><published>2010-09-30T16:03:00.002-03:00</published><updated>2010-09-30T16:03:18.045-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>Nuvem e vento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vários desenhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no céu em movimento&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6105766933121122390?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6105766933121122390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6105766933121122390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6105766933121122390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6105766933121122390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/nuvem-e-vento-varios-desenhos-no-ceu-em.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2071303559046393789</id><published>2010-09-30T10:27:00.000-03:00</published><updated>2010-09-30T10:27:21.695-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beat'/><title type='text'>Inteligência espontânea:entrevista com Allen Ginsberg</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Este blog é um depósito onde coloco coisas essenciais, para tê-las reunidas, para alegria minha e dos demais frequentadores. Esta entrevista é fantástica, envolve muito do que gosto:budismo, poesia e geração beat.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;O original está publicado no Dharma Arte, belissimo e valoroso site &lt;/span&gt;&lt;a href="http://magazine.dharma.art.br/2009/12/inteligencia-espontanea-a/"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;http://magazine.dharma.art.br/2009/12/inteligencia-espontanea-a/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;A pérola está ai, para beneficio de todos, para iluminação geral, para o florescimento da compaixão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Allen Ginsberg era aluno da Columbia University no início da década de 1940 quando conheceu Jack Kerouac. Juntos, integraram o movimento que mais tarde se tornaria conhecido como a geração beat. Em 1972, ele iniciou seus estudos com Chögyam Trungpa Rinpoche e continuou a praticar na tradição de Shambhala, e também com Gelek Rinpoche. A entrevista a seguir foi realizada pela Tricycle Magazine no apartamento de Ginsberg em Nova York na primavera de 1995, e é publicada com exclusividade em língua portuguesa por Dharma/Arte, em acordo com Tricycle Magazine. As imagens que acompanham esta entrevista foram gentilmente cedidas por Allen Ginsberg Estate, fundação responsável pelo legado de Allen Ginsberg.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você poderia falar sobre as dúvidas de Alan Watts sobre o “Beat Zen, Square Zen, and Zen” [texto de Watts publicado em 1958 na Chicago Review] e a enorme influência da geração beat na literatura, assim como no budismo nos EUA?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acho que Watts percebia que ele próprio passaria seus implementos e seus ornamentos sacerdotais para Gary Snider, que esperasse que Gary adotasse sua linhagem e nela continuasse, ou que Phillip Whalen se tornaria um mestre zen da linhagem de Suzuki Roshi ou que haveria uma universidade budista como Naropa, fundada por outros poetas beat. Watts era um crítico da versão hippie do Zen Beat.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Críticos da geração beat, bem como dos transcendentalistas, costumam ver os dois grupos como tipos religiosos pouco usuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, eu sou um budista excêntrico, não medito muito. Não me importo em ser um budista excêntrico. Por que não? Alguém tem de ser um budista excêntrico. Mas todos nós nos comprometemos com nossos mestres e trabalhamos seus ensinamentos por um longo tempo, fizemos o que podíamos dentro de nossas capacidades. Mesmo Burroughs, que definitivamente não é um budista, tem um sabor budista em suas imagens da transitoriedade com um tipo de coragem, um sentido de aventura espiritual e um reconhecimento da vacuidade junto com a compaixão, isso é surpreendente. Mas o sabor da poesia americana definitivamente mudou quando passou a ser permeada pelo sabor budista que agora tem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que significa sabor budista na poesia contemporânea?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciência de uma prática meditativa, consciência do paralelo entre a prática estética e artística do dharma e a atenção na poética. Interesse na inteligência espontânea. Interesse no tema como sutilmente sendo a mente em si mesma em vez de algo puramente materialista e externo. Talvez algo da doutrina dhármica, como a transitoriedade e “tornar-se amigo de seu ego”, e não a versão anterior, marxista, católica e puritana, que persegue e assassina o ego, decepa sua orelha ou queima seus manuscritos como fez Gogol. Ou escondendo sua homossexualidade como Henry James. Acho que é a ideia de “fazer da sua neurose o caminho” ou “fazer da sua neurose seu animal de estimação” através da consciência, transformando as sobras em tesouro, em vez de lutar contra ela, como outras ideologias fizeram neste século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O budismo libertou a poesia contemporânea de qualquer fixação ideológica sólida pelo sentido de elegância que T.S. Eliot assinalara ao falar de Henry James como “detentor de uma mente tão refinada que nenhuma ideia poderia violá-la”. E eu diria a mesma coisa de mim [risos] ou de Burroughs. Quero dizer que Burroughs tem um milhão de ideias, mas não torna nenhuma delas sólida, de maneira permanente. Você possivelmente encontrará algum teórico europeu obcecado por uma ideia, marxista, católica ou nacionalista. Não acredito que possa dizer isso de muitos lamas. Na melhor das hipóteses eles têm uma mente tão refinada que nenhuma ideia poderia violá-la ou tornar-se sólida em sua consciência, capturá-los. É como a ideia de “eu” versus “não–eu”, ou forma versus vacuidade: sabedoria coemergente em vez de polarização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O zen tem um estilo parecido: contraditoriedade, sabedoria louca baseada no fato de que as coisas tanto existem como não existem — verdades relativas e absolutas. Não é preciso abrir um buraco na cabeça para atingir a iluminação. Você pode ter várias ideias contraditórias na cabeça sem pirar, a habilidade negativa de Keats. Claro que você pode sair em busca “do fato e da razão”, desde que isso não seja uma insistência agressiva, irritabilidade que motive a busca do fato. É minha opinião. Mas historicamente há um tipo de respeito pela tradição budista, pelo imaginário budista, pela calma e pela contemplação, pela imperturbabilidade ou implacabilidade budista, pela quietude budista na literatura norte-americana desde os transcendentalistas até Sherwood Anderson, Marsden Hartley, os americanistas. Na linhagem boêmia, sempre houve um pouco de budismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como você entende a espacialidade da América do Norte e o dharmakaya — o céu do espaço da Grande Mente, que tudo engloba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que sempre notei na escrita de Kerouac — talvez todos os bons escritos transcendentais ou místicos — é que ela inclui um sentido de vastidão do espaço. E a obra de Kerouac possui uma consciência panorâmica, um tema a que ele se refere livro após livro. Cidade pequena, cidade grande tem um capítulo fantástico perto do final: uma visão de um jogo de futebol americano, uma cena no campo, uma cena nas arquibancadas, uma cena nas cabines de transmissão de rádio no alto das arquibancadas, então uma cena no alto das arquibancadas, e as nuvens acima do estádio, o céu vasto, e a câmera recua até o estádio lá embaixo, bem distante. É como um grão de areia no espaço, como diria Trungpa, então, aquela sensação de um espaço que tudo circunda, ou de um espaço que acomoda, ou de uma vastidão panorâmica, ou de espacialidade (mais uma das palavras preferidas de Trungpa), é recorrente na obra de Kerouac. Em Os vagabundos do dharma há muito disso, a intensificação da nostalgia, o reconhecimento da mortalidade e da transitoriedade, a compaixão pelo herói e uma tomada bem do alto, olhando de cima uma cena, como em um sonho. Sempre achei que a identificação feita por Trungpa do espaço em si mesmo e da espacialidade com a mente comum é um genial trabalho de tradução, de um conceito a outro, do dharmakaya ao espaço em si mesmo, e isso me levou a reconhecer que frequentemente a pedra-de-toque de Kerouac, ou seu ponto de referência, está nos poucos pontos no tempo nos quais tudo se abre para esse espaço e há um panorama do mundo suspenso nesse espaço. Ele retratou isso em romances, que são como “montanhas e rios sem fim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você fala dessa linhagem de boêmia em relação à geração beat, o que a faz americana?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aspecto pragmático. Também o desenvolvimento da espontaneidade na poesia, na pintura e no cinema. Também, em vez de habitar abstratamente, a distância, textos onde não há mestre, na verdade, buscamos e conseguimos alguns mestres. Fui para a Índia conscientemente atrás de um mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa viagem foi em 1962?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Na verdade encontrei muitos deles, mas não achei nenhum com quem trabalhasse na época. Mas minha intenção era encontrar um mestre e descobrir “os segredos do Oriente”. Era simples assim. E encontrei mestres com quem mais tarde trabalhei nos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse impulso para encontrar um mestre nunca parece ter preocupado Kerouac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevi no prefácio de Pomes all sizes, de Kerouac (City Lights, 1993): a qualidade mais pura de Kerouac era sua compreensão de que a vida é realmente um sonho (“um sonho já acabado”, ele escreveu), sendo também real, tanto real como um sonho, ambos ao mesmo tempo. A realização do sonho como a quididade deste universo penetrou a inteligência espiritual de todos os escritores beat em diferentes níveis, tanto a desconfiança de Burroughs de todos os “fenômenos sensoriais aparentes”, o Evening sun turned crimson de Herbert Huncke, a agudeza paradoxal de Corso — como em “A Morte, encondendo-se debaixo da pia da cozinha: ‘Eu não sou real’, gritou. ‘Sou apenas um boato espalhado pela Vida’ ”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a doutrina da consciência de sunyata — vacuidade —, com toda sua sabedoria transcendental que inclui consciência panorâmica, vastidão das cidades marítimas, uma apreciação bem-humorada dos mínimos detalhes do grande sonho, especialmente a “personagem na desoladora solidão desumana”, está mais clara e consistentemente estabelecida no corpo da prosa, da poesia, dos ensaios e de tudo de Kerouac.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, temos uma boa noção, ainda que de certa forma surpreendente, do que o movimento beat produziu. Você tem alguma noção de onde isso tudo levará?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma noção muito clara. Recentemente estive pensando muito sobre como a filosofia básica budista da compaixão de um bodhisattva para com os seres sencientes vai em sentido absolutamente contrário ao do pensamento político mais recente, de esquerda ou direita, em todo o mundo. Este é mais e mais “darwinista”. Aparentemente, o mundo caminha rumo ao caos, aos grupos armados, ao colapso dos governos centrais, a um colapso “da lei e da ordem”. Burroughs me mandou um artigo da Harper’s que retratava o caos emergente nos grandes países enquanto os pequenos países se dissolvem sob grupos armados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso parece com o que Burroughs escreveu 15 ou 20 anos atrás, em Wild boys.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. E aquele artigo era um esboço prático do que está acontecendo agora. Como os sérvios não podem controlar os sérvios da Bósnia, e os sérvios da Bósnia não podem controlar milícias internas menores, e isso se repete nas grandes cidades, onde as classes mais baixas estão ficando mais e mais isoladas, e os ricos mais ricos, com seguranças e telas de TV em suas portarias no estilo Park Avenue. Há mais e mais concentração de riqueza nas mãos de menos pessoas nos EUA, e mesmo com a melhor economia do mundo, ainda que todos tivessem o mesmo dinheiro, incendiaríamos ecologicamente o planeta. Essa é uma ideia inteiramente nova, que não haverá reparação à destruição imperial, e que não haverá “justiça econômica”. Esse é o ponto, junto com o lugar-comum de “expectativas menores” até mesmo para crianças de classe média alta. É uma situação paradoxal em que você quer um mundo civilizado, mas, em contrapartida, como você pode manter seu mundo civilizado quando os demais estão passando fome? E há as guerras civis no exterior, na América Latina, África, que também ocorrem nas ruas da América do Norte. Demagogia sobre homogeneidade e imigração está tomando forma tanto na América do Norte como na Alemanha. Quanta imigração você pode suportar? Então há todos os argumentos sobre quanto restringimos as reservas dos países que arruinamos por tomar refúgio aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Preposição 187.*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, dado o desemprego atual, quantas pessoas mais podemos assimilar? E quantas pessoas podemos sustentar neste sistema social, ou a Europa pode manter no sistema social universal controlado pelo Governo de saúde e educação, quando há tal desemprego lá? A população está envelhecendo e há menos gente para pagar por isso, então, há argumentos óbvios para restringir a imigração em massa. Há argumentos sensatos, e também reacionários, mas a visão budista é a de uma compaixão universal e justa em todos os lugares. O único limite é que não deveria haver uma “compaixão idiota”. Você faz o que pode, que seja prático, mas a filosofia básica do budismo é o oposto do darwinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um budista conservador diria que permitir a entrada de muitas pessoas é compaixão idiota?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, poderia dizer isso, mas a filosofia central é a da compaixão, e não a noção darwinista da sobrevivência do mais forte. A noção central é dar espaço em vez de agarrar-se a ele e fazê-lo seguro. Penso que o budismo tem uma tremenda sabedoria para neste momento contribuir no imenso dilema da vida política em todo o mundo, i.e., quais são os limites da compaixão? Quais são os limites em nossa relação com o caos e como nos relacionamos com o caos? Atualmente, politicamente falando, as noções budistas fundamentais são, realmente, radicalmente diferentes da filosofia de vida generalizada que é assumida como verdade entre os intelectuais, mesmo os intelectuais liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é a melhor maneira de continuar a introduzir a compaixão na política?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, penso que todos têm uma inclinação natural para a compaixão. Ela acaba sendo encoberta pelas frustrações, pela ignorância, más experiências, karma negativo, mas, como dizem, por baixo disso, todos têm uma natureza búdica, que é compassiva. É exatamente o oposto da visão hobbesiana, para a qual sob todo homem há um animal rosnando. Basicamente, essa visão negativa está por trás de muitas filosofias neoconservadoras e até mesmo liberais. De certa forma, o ponto do budismo é ouro puro. Não acho que já tenha sido elevado popularmente a fonte de encorajamento, como inspiração política ou pessoal. O sentido generalizado de cinismo entre as gerações mais jovens, o sentido de alienação, a falta de sentimento, encerrar-se na tela de uma TV, a pseudoexperiência de zapear canais realmente não representam as emoções mais profundas que os mais jovens ou os mais velhos têm. As gerações mais antigas tinham a visão multimídia CIA-revista Time-NBC-CBS — uma negação igualmente cínica do coração, e uma ênfase na política hiper-racionalista que é igualmente imperfeita. O assim chamado “inimigo” dos mais jovens, as mídias de plástico, é um inimigo mais antigo do que correntemente se diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algum motivo para sermos otimistas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, pessoalmente, sim. Todos têm uma vida para viver e têm uma tendência de bodhisattvas, todos querem fazer o bem, então, penso que, no âmbito pessoal, sim. Em uma escala maior, parece não haver nenhuma esperança, a menos que a compaixão se torne o mais disseminado e importante ensinamento sobre como viver. Compaixão por si e pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;—&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2071303559046393789?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2071303559046393789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2071303559046393789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2071303559046393789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2071303559046393789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/inteligencia-espontaneaentrevista-com.html' title='Inteligência espontânea:entrevista com Allen Ginsberg'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7065150352980555711</id><published>2010-09-26T11:36:00.003-03:00</published><updated>2010-11-18T11:44:47.251-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas para escrever'/><title type='text'>As regras de Jack Kerouac para a prosa espontânea</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Jack Kerouac's Rules of Spontaneous Prose &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;1. Scribbled secret notebooks, and wild typewritten pages, for yr own joy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;2. Submissive to everything, open, listening &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;3. Try never get drunk outside yr own house &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;4. Be in love with yr life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;5. Something that you feel will find its own form &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;6. Be crazy dumbsaint of the mind &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;7. Blow as deep as you want to blow &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;8. Write what you want bottomless from bottom of the mind &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;9. The unspeakable visions of the individual &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;10. No time for poetry but exactly what is &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;11. Visionary tics shivering in the chest &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;12. In tranced fixation dreaming upon object before you &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;13. Remove literary, grammatical and syntactical inhibition &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;14. Like Proust be an old teahead of time &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;15. Telling the true story of the world in interior monolog &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;16. The jewel center of interest is the eye within the eye &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;17. Write in recollection and amazement for yourself &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;18. Work from pithy middle eye out, swimming in language sea &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;19. Accept loss forever &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;20. Believe in the holy contour of life &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;21. Struggle to sketch the flow that already exists intact in mind &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;22. Dont think of words when you stop but to see picture better &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;23. Keep track of every day the date emblazoned in yr morning &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;24. No fear or shame in the dignity of yr experience, language &amp;amp; knowledge &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;25. Write for the world to read and see yr exact pictures of it &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;26. Bookmovie is the movie in words, the visual American form &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;27. In praise of Character in the Bleak inhuman Loneliness &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;28. Composing wild, undisciplined, pure, coming in from under, crazier the better &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;29. You're a Genius all the time &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;30. Writer-Director of Earthly movies Sponsored &amp;amp; Angeled in Heaven&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7065150352980555711?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7065150352980555711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7065150352980555711' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7065150352980555711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7065150352980555711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/as-regras-de-jack-kerouac-para-prosa.html' title='As regras de Jack Kerouac para a prosa espontânea'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7629955171483856262</id><published>2010-09-25T14:34:00.001-03:00</published><updated>2010-09-26T11:28:36.764-03:00</updated><title type='text'>O amor pelo lugar</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Alguns não entendem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;dizem que é apego e tudo mais,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;este amor pelo lugar, pelas árvores que plantei,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;pelo vento que vem do mar e que traz o cheiro dos campos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;das planicies alagadas, dos arrozais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Acham estranho, dizem:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;e o budismo? tão apegado ainda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;decerto não aprendeu nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;seja como for, ignorância ou teimosura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;ainda penso no Passo do Vigário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;com amor redobrado em cada folha de grama.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;Para não me sentir só&amp;nbsp;ou talvez para me justificar um pouco&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;deixo aqui o poema do mestre Carlos Drumond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Confidência do Itabirano &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos vivi em Itabira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Principalmente nasci em Itabira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noventa por cento de ferro nas calçadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oitenta por cento de ferro nas almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse alheamento do que na vida é porosidade e comunicação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vontade de amar, que me paralisa o trabalho,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vem de Itabira, de suas noites brancas, sem mulheres e sem horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o hábito de sofrer, que tanto me diverte,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;é doce herança itabirana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Itabira trouxe prendas diversas que ora te ofereço:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta pedra de ferro, futuro aço do Brasil,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este São Benedito do velho santeiro Alfredo Duval; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este couro de anta, estendido no sofá da sala de visitas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;este orgulho, esta cabeça baixa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive ouro, tive gado, tive fazendas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje sou funcionário público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Itabira é apenas uma fotografia na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como dói!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7629955171483856262?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7629955171483856262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7629955171483856262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7629955171483856262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7629955171483856262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/para-os-que-nao-entendem-meu-amor-pelo.html' title='O amor pelo lugar'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-916727875779934058</id><published>2010-09-23T12:55:00.002-03:00</published><updated>2010-09-23T12:55:30.716-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;quieto amanhecer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;um canto de pássaro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;enfeita o silêncio&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-916727875779934058?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/916727875779934058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=916727875779934058' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/916727875779934058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/916727875779934058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/quieto-amanhecer-um-canto-de-passaro.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6898944994258760317</id><published>2010-09-22T14:08:00.002-03:00</published><updated>2010-09-22T14:08:40.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'>Hai kai</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;uma a uma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;flores caindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;sobre a grama&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6898944994258760317?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6898944994258760317/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6898944994258760317' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6898944994258760317'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6898944994258760317'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/hai-kai_22.html' title='Hai kai'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1026028971505301740</id><published>2010-09-16T11:39:00.000-03:00</published><updated>2010-09-16T11:39:59.920-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manoel de barros'/><title type='text'>entrevista com o Manoel de Barros</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIsEDUfv8I/AAAAAAAAAJY/6Efqod7XXpI/s1600/manoeldebarros1.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" qx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIsEDUfv8I/AAAAAAAAAJY/6Efqod7XXpI/s320/manoeldebarros1.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A inventividade e o primitivismo da poesia de Manoel de Barros &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado em 07 de maio de 2010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilker Sousa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde seus Poemas Concebidos sem Pecado, de 1937, Manoel de Barros publicou 20 livros. Avesso ao epíteto de “Poeta do Pantanal”, uma vez que “a poesia mexe com palavras e não com paisagens”, Manoel faz travessuras com a linguagem, “desaumatizando” a percepção de mundo: “Escrevo o idioleto manoelês archaico (idioleto é o dialeto que os idiotas usam para falar com as paredes e com as moscas). Preciso atrapalhar as significâncias. O despropósito é mais saudável que o solene” (Livro sobre Nada, 1996). O substrato de sua arte está essencialmente no universo pantaneiro, povoado de passarinhos, rãs, lesmas, pedras e rios. Porém, antes de simples ambientação e pretexto para o memorialismo, o Pantanal converte-se em poesia por meio do uso “reinventivo” da linguagem; daí a recusa a rótulos como aquele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais eixos temáticos e estilísticos perpassam toda a obra de Manoel de Barros, em um dos projetos mais coerentes da lírica brasileira. Em seu mais novo livro, Menino do Mato, permanecem o primitivismo e o retorno à inocência perdida, simbolizados no tema da infância: “A maneira de dar canto às palavras o menino / aprendeu com os passarinhos”. Na esteira deste lançamento, é publicada a compilação de sua obra completa, o que permite ao leitor assistir ao desenrolar de mais de sete décadas dedicadas ao fazer poético. Nesta entrevista, concedida à CULT por e-mail, o poeta de 93 anos fala de seu novo livro, da pouca recepção de sua obra pela crítica especializada, e comenta princípios que norteiam sua poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – A exemplo de Memórias Inventadas III (2007), Menino do Mato (2010) remonta ao tema da infância. Após muitas décadas dedicadas à poesia, suas obras mais recentes simbolizam o fechamento de um ciclo que retorna ao primitivo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros – Acho que não retorno ao primitivismo. Por antes acho que continuo primitivo, vez que meu caminho seria para encostar na semente da palavra, ou seja: o início do canto. Porque o ser humano começa a se expressar pelo canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Uma das marcas centrais de sua poesia é a tentativa de alcançar aquilo que está antes da palavra, ou seja, a sensibilidade primeira que desencadeia a poesia. Poderíamos então afirmar que a formação do poeta Manoel de Barros se deu fundamentalmente na infância?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Eu fui abençoado por uma infância no mato. Não tínhamos vizinhos, não havia outras casas, outros meninos. Só nós – eu e dois irmãos. E o chão de formiga e de lagartixas. A mãe não tinha tempo de nos levar ao colo. O pai campeava. E a gente brincava de inventar brinquedos. Fui na luta para a poesia depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – O trabalho com a linguagem em seus poemas revela a possibilidade que ela possui de alargar os horizontes do “primitivo” ou, ao contrário, é reflexo da impossibilidade de alcançar a essência poética?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Eu sempre quis o criançamento da palavra. Eu sempre desejei o despropósito das palavras. A palavra que produzisse a melodia letral. Que sempre me parecesse a essência poética do absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Sua obra escapa a rótulos, como “poesia do Pantanal”, “poesia de folclore e costumes”, entre outros. Como definir a poesia de Manoel de Barros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Sabemos nós que poesia mexe com palavras e não com paisagens. Por isso não sou poeta pantaneiro, nem ecológico. Meu trabalho é verbal. Eu tenho o desejo, portanto, de mudar a feição da natureza, pelo encantamento verbal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Ao longo de sua obra, o senhor criou diversas metáforas para designar a poesia. Qual a sua favorita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Acho que a favorita e que algumas pessoas citam é: poesia é voar fora da asa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – O fato de não ter acumulado uma fortuna crítica o incomoda? Na sua opinião, a que se deve certa resistência da crítica com relação à sua obra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Já tenho respondido sobre isso. Conversei uma vez com o bibliófilo José Mindlin, que era meu grande amigo, sobre essa rejeição da crítica pela minha poesia. Mindlin me afirmara que minha poesia, por não ter rima nem métrica, seria uma evolução ou uma revolução na poesia. Pois que não usando métrica nem rima, uso a melodia letral ou a harmonia silábica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CULT – Como o poeta Manoel de Barros gostaria de ser lembrado? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel – Gostaria de ser lembrado como um ser abençoado pela inocência. E que tentou mudar a feição da poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Revista CULT&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://revistacult.uol.com.br/home/2010/05/voar-fora-da-asa/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por Claude Bloc às 11:02 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;0 comentários:&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1026028971505301740?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1026028971505301740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1026028971505301740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1026028971505301740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1026028971505301740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/entrevista-com-o-manoel-de-barros.html' title='entrevista com o Manoel de Barros'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/TJIsEDUfv8I/AAAAAAAAAJY/6Efqod7XXpI/s72-c/manoeldebarros1.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3295400602343762458</id><published>2010-09-16T09:20:00.003-03:00</published><updated>2010-11-18T11:45:36.686-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'>Hai kai</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;tão linda&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;tão breve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Courier New&amp;quot;, Courier, monospace;"&gt;flor da ameixeira&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3295400602343762458?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3295400602343762458/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3295400602343762458' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3295400602343762458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3295400602343762458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/hai-kai.html' title='Hai kai'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5898255370203782476</id><published>2010-09-16T09:13:00.002-03:00</published><updated>2010-09-16T09:13:49.433-03:00</updated><title type='text'>dogma</title><content type='html'>Uma proposta para hoje: tentemos falar com outros em seus próprios termos, deixando que sejam como são, interessando-nos por eles, sem tentarmos trazê-los para nossa cena e sem nos fecharmos entre os que pensam como nós. Não parece ótimo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de ajudar alguém, primeiro eleve sua cabeça e ombros. Então, não tente converter as pessoas ao seu dogma, mas apenas as encoraje. Independentemente da profissão que tenham — quer sejam fazendeiros, advogados ou taxistas —, primeiro, eleve sua consciência, e então converse com eles com as palavras deles. Não tente fazer com que se juntem ao clube Shambhala ou à cena budista ou a qualquer coisa assim. Apenas deixe que sejam como são. Tomem um drinque juntos, jantem, saiam — mantenha a simplicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto principal definitivamente não é fazer com que se tornem membros de sua organização. Esse é o ponto menos importante. O ponto principal é ajudar os outros a serem, à sua própria maneira, bons seres humanos. Não tentamos converter as pessoas. Elas podem converter-se por si próprias, apenas mantemos contato com elas. Usualmente, em qualquer organização, as pessoas não conseguem deixar de arrastar os outros para a sua cena ou sua viagem, por assim dizer. Esse não é o nosso plano. Nosso plano é assegurar que os indivíduos, quaisquer que sejam, tenham uma vida boa. Ao mesmo tempo, deveríamos estar em contato com as pessoas, da maneira que pudermos. Isso é muito importante, não porque tentamos converter os outros, mas porque queremos nos comunicar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chögyam Trungpa, “Helping Others” (Ajudando os outros), in Great Eastern Sun (Sol do Grande Leste)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pontos.dharma.art.br/dogma-0"&gt;http://pontos.dharma.art.br/dogma-0&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5898255370203782476?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5898255370203782476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5898255370203782476' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5898255370203782476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5898255370203782476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/dogma.html' title='dogma'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8483812543651982849</id><published>2010-09-15T15:52:00.001-03:00</published><updated>2010-11-18T11:48:12.522-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas para escrever'/><title type='text'>Buddhism and Kerouac on How to Blog | elephant journal</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.elephantjournal.com/2010/09/buddhism-and-kerouac-on-how-to-blog/"&gt;Buddhism and Kerouac on How to Blog elephant journal&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Getting Started!&lt;br /&gt;Want to reach a wider audience but don’t know where to start? Believe it or not, the Buddhist tradition offers deep insight into how to blog to make the world a better place. In this post, I combine Jack Kerouac’s &lt;a href="http://www.onr.com/user/icyo/rules/rules.htm" target="_blank"&gt;Rules for Spontaneous Prose&lt;/a&gt; with the &lt;a href="http://www.zenpeacemakers.org/about/three_tenets.htm" modo="false" target="_blank"&gt;three tenets of the Zen Peacemakers&lt;/a&gt; to derive some simple practical tips for joining the global conversation. Kerouac was a great teacher to me of the Zen Peacemaker’s first two tenets (Not-Knowing and Bearing Witness), although I eventually looked elsewhere for inspiration regarding how to apply the insights of Not-Knowing and Bearing Witness through action in the world. I list appropriate rules from Kerouac under each tenet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Not-knowing&lt;br /&gt;22. Don’t think of words when you stop but to see the picture better.&lt;br /&gt;5. Something you feel will find its own form.&lt;br /&gt;24. No fear or shame in the dignity of yr experience, language &amp;amp; knowledge&lt;br /&gt;29. You’re a genius all the time&lt;br /&gt;10. No time for poetry but exactly what is&lt;br /&gt;13. Remove literary, grammatical and syntactical inhibition&lt;br /&gt;I scrutinized, hesitated and edited for months regarding my first blog post. When I talked to my Zen teacher about it, she gave me a koan: how do you step off the 100 foot pole?&lt;br /&gt;You just do it! I was crippled by fear of how readers would receive my writing. It turned out that that first post went ignored and later &lt;a href="http://www.elephantjournal.com/2010/07/review-a-buddhist-take-on-inception/" target="_blank"&gt;posts that I rattled off in a few minutes&lt;/a&gt; received several hundred views. You can’t know ahead of time! The important thing is to let go of our expectations regarding quality and reader interest and just get in the habit of sharing. Be thoughtful and adapt your style according to response, but watch out for getting hung up on ideas of what you should be writing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Bearing Witness&lt;br /&gt;1. Scribbled secret notebooks, and wile typewritten pages, for yr own job&lt;br /&gt;2. Submissive to everything, open, listening&lt;br /&gt;15. Telling the true story of the world in interior monolog&lt;br /&gt;Once you’ve put aside ideas about what you should or shouldn’t be writing, look around. What moves you? What makes you happy? What makes you sad? What makes you excited? Readers will relate if you share your genuine reactions to the world. How can we bypass the ruminations of the head and &lt;a href="http://www.elephantjournal.com/2010/09/can-the-arts-make-us-enlightened/"&gt;touch readers at the heart&lt;/a&gt;, helping them feel what you feel? Pictures help, as do attention-getting headlines and subsections. Most people scan first on the web as opposed to carefully reading long chunks of text.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Loving Action&lt;br /&gt;While Kerouac embodied the first two tenets, I don’t think he embodied the 3rd tenet as Zen Peacemakers’ defines it. He observed and commented on the suffering of the world, but didn’t take actions to alleviate it (to my knowledge).&lt;br /&gt;Digital technology create new opportunities. We no longer need to sit idly by as corporations dictate the airwaves. Through blogging, we can become the media and use it to create the society we want. Elsewhere, I’ve explained how the internet could help us build a &lt;a href="http://www.elephantjournal.com/2010/08/building-global-cybersangha/" target="_blank"&gt;global community&lt;/a&gt; committed to reducing suffering and also &lt;a href="http://www.elephantjournal.com/2010/07/7-ways-to-use-the-internet-to-reduce-suffering/" target="_blank"&gt;seven practical ways we could use online media &lt;/a&gt;to make the world a better place.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8483812543651982849?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8483812543651982849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8483812543651982849' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8483812543651982849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8483812543651982849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/buddhism-and-kerouac-on-how-to-blog.html' title='Buddhism and Kerouac on How to Blog | elephant journal'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7010427904271985470</id><published>2010-09-14T09:21:00.001-03:00</published><updated>2010-11-18T11:47:41.460-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manoel de barros'/><title type='text'>Mais umas do Manoel de Barros</title><content type='html'>Manoel de Barros - O Poeta Fingidor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros diz a verdade quando afirma que é mentiroso. Com histórias inventadas, ele construiu para si uma biografia - e também uma obra poética imaginativa e fascinante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Nina Rahe &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros gosta mais de viajar por palavras "do que de trem" - e é por isso que todas as manhãs, na rotina de vadiagem com as letras, ele se fecha no "escritório de ser inútil", onde diz ter sossego de pedra. Inventou um dialeto, o "manoelês", de onde foram pinçadas as expressões acima. Hoje com 93 anos, esse advogado de formação e fazendeiro por necessidade conseguiu - depois de muito trabalho para tornar o negócio da terra rentável - comprar seu ócio e ser exclusivamente poeta. Em Campo Grande (MS), onde mora numa casa modesta, de tijolos aparentes, com sua mulher, Stella, dedica-se a não "fazer nada" - que é como ele chama o escrever. O resultado desse ócio pode ser visto em seu novo livro, Menino do Mato, e, em retrospecto, na volumosa Poesia Completa, também recentemente lançada. Autor de uma série de livros chamada Memórias Inventadas (A Infância, A Segunda Infância, A Terceira Infância), Manoel de Barros diz que escrever o que não acontece é a tarefa de poesia. E é no escritório - onde ele passa horas para encontrar um verso que fique em pé - que a sua imaginação desabrocha. Ali, cercado de livros e de miniaturas de santos e animais, ele me recebeu algumas vezes para conversar, com o intuito de fazer esta reportagem. "Esses dias veio um outro jornalista aqui. Tive que mentir para ele tudo que estou agora mentindo para você", diz Manoel, rindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando afirma que mente, Manoel de Barros diz a verdade. Em uma entrevista concedida ao jornalista José Castello há alguns anos, por exemplo, ele contou que se encontrava com um grupo de psicanalistas uma ou duas vezes por semana para tomar umas cervejas. Elas achavam que sua poesia comprovava as teorias do francês Jacques Lacan (1901-1981), líder da escola seguida por elas. "Eu falo, e elas ficam impressionadíssimas", disse ele na ocasião. Passados mais de dez anos dessa declaração, no entanto, Manoel já não se lembra mais. " Lacanianas?" - ele ri - " Pode ser que eu tenha mentido. Eu sou muito mentiroso". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel diz que herdou da mãe a sensibilidade, coisa que, segundo ele, "é transmitida pelo sangue". Alice Pompeu de Barros era aluna de violino na cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Casou cedo e, para acompanhar o marido, mudou-se para o Pantanal. Manoel era ainda criança, e a mãe, acumulando as funções de lavadeira, cozinheira e passadeira, guardou a música apenas em sua lembrança. Até aí, tudo verdade. Mas para o jornalista Ricardo Câmara, que está escrevendo a biografia do poeta, Manoel descreveu uma cena emocionante: ele contou que, antes de se mudar, a mãe tocou pela última vez seu violino, pois achava que no Pantanal não haveria lugar para música. "Pode ser que eu tenha falado isso, mas foi invenção", diz. E explica: "É uma invenção possível. Podia ser que ela tivesse tomado uma atitude dessa; no fundo, era uma verdade que ela queria fazer isso". Mentira, para Manoel de Barros, é dizer que se vai comprar pão quando se vai a outro lugar qualquer. Já imaginação é coisa profunda e, na imaginação, Manoel pode fazer com que se cumpra o destino da mãe. Num dos poemas do livro Menino do Mato, no poema V, Alice arranja uma horinha para seu violino no meio do Pantanal e toca Vivaldi para a família toda. Mentira? Nada disso. Para Manoel, é aí que começa a poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O PINTOR QUE NÃO EXISTE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o poeta é um fingidor, como dizia o português Fernando Pessoa (1888-1935), a sua dor (ainda que fingida) não é menos verdadeira. Desde o falecimento de seu filho João na queda de um avião monomotor, Manoel de Barros "não sai de dentro de si nem para pescar", como ele próprio diz num poema. Abandonou as caminhadas, as idas ao Pantanal e as viagens anuais para o Rio de Janeiro. E, embora a reclusão não tenha rarefeito a poesia, palavras como abandono, tristeza e solidão habitam o novo livro. Em Menino do Mato, não há possibilidades de sair daquele "lugar imensamente e sem nomeação", que "quase só tinha bicho solidão e árvores", e era preciso "desver o mundo para expulsar o tédio". Em seus primeiros anos no Pantanal, Manoel ficava meio solto no chão - era o menino do mato. Ali entrou em "estado de árvore", depois em "estado de palavra", para só assim poder "enxergar as coisas sem feitio" - eis, em manoelês castiço, o resumo de sua arte poética. O novo livro é expressão dessa infância vivida na terra, em um lugar virgem e absolutamente solitário, onde a poesia já era o brincar com as palavras. "Era a nossa maneira de sair do enfado", diz um dos poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta dos dez anos de idade, Manoel deixou de se sentir "como um pedaço de formiga na estrada". Foi estudar no Rio de Janeiro e chegou a morar durante um ano em Nova York, onde desenvolveu a sensibilidade para as artes. Tomou gosto por Paul Klee, Marc Chagall, Van Gogh e Pablo Picasso. Acha que tal viagem influenciou decisivamente sua poesia. "Eu tinha um sentimento muito primitivo da vida e da literatura. Queria escrever em guarani", afirma sem esconder o riso. Já disse em entrevistas, no entanto, que seu pintor preferido era o boliviano Rômulo Quiroga, o que fez com que alguns passassem a procurar por suas obras. Outra mentira: Rômulo é, na verdade, apenas uma criação poética, inspirada em um pintor de paredes. "Eu achei o nome bacana e aí inventei esse negócio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvir Manoel contar suas histórias é ficar em dúvida permanente. Eis uma delas: num dia, cumprindo o caminho entre a fazenda que possui no Pantanal e Campo Grande, resolveu parar em um boteco. Fez a curva, avançou na entrada do local e se esqueceu de frear o carro. Só foi se lembrar quando estava praticamente em cima do balcão. Em uma segunda conversa, pergunto mais detalhes. Ele me olha num misto de dúvida e riso. "O senhor inventou?", pergunto. "Não, não, é verdade. Aconteceu mesmo". E o poeta emenda mais uma história: quando estava dirigindo rumo à fazenda, depois de muita chuva e com uma estrada enlameada, seu carro deu três cambalhotas. Além dele, estavam como passageiros a mulher e os filhos. "Ninguém se machucou". Ainda bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIRO NA TESTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de finalizar Menino do Mato, Manoel pensa no próximo livro. Pretende fazer uma homenagem a Bernardo - em "manoelês", "um homem percorrido de existências, que faz encurtamento de águas, a quem os camaleões estão favoráveis e para quem os passarinhos aveludam seus cantos". Analfabeto, Bernardo trabalhou na fazenda de Manoel e pouco falava. "Não sabia nem o nome das letras de uma palavra, mas soletrava rã melhor que mim", escreveu sobre o amigo. Assim, Bernando acabou se transformando em personagem da obra do poeta, além de um dos seus de seus alter-egos mais recorrentes - presente em Livro de Pré-Coisas (1985), O Guardador das Águas (1989) e, mais recentemente, em Menino do Mato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, Bernardo morreu no Asilo São João Bosco, em Campo Grande. Sem documentos, sobraram poucas informações sobre ele: era solteiro, moreno e evangélico, diz no registro do asilo. Mas Manoel nega que Bernardo tivesse religião. Talvez tivesse tendência para, já que era totalmente preso à natureza. Enterraram-no embaixo de uma árvore. "Pelo menos isso, vai escutar os passarinhos", o poeta diz."Ele era inteiramente primário e inocente como uma criança, e essa inocência foi o que pregou nas minhas palavras", conta Manoel. "Eu o conheci como santo, e queria retribuir fazendo um Bernardo que chegasse a ser, literariamente, um santo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta tem muito medo do mistério de Deus. Diz que não consegue entender como pode uma borboleta voar sem motor nas costas enquanto o homem precisa ter motor a óleo. Uma vez, ele encontrou seu vizinho no telhado da casa, vestindo uma roupa diferente. "O que você vai fazer?", perguntou. "Eu vou voar", respondeu o homem. Tentou desaconselhá-lo, mas o vizinho já estava convencido, com sua asa nas costas, de que sairia voando. Pulou e quase morreu. "E é verdade. Não é mentira não", avisa Manoel, antes que alguém duvide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja este mesmo mistério que explique sua "saúde irritante", como ele gosta de chamar. Dor de cabeça só conhece de nome, e fica mesmo espantado quando as pessoas descrevem como ela é. "Para você, morrer só com um tiro na testa", advertiu o médico. "Não foi para mim não que ele disse isso, foi para um amigo", mais tarde corrige, com um cuidado surpreendente com a verdade. Mas para Manoel a frase também funciona. Palavra é para ele coisa que ocupa o dia inteiro; e a noite também, já que vez ou outra sonha com elas. Toma logo nota - se deixar para depois, esquece - e durante a sua vagabundagem no escritório, o sonho ajuda a concluir uma poesia ou outra. Sonhos, mentiras e palavras - elementos que, somados, resultam numa das obras mais surpreendentes e fascinantes da literatura brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nina Rahe é jornalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OS LIVROS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menino do Mato, de Manoel de Barros. Editora Leya Brasil, 96 págs., R$29,90. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poesia Completa — Manoel de Barros, de Manoel de Barros. Editora Leya Brasil, 496 págs., R$69,90.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Retirei de&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/manoel-barros-poeta-fingidor-574757.shtml"&gt;http://bravonline.abril.com.br/conteudo/literatura/manoel-barros-poeta-fingidor-574757.shtml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7010427904271985470?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7010427904271985470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7010427904271985470' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7010427904271985470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7010427904271985470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/mais-umas-do-manoel-de-barros.html' title='Mais umas do Manoel de Barros'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3451193474607860175</id><published>2010-09-13T12:44:00.000-03:00</published><updated>2010-09-13T12:44:15.337-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;flores do ipê&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;devagar&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;aprendi a ver&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3451193474607860175?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3451193474607860175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3451193474607860175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3451193474607860175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3451193474607860175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/flores-do-ipe-devagar-aprendi-ver.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8983556236274402366</id><published>2010-09-08T10:21:00.002-03:00</published><updated>2010-09-08T10:21:57.550-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Viva um dia de cada vez...não tente se apressar,ajeitando as coisas para amanhã,pois amanhã pode nunca vir a ser. Aproveite plenamente o dia de hoje; faça as coisas maravilhosas q sempre quis fazer, nâo de qualquer maneira e apressadamente, mas com verdadeira alegria!" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eileen Cady&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8983556236274402366?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8983556236274402366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8983556236274402366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8983556236274402366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8983556236274402366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/09/viva-um-dia-de-cada-vez.html' title=''/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6716836338151209430</id><published>2010-08-30T09:48:00.001-03:00</published><updated>2010-11-18T11:46:47.173-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicas para escrever'/><title type='text'>Algumas dicas sobre como escrever de Allen Ginsberg</title><content type='html'>Chögyam Trungpa remarked, “Writing is writing the mind,” thus the title. Ground, Path, and Fruition are common stages of Tibetan style dharma teaching, often condensed into slogans for mind-training traditioned in Eastern thought.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Here, Ground means the situation of mind: we’re all amateurs at reading our own minds, but that’s all we have to work with, mutability of consciousness, appearance of chaos, our own confusion, inconsistency, awareness, humors &amp;amp; mental information.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Path: How to use, order &amp;amp; select aspects of mind, how accept &amp;amp; work with ordinary mind? We can only write what we know &amp;amp; teach same, what tricks &amp;amp; techniques of focus are practicable?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fruition: What to expect, what to aim for, what result?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candor: to reveal ourselves to ourselves, reveal ourselves to others, resolve anxiety of confusion &amp;amp; relieve our own &amp;amp; others’ sufferings.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Two decades’ experiences teaching poetics at Naropa Institute, half decade at Brooklyn College, and occasional workshops at Zen Center &amp;amp; Shambhala/Dharmadhatu weekends have been boiled down to brief mottoes from many sources found useful to guide myself and others in the experience of “writing the mind.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;~ Allen Ginsberg, 2/19/94&lt;br /&gt;MIND WRITING SLOGANS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“First thought is best in Art, second in other matters.” -William Blake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I. GROUND (Situation, or Primary Perception)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. “First Thought, Best Thought” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. “Take a friendly attitude toward your thoughts.” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. “The Mind must be loose.”-John Adams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. “One perception must immediately and directly lead to a further perception.” -Charles Olson, Projective Verse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. “My writing is a picture of the mind moving.” -Philip Whalen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Surprise Mind -Allen Ginsberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. “The old pond, a frog jumps in, Kerplunk!” -Basho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. “Magic is the total delight (appreciation) of chance” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. “Do I contradict myself? Very well, then I contradict myself, (I am large. I contain multitudes.)” -Walt Whitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. “…What quality went to form a man of achievement, especially in literature? …Negative capability, that is, when a man is capable of being in uncertainties, mysteries, doubts, without any irritable reaching after fact &amp;amp; reason.”-John Keats&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. “Form is never more than an extension of content.” -Robert Creeley to Charles Olson&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. “Form follows function.” -Frank Lloyd Wright&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Ordinary Mind includes eternal perceptions.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14. “Nothing is better for being Eternal/ Nor so white as the white that dies of a day.” -Louis Zukofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15. Notice what you notice.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16. Catch yourself thinking-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17. Observe what’s vivid.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18. Vividness is self-selecting.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19. “Spots of Time” -William Wordsworth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20. If we don’t show anyone we’re free to write anything -A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21. “My mind is open to itself.” -Gelek Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22. “Each on his bed spoke to himself alone, making no sound.” -Charles Reznikoff&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II. PATH (Method or Recognition)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23. “No ideas but in things.” “…No ideas but in the Facts.” -William Carlos Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24. “Close to the nose.”-W.C.Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25. “Sight is where the eye hits.” -Louis Zukofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26. “Clamp the mind down on objects.”-W.C.Williams&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27. “Direct treatment of the thing…” (or object.)” -E.Pound, 1912&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28. “Presentation, not reference…” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29. “Give me a for instance.” -Vernacular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30. “Show not tell.”-Vernacular&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31. “The natural object is always the adequate symbol.” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32. “Things are symbols of themselves.”-Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33. “Labor well the minute particulars, take care of the little ones/ He who would do good for another must do it in minute particulars/ General Good is the plea of the Scoundrel Hypocrite and Flatterer/ For Art &amp;amp; Science cannot exist but in minutely organized particulars” -William Blake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34. “And being old she put a skin/On everything she said.” -W.B.Yeats&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35. “Don’t think of words when you stop but to see the picture better.” -Jack Kerouac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36. “Details are the Life of Prose.” -Jack Kerouac&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37. Intense fragments of spoken idiom, best. -A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38. “Economy of Words” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39. “Tailoring” -Gregory Corso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40. Maximum information, minimum number of syllables. -A.G. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41. Syntax condensed, sound is solid. -A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42. Savor vowels, appreciate consonants.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43. “Compose in the sequence of the musical phrase, not in sequence of a metronome.”-Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44. “…awareness…of the tone leading of the vowels.” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45. “…an attempt to approximate classical quantitative meters…” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46. “Lower limit speech, upper limit song”-Louis Zukofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47. “Phanopoeia, Melopoeia, Logopoeia.” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48. “Sight, Sound &amp;amp; Intellect.” -Louis Zukofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49. “Only emotion objectified endures.” – Louis Zukofsky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III. FRUITION (Result or Appreciation)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50. Spiritus = Breathing = Inspiration = Unobstructed Breath&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51. “Alone with the Alone” -Plotinus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52. Sunyata (Skt.) = Ku (Japanese) = Emptiness&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53. “What’s the sound of one hand clapping?” -Zen Koan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;54. “What’s the face you had before you were born?” -Zen Koan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;55. Vipassana (Skt.) = Clear Seeing&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;56. “Stop the world” -Carlos Casteneda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;57. “The purpose of art is to stop time.” -Bob Dylan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;58. “The unspeakable visions of the individual.”-J.K.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;59. “I’m going to try speaking some reckless words, and I want you to try to listen recklessly.” -Chuang Tzu, (Tr. Burton Watson)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;60. “Candor” -Whitman&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;61. “One touch of nature makes the whole world kin.” -Shakespeare&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;62. “Contact”-A Magazine, Nathaniel West &amp;amp; W.C. Williams, Eds.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;63. “God Appears &amp;amp; God is Light/ To those poor Souls who dwell in Night/ But does a Human Form Display/ To those who Dwell in Realms of day.” -W. Blake&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;64. Subject is known by what she sees.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;65. Others can measure their visions by what we see.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;66. Candor ends paranoia.-A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;67. “Willingness to be Fool.”-Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;68. “day &amp;amp; night/you’re all right”-Gregory Corso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;69. Tyger: “Humility is Beatness.” -Chögyam Trungpa, Rinpoche &amp;amp; A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;70. Lion: “Surprise Mind”-Chögyam Trungpa, Rinpoche &amp;amp; A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;71. Garuda: “Crazy Wisdom Outrageousness” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;72. Dragon: “Unborn Inscrutability” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;73. “To be men not destroyers” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;74. “Speech synchronizes mind &amp;amp; body.” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;75. “The Emperor unites Heaven &amp;amp; Earth.” -Chögyam Trungpa, Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;76. “Poets are the unacknowledged legislators of the world.” -Shelley&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;77. “Make it new”-Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;78. “When the mode of music changes, the walls of the city shake”-Plato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;79. “Every third thought shall be my grave” -W. Shakespeare, The Tempest&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;80. “That in black ink my love may still shine bright” -W. Shakespeare, Sonnets&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;81. “Only emotion endures” -Ezra Pound&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;82. “Well while I’m here I’ll do the work-and what’s the Work? To ease the pain of living. Everything else, drunken dumbshow.” -A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;83.”…Kindness, sweetest of the small notes in the world’s ache, most modest &amp;amp; gentle of the elements entered man before history and became his daily connection, let no man tell you otherwise.” -Carl Rakosi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;84. “To diminish the mass of human and sentient sufferings.” -Gelek Rinpoche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A.G.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naropa Institute, July 1992&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New York, March 5, 1993&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;New York, June 27, 1993&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.elephantjournal.com/2008/03/mind-writing-slogans-via-allen-ginsberg/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6716836338151209430?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6716836338151209430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6716836338151209430' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6716836338151209430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6716836338151209430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/algumas-dicas-sobre-como-escrever-de.html' title='Algumas dicas sobre como escrever de Allen Ginsberg'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6273668501055987882</id><published>2010-08-27T10:09:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T10:09:03.132-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hann'/><title type='text'>Zen e a arte de proteger o Planeta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size: large;"&gt;Zen and the art of protecting the planet&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In a rare interview, zen buddhist master Thich Nhat Hahn warns of the threat to civilisation from climate change and the spiritual revival that is needed to avert catastrophe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is not exactly a traditional Sunday stroll in the English countryside as 84-year-old Vietnamese zen master Thich Nhat Hanh leads nearly a thousand people through the rolling Nottinghamshire hills in walking meditation. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The silent procession takes on the shape of a snake as it wends its way extremely slowly through a forest glade and an apple orchard. The assembled throng are asked to deeply experience each step they take on the earth in order to be mindful in the present moment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thay, as he is known, steps off the path into a field of tall grass and sits quietly in meditation. He exudes a sense of serenity, born of his 68 years' practice as a monk.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Despite having hundreds of thousands of followers around the world and being viewed with the same reverence as the Dalai Lama, Thay is little known to the general public. He has chosen to shun the limelight and avoid the shimmer of celebrity endorsement in order to focus on building communities around the world that can demonstrate his ethical approach to life. There are monasteries in France, America and Germany as well as groups of supporters that meet all over the world, including more than 20 "sanghas" across the UK.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He is seeking to create a spiritual revival that replaces our consumption-based lives with a return to a simpler, kinder world based on deep respect for each other and the environment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He rarely gives interviews but recognises that the enormous challenges facing the world, combined with his own increasing age and frailty, means it is important to use what time and energy he has left to contribute what he can to re-energising society and protecting the planet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For a man of his age, Thay keeps to a punishing schedule. After having lectured to thousands at London's Hammersmith Apollo, Thay has come to Nottingham for a five day retreat, then goes on to a three month tour of Asia, before returning for a winter retreat at his Plum Village community in France, where he has lived in exile for more than 40 years.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thay, a prolific author with more than 85 titles under his belt, has taken a particular interest in climate change and recently published the best-selling book 'The World We Have – A Buddhist approach to peace and ecology.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquilising ourselves with over-consumption&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In it, he writes: "The situation the Earth is in today has been created by unmindful production and unmindful consumption. We consume to forget our worries and our anxieties. Tranquilising ourselves with over-consumption is not the way."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In his only interview in the UK, Thay calls on journalists to play their part in preventing the destruction of our civilisation and calls on corporations to move away from their focus on profits to the wellbeing of society.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He says that it is an ill-conceived idea that the solution to global warming lies in technological advances. While science is important, even more so is dealing with the root cause of our destructive behaviour: "The spiritual crisis of the West is the cause for the many sufferings we encounter. Because of our dualistic thinking that god and the kingdom of god is outside of us and in the future - we don't know that god's true nature is in every one of us. So we need to put god back into the right place, within ourselves. It is like when the wave knows that water is not outside of her.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Everything we touch in our daily lives, including our body, is a miracle. By putting the kingdom of god in the right place, it shows us it is possible to live happily right here, right now. If we wake up to this, we do not have to run after the things we believe are crucial to our happiness like fame, power and sex. If we stop creating despair and anger, we make the atmosphere healthy again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Maybe we have enough technology to save the planet but it is not enough because the people are not ready. This is why we need to focus on the other side of the problem, the pollution of the environment not in terms of carbon dioxide but the toxic atmosphere in which we live; so many people getting sick, many children facing violence and despair and committing suicide. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spiritual pollution&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"We should speak more of spiritual pollution. When we sit together and listen to the sound of the [meditation] bell at this retreat, we calm our body and mind. We produce a very powerful and peaceful energy that can penetrate in every one of us. So, conversely, the same thing is true with the collective energy of fear, anger and despair. We create an atmosphere and environment that is destructive to all of us. We don't think enough about that, we only think about the physical environment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Our way of life, our style of living, is the cause of it. We are looking for happiness and running after it in such a way that creates anger, fear and discrimination. So when you attend a retreat you have a chance to look at the deep roots of this pollution of the collective energy that is unwholesome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"How can we change the atmosphere to get the energy of healing and transformation for us and our children? When the children come to the retreat, they can relax because the adults are relaxed. Here together we create a good environment and that is a collective energy."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capitalism as a disease&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thay talks about capitalism as a disease that has now spread throughout the world, carried on the winds of globalisation: "We have constructed a system we cannot control. It imposes itself on us, and we become its slaves and victims."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He sees those countries that are home to Buddhism, such as India, China, Thailand and Vietnam, seeking to go even beyond the consumerism of the West: "There is an attractiveness around science and technology so they have abandoned their values that have been the foundation of their spiritual life in the past," he says. "Because they follow western countries, they have already begun to suffer the same kind of suffering. The whole world crisis increases and globalisation is the seed of everything. They too have lost their non-dualistic view. There are Buddhists who think that Buddha is outside of them and available to them only after they die.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"In the past there were people who were not rich but contented with their living style, laughing and happy all day. But when the new rich people appear, people look at them and ask why don't I have a life like that too, a beautiful house, car and garden and they abandon their values."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While Thay believes that change is possible, he has also come to accept the possibility that this civilisation may collapse. He refers to the spiritual principle that by truly letting go of the 'need' to save the planet from climate change, it can paradoxically help do just that.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The catastrophe to come&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Without collective awakening the catastrophe will come," he warns. "Civilisations have been destroyed many times and this civilisation is no different. It can be destroyed. We can think of time in terms of millions of years and life will resume little by little. The cosmos operates for us very urgently, but geological time is different.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"If you meditate on that, you will not go crazy. You accept that this civilisation could be abolished and life will begin later on after a few thousand years because that is something that has happened in the history of this planet. When you have peace in yourself and accept, then you are calm enough to do something, but if you are carried by despair there is no hope.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It's like the person who is struck with cancer or Aids and they learn they have been given one year or six months to live. They suffer very much and fight. But if they come to accept that they will die and they prepare to live every day peacefully and they enjoy every moment, the situation may change and the illness may go away. That has happened to many people."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thay says that the communities his Order of Interbeing is building around the world are intended to show that it is possible to "live simply and happily, having the time to love and help other people. That is why we believe that if there are communities of people like that in the world, we will demonstrate to the people and bring about an awakening so that people will abandon their course of comforts. If we can produce a collective awakening we can solve the problem of global warming. Together we have to provoke that type of awakening."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'One Buddha is not enough'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He stops for a moment and goes quiet: "One Buddha is not enough, we need to have many Buddhas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thay has lived an extraordinary life. During the Vietnam War he was nearly killed several times helping villagers suffering from the effects of bombing. When visiting America, he persuaded Martin Luther King to oppose the war publicly, and so helped to galvanize the peace movement. In fact King nominated him for the Nobel Peace Prize in 1968. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In the following decade Thay spent months on the South China Sea seeking to save Vietnamese and Cambodian refugees from overcrowded boats and, in more recent years, he led members of the US Congress through a two-day retreat and continues to hold reconciliation retreats for Israelis and Palestinians at Plum Village.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His whole philosophy is based on watching the breath and walking meditation to stay in the present moment rather than dwelling on the past or worrying about the future.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He says that within every person are the seeds of love, compassion and understanding as well as the seeds of anger, hatred and discrimination. Our experience of life depends on which seeds we choose to water.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To help the creation of a new global ethic and sustain those positive seeds, Thay's Order of Interbeing has distilled the Buddha's teachings on the Four Noble Truths and the Noble Eightfold Path into five core principles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The Five Mindfulness Trainings, updated in the last year to make them relevant to our fast changing world, are not a set of rules but a direction to head in. Beyond calling for mindful consumption, they encourage an end to sexual misconduct as well as a determination "not to gamble, or to use alcohol, drugs or any other products which contain toxins, such as certain websites, electronic games, TV programmes, films, magazines, books and conversations."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6273668501055987882?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6273668501055987882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6273668501055987882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6273668501055987882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6273668501055987882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/zen-e-arte-de-proteger-o-planeta.html' title='Zen e a arte de proteger o Planeta'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4898903683508931527</id><published>2010-08-26T09:17:00.000-03:00</published><updated>2010-08-26T09:17:36.851-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'>Hai kai</title><content type='html'>folhas e mais folhas&lt;br /&gt;milhares delas&lt;br /&gt;voando por aí &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ipê florido&lt;br /&gt;dia sem graça&lt;br /&gt;ficou colorido &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;papoula surpresa &lt;br /&gt;mesmo que eu queira&lt;br /&gt;não esqueço de ti &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;olhares apressados &lt;br /&gt;flores do ipê &lt;br /&gt;esperam em vão&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;ainda me atrapalho &lt;br /&gt;distraido com as folhas&lt;br /&gt;esqueço dos galhos&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4898903683508931527?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4898903683508931527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4898903683508931527' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4898903683508931527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4898903683508931527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/hai-kai.html' title='Hai kai'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7184467772139296722</id><published>2010-08-20T09:05:00.002-03:00</published><updated>2010-08-20T09:05:37.625-03:00</updated><title type='text'>Texto do Lama</title><content type='html'>"A verdadeira felicidade não é obtida por meio de conquistas complexas, tampouco pelo controle. Nossa felicidade vem da simplicidade e do olhar amoroso e compassivo sobre todos os seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso ultrapassarmos nossos referenciais estreitos, e, com isso, aprenderemos a ultrapassar o sofrimento dos nossos personagens, sem abandonarmos os papéis que exercemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos ter a consciência e a liberdade de podermos cumprir diferentes papéis sem “ser” nenhum neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As identidades são meios hábeis importantes para nos relacionarmos e gerarmos benefícios em todos os ambientes que percorremos; isso inclui harmonizarmos e equilibrarmos nossas relações conosco mesmos, como o outro, com a sociedade e com a biosfera."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7184467772139296722?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7184467772139296722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7184467772139296722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7184467772139296722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7184467772139296722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/texto-do-lama.html' title='Texto do Lama'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7017749338467627593</id><published>2010-08-12T10:45:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T10:10:26.191-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thich Nhat Hann'/><title type='text'>Zen and the art of saving the planet</title><content type='html'>Zen and the art of saving the planet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He has set up an eco-friendly village and is a best-selling author. Tomorrow, this green crusader will fill the Hammersmith Apollo with fans. But Thich Nhat Hanh is no rock star – he's a Zen master. Nick Harding meets a monk on a mission&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As a vision of the future, the community of Plum Village in the French wine region of the Dordogne doesn't conform to stereotype. It doesn't bristle with technology, scientific endeavour and cutting-edge innovation. It is austere, tranquil and basic, and it is inhabited by brown-robed monks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yet this co-operative of three hamlets that includes fruit orchards, vegetable gardens, dormitories, temples and meditation halls is the headquarters of a monastic order that is at the forefront of a grassroots green movement, attracting increasing numbers of inquiries from people disaffected with modern living and looking for a greener, more sustainable future. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plum Village is the headquarters of The Order of Interbeing, a Buddhist movement that is tapping into the post-financial meltdown zeitgeist and drawing hundreds of new devotees each year. At a time when most monastic orders are suffering a crisis of faith and dying out, the Order of Interbeing is expanding across the globe, broadcasting its underpinning ideology of sustainability and mindful consumption as it grows. And while the numbers of green-living monks in its monasteries increases, the order's outreach programme is connecting with tens of thousands of young people thanks to its internet presence and regular retreats. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At the helm of this movement is revered 84-year-old Vietnamese zen master, Thich Nhat Hanh, among the world's most influential Buddhist leaders. His contemporary Western Buddhist doctrine incorporates a strong environmental strand that has made him an unlikely poster boy for the green movement. He has a CV many world leaders would be envious of. He was instrumental in mobilising the peace movement against the Vietnam War and has inspired environmentalists such as Joanna Macy and Alan Weisman. His teachings on the environment have influenced the Prince of Wales, and the Dalai Lama and Oprah Winfrey are admirers. His book on ecology, The World We Have, is a best-seller and tomorrow he is making a rare visit to the UK to give a talk at London's Hammersmith Apollo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The environmental principles of his doctrine teach respect and compassion for the environment through a code of practice called the five mindfulness trainings. Rooted in Buddhist tradition, this system of behaviour represents a vision of global spirituality and ethics. Devotees are encouraged to adopt and practise these in everyday life. The system encourages followers to take responsibility for their actions and to consider carefully the consequences of their consumption, not only of food and material goods, but also of culture and sensory stimuli. Thich Nhat Hanh says the wrong type of media is toxic and promotes wrongful consumption, which in turn is bad for the individual and the planet. In The World We Have he writes: "The situation the Earth is in today has been created by unmindful production and unmindful consumption. We consume to forget our worries and our anxieties. Tranquilising ourselves with over-consumption is not the way." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In common with James Lovelock's popular Gaia theory, Buddhists believe the Earth is a living organism of which we are all a part and are all interdependent. Thich Nhat Hanh teaches that if we harm the environment, we harm ourselves. The message is simple but effective – consume with compassion. To do this, devotees are encouraged to practice regular silent contemplation and to punctuate their day with meditation, during which they bring themselves to the present moment to contemplate life and focus on the implications of their actions. All meals at Plum Village are eaten in silence, and diners are encouraged to consider each mouthful carefully, reflecting on the amount of food they eat, the provenance of it and the ethical implications of consuming it. The effect of this exercise, when done in the belief that every organism is part of a singular whole, is profound and is the reason why Plum Village monks eat a vegan diet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;In a rare interview, Thich Nhat Hanh says: "Unesco reports that every day 40,000 children die because they do not have enough food. Meanwhile many of us eat a lot of meat and drink a lot of alcohol. In order to make a piece of meat you have to use a lot of cereal and grain and that grain could be used to feed dying children. So eating that meat is akin to eating the flesh of your own son. We should eat in such a way that conserves our compassion." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;While his vegan dietary advice may not resound with everyone, his clarion call for a return to a more simplistic way of life has struck a chord with many. In the last few years the Plum Village community has grown from 100 monastic disciples in France and America to more than 600 across the world, with monasteries in Germany, Australia, Thailand, Indonesia and Hong Kong. The average age of new recruits is 22. Increasingly the message of simple living is being accessed by the young. The order's outreach programme for young people, Wake Up – Young Buddhists and non-Buddhists for a Healthy and Compassionate Society, runs programmes around the globe and its theme tune has been downloaded from the internet by more than 40,000 fans. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thich Nhat Hanh acknowledges the increasingly important role young people play in the green movement. He says: "The future belongs to the young and if they wake up early, for the sake of everyone on the planet, that is a good thing. Young people are more free, they are not bound by so many things." While some may argue that living according to his trainings is difficult in modern society and that his doctrine presents an unattainable idealism, the message of appreciating simple pleasures and freedom from attachment to material goods has become increasingly relevant during the credit crunch. Since the economic downturn, Plum Village has received more inquiries about the retreats it hosts. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thich Nhat Hanh says: "Yes, we have to earn a living, but it is possible to earn a living according to the five trainings and to be content. If you have a salary that is not as high as others, if you have to live in a smaller house and have a more humble car, you can live according to the noble path and you can laugh, you can love. If you live with compassion then your life is a happy life. Simple living is possible. I know of many rich businessmen who live simply, they eat simply and their joy comes from knowing they are allowing many people to have jobs and that they are not damaging the planet by conducting their business." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At 84, Thich Nhat Hanh maintains a sharpness of mind that allows him to deliver many hours of insightful theological musing without notes. He takes a keen interest in the contemporary and has continued to engage with world leaders despite sometimes failing physical health. He does not shy from controversy and, during an address to Congress soon after 9/11, he criticised US foreign policy for a rise in the level of global violence. About the oil spill in the Gulf of Mexico he says: "There are businessmen who have been doing destructive things to the planet and they want to feel less guilty so they donate money for compensation. That is not enough. They have to reconsider and examine their actions." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thich Nhat Hanh became an activist when he opposed the South Vietnamese government during the Vietnam War and dodged bullets in the jungle to bring aid to bombed villagers. His opposition to that conflict led to him being exiled from his homeland for 40 years. His peace work influenced civil rights leader Martin Luther King, who subsequently nominated him for the Nobel Peace prize. In the Seventies, when a tide of Vietnamese and Cambodian refugees took to dangerously overcrowded boats to flee persecution, Thich Nhat Hanh spent months traversing the South China Sea saving lives. He is a vocal critic of the wars in Iraq and Afghanistan and his monks hold reconciliation retreats for Israelis and Palestinians at Plum Village. When he was finally allowed back into Vietnam in 2005, thousands attended the retreats he held there and so many followers joined his order, the communist government instituted a crackdown, fearful of his influence. Many of those persecuted monks fled the country or now live in hiding. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;After his London appearance he will hold a week-long retreat in the Midlands, where 500 people, including children and families, will be able to experience his blend of environmental spiritualism. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;He says: "We all have to reconsider our values in society and live a simpler life. We have to reconsider our version of happiness. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"People are getting busier and busier. We are like fishes living in a place where water is lacking. We don't feel comfortable, we don't have space, we lack time. We may have more money than in the past but we have less space and less happiness and less love. So we should have a revolution which must start with a collective awakening. We have to stop and look for another direction." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimately, the impassioned humanist and wise sage believes we can still salvage our ailing planet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It is possible for us to be something and to do something now, don't despair. There is something we can all do. There is still is a chance. Recognise that and do it and you will find peace. Don't allow yourself to be carried away by despair." His eyes flash with passion as he speaks and you can't help but believe and hope that maybe he is right. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://www.independent.co.uk/environment/green-living/zen-and-the-art-of-saving-the-planet-2048029.html&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7017749338467627593?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7017749338467627593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7017749338467627593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7017749338467627593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7017749338467627593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/zen-and-art-of-saving-planet.html' title='Zen and the art of saving the planet'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-9171554749747567172</id><published>2010-08-11T14:56:00.002-03:00</published><updated>2010-08-11T14:56:44.861-03:00</updated><title type='text'>Ensinamentos de Shunryu Suzuki Roshi</title><content type='html'>April 2nd, 1967&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;August 11th, 2010 by admin &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Shunryū Suzuki-rōshi &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;April 2, 1967 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(From Dogen) We originally were and are Buddha nature. But the instant we attach something, we “lose” our nature. As analogy, consider the transparent nature of my eyeglasses. Attachment is like pasting images on them; in such a case they cannot function according to their true and original nature.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we retain our transparency (and do not attach to ourselves), we are Buddhas. When we attach to something (most commonly our “selves”) we are ordinary people.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we are Buddhas, we manifest the sunshine. That is, because we are objects or obstacles to sunshine; the sunshine “is” or means something. If we did not exist, sunshine would be a meaningless concept. Still, even though it is ourselves (as “objects” or obstacles) which allows Buddha nature to be meaningful, we should not become attached to ourselves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When we were little boys, we were all Buddhas; even when we were 16 or 17 years old we were still innocent and Buddha. But Zen can be dangerous to innocent minds. They easily tend to view Zen as something good or special by which they can gain. Such an attitude is misleading and can lead to trouble. We should not regard Zen so, because such a perspective is the same as attaching to Zen. If we attach to Zen, we go swiftly to hell even though we think we are good and innocent. Thus an innocent young person can become careless of his Buddha nature (his original innocence) and attach to his own idea of his innocence-and create more problems for himself.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We all have lost our Buddha nature because we were so careless about it. This is the human predicament, existing during Buddha’s time, and existing now. When we now practice, it should be with a beginner’s real innocence-devoid of ideas of good or bad or gain or loss. As long as we have beginner’s mind, we have Buddhism. Our original nature being unchanged, we should believe in our innocent mind; at the same time we should beware of slipping into hell through attachment to this idea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We should be very careful of half-baked enlightenment, especially of taking pride in our enlightenment. If we do make this error of pride, we lose our enlightenment and plunge straight to the bottom of hell.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Those who study the Way do not understand if the Way is open or closed.” (Dogen) this means that to study the Way with the idea of gaining something we need (as if we were poor beggars) means that we don’t know if the Way is open or closed. But the truth is that we are not beggars, and the Way is always wide open. To seek for something special is to ignore what we have. Zen teaches us that our pockets are full of treasure, right now and that Zen will not add anything to what we already have.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;To correctly study Buddhism we should: 1) believe in Buddhism-i.e. believe that fundamentally we have not lost our way, that we are not upside-down; that we still have our treasure, etc. we should stand on this faith and practice by remaining aware of it. 2) we should beware of dualism toward our practice and ourselves, etc. (e.g. judgements of good or bad, right or innocent, etc). Dogen said: “try to cut off the function of the small mind (limited consciousness and discursive intellect). If you do this you will surely see the Way.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dogen is very clear here. There is no reason for us not to follow his directions. But we should not practice with the idea of gaining something good. In this world there is nothing which is just good; when we have a “good,” a “bad” is already there. We should just keep a beginner’s mind; we should avoid being greedy and feeling that what we have (including practice) is not enough.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patience. We should practice and live with patience. In this way we can control our lives-but “control etc”, does not mean to gain or achieve something. It means to appreciate and constantly enjoy our life as it is.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;——————————————————————————————————————&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This transcript is a retyping of the existing City Center transcript. It is not verbatim. No tape is available. The City Center transcript was entered onto disk by Jose Escobar, 1997. It was reformatted by Bill Redican (7/16/01).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-9171554749747567172?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/9171554749747567172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=9171554749747567172' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9171554749747567172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/9171554749747567172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/ensinamentos-de-shunryu-suzuki-roshi.html' title='Ensinamentos de Shunryu Suzuki Roshi'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4382090856757739623</id><published>2010-08-04T08:59:00.002-03:00</published><updated>2010-11-18T13:55:58.908-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manoel de barros'/><title type='text'>Filme sobre Manoel de Barros</title><content type='html'>Premiado no Festival Paulínia de Cinema de 2009 como melhor documentário, Só dez por cento é mentira tem conquistado elogios e aplausos onde é exibido. Pedro Cezar, seu diretor, fez um filme lúdico sobre o recluso Manoel de Barros, poeta sul-mato-grossense respeitado nacional e internacionalmente como um dos mais originais do século passado e mais importantes do Brasil. Elogiado por Carlos Drummond de Andrade e João Guimarães Rosa, sua obra aparentemente simples é instigante, repleta de originalidade e busca inspiração no olhar encantado das crianças e nas coisas corriqueiras e “desimportantes” do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros faz releituras surpreendentes, confere novas dimensões a objetos, traquitanas e “inutensílios”, valoriza personagens que encantam por seu despojamento, brinca com as palavras e se insurge contra a fixação unilateral e obsessiva em produção e produtividade, uma característica das sociedades contemporâneas, celebrando as “inutilezas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reinterpretação das noções correntes de verdade e invenção começa pelo título do filme, que se refere a como Manoel de Barros vê sua obra: “Noventa por cento é invenção; só dez por cento é mentira”. E explica para quem fique intrigado com a inusitada distinção: “A invenção é um negócio profundo. Serve para aumentar o mundo”. Para ele, todo poeta é um “vidente”, dotado de um olhar inevitavelmente “enviesado” das pessoas e coisas que o cercam, e chamado não a descrever, mas a descobrir e ampliar o universo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 93 anos, o poeta desconcerta ao afirmar que até hoje só teve infância e, portanto, escreve “apenas” sobre ela. Depois dos 70, acrescenta, garantiu o ócio e ingressou no que chama de “terceira infância”, passando a produzir mais. Para quem duvide, o filme mostra que ele avançou na vida sem deixar de ver o mundo com o olhar perquiridor e desinibido das crianças, convencido de que os objetos não se restringem a seu significado literal. “As coisas”, adverte, “não querem ser vistas por pessoas razoáveis.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declara ser poeta em tempo integral: “Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às seis horas da tarde”. Acolhe de bom grado as limitações do homem: “A maior riqueza do homem é sua incompletude. Nesse ponto sou abastado. Palavras que me aceitam como sou – eu não aceito”. Talvez por isso o filme se declare como sendo uma “desbiografia” do poeta e faça o elogio do “des-herói”, termo do autor para qualificar personagens que estão na contramão do convencional, a exemplo do vagabundo de Charles Chaplin – um “herói ao contrário”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resultado é um mergulho estético e arrebatador na obra de Manoel de Barros. A fotografia e a música – onde predomina a viola – reforçam as reminiscências do Brasil pantaneiro. As imagens são poéticas, frases e versos do escritor são inseridos na tela como nos cadernos que ele mesmo confecciona e escreve a lápis, “em caligrafia miúda”. Ficam evidentes a sensibilidade, mas também o empenho, a lapidação e a paciência com que o poeta constrói seus poemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O documentário apresenta depoimentos de escritores, cineastas, atores, artistas plásticos, parentes e amigos do poeta. Mas seu grande feito é ter conseguido entrevistar o próprio Manoel de Barros, conhecido por evitar exposição na mídia. Famoso por conceder entrevistas somente por correspondência, Manoel resistiu a autorizar a gravação de seu depoimento. Para Pedro Cezar, “ele não nega contato com as pessoas. Só não gosta de ser registrado oralmente”. E repisa: “Ele sempre recebe gente em sua casa, conversa numa boa. Só pede para que não seja gravado”. Afinal, “poesia não é para compreender, é para incorporar”, argumenta o poeta, enfatizando que ela pode estar em qualquer canto, bastando apenas focalizar um olhar desprovido de regras e pressupostos – como o das crianças – para enxergá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cineasta conseguiu fazer a entrevista porque, depois de muita insistência, afirmou que era melhor deixar para lá, afinal o desejo de fazer o filme era “só um sonho”. O velho poeta, sabedor da importância dos sonhos, se rendeu e o documentário pôde virar realidade. “Venha amanhã bem cedo, pode fazer as perguntas. Se eu me interessar, eu respondo”. Respondeu a todas e Pedro Cezar soube aproveitar a oportunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cenas inspiradas e imprevistas. Manchas nas paredes sujas que se transformam em desenhos cheios de significado e lirismo. Pneus que, das fábricas e dos carros, vão parar nas mãos de garotos que os utilizam como balanços, ou os convertem em bóias para brincar num lago, ou os jogam de um para o outro num final de tarde, ao “lusco-fusco” – momento sempre carregado de mistério, que enternece e confunde, à semelhança da poesia de Manoel de Barros, que desvenda novas leituras de matérias densas, mas cheias de disfarce. Um filme que honra a qualidade do biografado e confirma a magia e o encantamento da arte de fazer cinema e de assisti-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4382090856757739623?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4382090856757739623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4382090856757739623' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4382090856757739623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4382090856757739623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/08/filme-sobre-manoel-de-barros.html' title='Filme sobre Manoel de Barros'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3028714727851603812</id><published>2010-07-30T14:21:00.000-03:00</published><updated>2010-07-30T14:21:10.826-03:00</updated><title type='text'>Pós Meditação</title><content type='html'>Algumas pessoas pensam que, se meditarem por quinze minutos a cada dia, deverão se iluminar em uma semana e meia. Mas as coisas não funcionam assim. Mesmo se você meditar, rezar e contemplar durante uma hora por dia, isso representa uma hora em que você medita contra 23 em que não medita. Quais seriam as chances de uma pessoa contra 23 em um cabo-de-guerra? Um puxa para um lado e 23 para o outro — quem vai ganhar? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível mudar a mente com uma hora de meditação diária. Você tem que prestar atenção a seu processo espiritual ao longo de todo o dia, enquanto trabalha, joga, dorme; a mente precisa estar sempre se direcionando para a meta final da iluminação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você estiver imerso nas coisas do mundo, conserve sua mente naquilo que está fazendo. Se estiver escrevendo, mantenha a mente no tracejar da caneta. Se estiver costurando, concentre a mente em cada ponto. Não se deixe distrair. Não pense em cem coisas ao mesmo tempo. Não fique viajando no que aconteceu ontem ou no que pode acontecer no futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa tanto o que você esteja fazendo, desde que concentre a mente e fique com aquilo que se propõe a fazer. Permaneça junto da tarefa, procurando estar confortável em relação ao que está fazendo e, desse modo, você treinará a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre se observe de forma minuciosa, reduza os pensamentos, palavras e comportamentos negativos, e aumente aqueles que são positivos. Pense com cuidado e constantemente refaça seu foco, pois você pode ficar com a mente nublada com muita facilidade. O que a meditação produz é um constante ajuste do foco. Você tem que trazer de volta a intenção pura, vez após vez. E então, relaxe a mente para permitir um reconhecimento direto e sutil daquilo que está além de todo o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chagdud Tulku Rinpoche (Tibete, 1930 – Brasil, 2002)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Portões da Prática Budista“, parte 2&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3028714727851603812?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3028714727851603812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3028714727851603812' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3028714727851603812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3028714727851603812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/07/pos-meditacao.html' title='Pós Meditação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7796254444716957712</id><published>2010-07-22T14:46:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T14:46:11.594-03:00</updated><title type='text'>B o n d a d e f u n d a m e n t a l</title><content type='html'>B o n d a d e f u n d a m e n t a l&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chögyam Trungpa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de dharma/arte é superar a agressão. [...] se nossa mente está preocupada com a agressão, não pode funcionar da maneira adequada. Por outro lado, se nossa mente está preocupada com a paixão, existem possibilidades. Na verdade, o talento artístico está de alguma maneira relacionado com o nível da paixão, ou com o intenso interesse pela qualidade intrigante das coisas. A curiosidade é exatamente o oposto da agressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sol do Grande Leste representa a noção de despertar e também as noções de energia, luminosidade e brilho. Basicamente, essas qualidades representam o estado fundamental da mente que um artista deveria ter. Ele deveria ter esse tipo de visão e esse estado de ser; do contrário, surgem muitos problemas e dificuldades. No início, a visão do Sol do Grande Leste é muito preto no branco. Quando o sol brilha, é branco; quando o sol não brilha, é preto. Temos de abandonar nossa ideia de sermos indulgentes ou preguiçosos com a possibilidade de algo simplesmente ocorrer em nossa experiência. Obviamente, existe espaço para uma mente aberta na visão do Sol do Grande Leste, na medida em que esse é fundamentalmente um estado da mente no qual estão envolvidos o despertar, a iluminação e a mente aberta. No entanto, para termos uma mente aberta, temos de abrir muito os olhos, não apenas olhar para os lados de relance, olhando para as coisas com os olhos semicerrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma questão muito importante: se temos uma mente e olhos completamente abertos, podemos ser mais discriminativos, e julgar a situação adequadamente. Somos capazes de dizer sim para certas coisas e não para outras. Na verdade, é bem possível que possamos nos abrir ainda mais, apresentando-nos e agindo na situação. Dessa maneira, desde que saibamos seus perigos e méritos, mesmo assuntos questionáveis poderiam ser incluídos. Então, é muito importante que o artista tenha essa primeira mente, ou mente artística, que do ponto de vista do Sol do Grande Leste é desperta, e não semi-adormecida. Se estamos despertos e neste exato momento, então podemos fazer malabarismos com as coisas. Isso é sanidade e abertura fundamentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo visto a visão do Sol do Grande Leste de uma perspectiva completamente desperta, podemos começar a desenvolver a não-agressão. Comumente, tentamos tirar vantagem do mundo — explorar nosso mundo ou massacrá-lo. Temos em relação a nosso mundo precisamente a mesma atitude que temos com as vacas. Tomamos seus bezerros e exploramos as mães para fazer manteiga e queijo — se elas sobreviverem o bastante. E, se elas não produzem nada, ou até mesmo se apenas dão a impressão de que não produzirão nada, nós as massacramos e as comemos. Essa é uma expressão de agressão, que é a versão do sol poente de como vemos nosso mundo — e também de como vemos a arte. Se uma obra de arte é engraçada e produtiva, seguimos em frente; no entanto, se não é, desistimos dela e mudamos para um assunto diferente. Então, aparentemente a não-agressão é muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que nos torna cegos? A agressão torna-nos cegos, de maneira que não podemos criar dharma visual. O que nos torna surdos? A agressão cria a surdez, portanto, não podemos produzir dharma auditivo. E, por causa da agressão, o toque do dharma, o odor do dharma ou o sabor do dharma também não podem ser produzidos. Quando estamos tensos, estamos sendo agressivos. Estamos tão insatisfeitos com nós mesmos, nosso mundo e nosso trabalho que começamos a sentir que nada tem valor. Ou pelo menos sentimos que algumas coisas não têm valor, enquanto outras podem ter algum. Prestamos atenção e consideramos as coisas tão pessoalmente que, quando qualquer negatividade acontece em nossa vida, nos tornamos agressivos e tensos. No geral, poderíamos dizer com bastante confiança que a agressão nos faz cegos e surdos, e não podemos produzir uma obra de arte, sem falar em qualquer outra coisa. Não podemos conduzir nossa vida. A agressão torna-nos surdos-mudos, e transformamo-nos em vegetais. A agressão pode produzir uma assim chamada obra de arte extraordinária, mas a arte produzida dessa maneira polui o mundo, em vez de produzir algo refrescante e saudável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito de dharma/arte é tentar superar a agressão. De acordo com a tradição budista vajrayana, se nossa mente está preocupada com a agressão, não pode funcionar da maneira adequada. Por outro lado, se nossa mente está preocupada com a paixão, existem possibilidades. Na verdade, o talento artístico está de alguma maneira relacionado com o nível da paixão, ou com o intenso interesse pela qualidade intrigante das coisas. A curiosidade é exatamente o oposto da agressão. Experimentamos a curiosidade quando existe um sentido de querer explorar cada canto e descobrir cada possibilidade da situação. Ficamos tão intrigados pelo que experimentamos, vimos e ouvimos que começamos a esquecer a agressão. Imediatamente, nossa mente está à vontade, seduzida por uma paixão maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando estamos em um estado apaixonado, começamos a gostar do mundo, e começamos a ser atraídos por certas coisas — o que é bom. Obviamente, tal atração também acarreta a possessividade e algum sentimento de territorialidade, que vem depois. No entanto, diretamente, a paixão pura — sem gelo, sem água, sem soda — é boa. Pode ser bebida; é também alimento; podemos viver dela. É bem maravilhoso que tenhamos a paixão, que não sejamos feitos somente de agressão. É algo como uma graça salvadora que possuímos, o que é fantástico. Deveríamos ser gratos à visão do Sol do Grande Leste. Sem a paixão, não poderíamos experimentar nada; não poderíamos lidar com nada. Com a agressão, temos maus sentimentos a respeito de nós mesmos: ou nos sentimos tremendamente íntegros, de modo que somos os únicos que estão certos, ou nos sentimos irritados porque alguém está nos destruindo. Isso é patético. Impede-nos de ver a bondade fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bondade fundamental é como um arranjo floral, que possui seu próprio contraste e seu próprio sentido de todo. É um todo completo, e ao mesmo tempo convidativo e destemido. Tal arranjo floral é um produto da bondade fundamental, se é possível dizer isso. Ele se mantém como um todo. Não há premeditação; apenas está reunido no exato momento — bondade fundamental. Por exemplo, hoje fui para as montanhas colher alguns galhos e esta árvore estava lá, apenas esperando para ser colhida. Quando a vi, disse: “Ah! É esta”. Tivemos de trabalhar na árvore um tanto para poder transportá-la, mas isso também é uma expressão da bondade fundamental, de como as coisas se mantêm juntas. A bondade fundamental combina as qualidade do céu, da terra e do homem: a bondade fundamental do céu, a bondade fundamental do homem e a bondade fundamental da terra estão todas envolvidas ao mesmo tempo. A bondade fundamental inclui a generosidade e a coragem. Existe também uma noção de que as coisas são circulares. É como o princípio do mandala, no sentido em que cada coisa atua junto com todos os outros elementos, que é a razão pela qual o todo mantém-se junto tão bem. E nós mesmos começamos a sentir isto, que a bondade fundamental existe em nós. Portanto, não temos medo de nosso mundo, não ficamos deprimidos com nosso mundo. Sentimo-nos muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimo-nos bem com a obra de arte particular que estamos fazendo, e começamos a ter outras ideias. Algumas pessoas tentam forçar as ideias, como se estivessem constipadas, sentadas no vaso sanitário, olhando de vez em quando para o papel higiênico, desejando que algo apareça. Quando os artistas fazem isso, o resultado é muito tímido e técnico. Eles sempre fazem alusão a tecnicidades e tentam produzir algo a partir delas — no entanto, não se sentem realmente bem com o todo. O que estamos falando aqui é o oposto disso. Não é exatamente como ter uma diarreia, mas há algum tipo de fluxo livre, no qual temos a confiança de que podemos de fato produzir ideias. Podemos não ter ideias no início, mas podemos chegar a algumas no meio do caminho. Se não temos nenhuma ideia no meio do caminho, ou se sentimos que todas as nossas ideias se foram, então fazemos uma pausa breve, quase como se estivéssemos desistindo. Então o Sol do Grande Leste se levanta em nossa mente. Isso não é apenas uma ideia — é algo que de fato acontece em nosso estado mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bondade fundamental está relacionada à generosidade e a um sentimento de confiança em nós mesmos. Quando esse sentimento de confiança irrompe, desenvolvemos o que é conhecido como harmonia. Se não existir confiança, então não haverá harmonia. Tudo bem se dissermos que tudo está em harmonia e que deveríamos trabalhar isso; no entanto, isso são apenas palavras ocas, dizer que algo deveria ser feito, ao passo que ninguém de fato faz nada. Isso me faz lembrar de certas conferências religiosas das quais participei. A primeira foi uma conferência sobre a harmonia, e ocorreu em Nova Delhi enquanto eu vivia na Índia. Então houve pequenas conferências sobre a harmonia na Califórnia. Convidaram rabinos, bhikshus, sacerdotes, toda a gangue. Todos falavam sobre a harmonia, mas não encontravam nenhuma harmonia naquele exato instante. Embora estivessem falando sobre a harmonia, não havia nenhum resultado. Nada acontecia, absolutamente nada! As pessoas vieram à conferência e foram embora iguais. Mas, ao voltarem, diziam: “Participamos de uma conferência sobre a harmonia; portanto, nossa organização se fortaleceu”. No entanto, como isso seria possível? Isso é muito triste. Isso beira o sol poente, e não é sequer sofisticado, mas um sol poente primitivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A harmonia tem de estar relacionada a algum sentido saboroso e rico. Esse é um aspecto da harmonia. O outro aspecto é um sentido de espaço e abertura. O lado saboroso tem quase as qualidades de uma mãe judia: é repleto, rico, com muita coisa sobre a mesa, por assim dizer. A abertura e o sentido de espaço são como uma casa japonesa, onde as coisas são muito esparsas. Não há móveis grandes, nenhum sofá vitoriano, somente esteiras. Quando dormimos, dormimos tendo como travesseiro um bloco de madeira ou mesmo uma pedra. Então, a verdadeira harmonia é a casa judaica e a casa japonesa convenientemente reunidas. Tecnicamente, poderíamos chamar isso de lar de Shambhala, ou lar do Sol do Grande Leste. E o mesmo tipo de harmonia poderia ser verdadeiro também em nossas obras de arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando tal harmonia acontece da maneira adequada e por completo, existe também alegria — pela simples razão de que não estamos lutando para criar harmonia. Dessa maneira, estamos também criando uma sociedade iluminada, que somente pode existir com esse sentido de harmonia e curiosidade e tudo o que discutimos. É nosso dever criar uma sociedade iluminada através de obras de arte e de nossa sanidade. E, obviamente, a prática da meditação é muito importante. Assim, em nome do céu, da terra e do homem, faço uma reverência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://magazine.dharma.art.br/2009/06/bondade-fundamental-chogyam-trungpa/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7796254444716957712?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7796254444716957712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7796254444716957712' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7796254444716957712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7796254444716957712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/07/b-o-n-d-d-e-f-u-n-d-m-e-n-t-l.html' title='B o n d a d e f u n d a m e n t a l'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5828986798240989217</id><published>2010-07-22T14:44:00.000-03:00</published><updated>2010-07-22T14:44:19.196-03:00</updated><title type='text'>A verdadeira intimidade do Zen</title><content type='html'>A verdadeira intimidade do Zen&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;John Pappas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coração íntimo e pessoal do Zen bate audível em Jakusho Kwong-roshi, e ele compartilha esse estrondo vindo da terra com seus alunos, próximos ou distantes. Sentimos sem escolha essa mesma força, esse mesmo ímpeto que conduz Roshi. Diferentemente da batida dos tambores de guerra ou da marcha uniforme dos coturnos dos soldados, essa batida é completamente orgânica e imutável. O estrondo do Zen não submerge os sons ao nosso redor, do mesmo modo como a meditação em silêncio não apazigua o ambiente. Ele se torna parte da cacofonia do trânsito das cidades — do canto dos grilos — do choro das crianças. O Zen de Roshi não subjuga o sabor de nossa vida. Não é uma fuga. Ele é o sabor de nossa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melhor expressão do Zen não é nada além da experiência desta vida e deste momento. A sabedoria é cultivada e alimentada pela meditação e pela atenção, simples e determinada. Sem níveis ou categorias, progresso ou medida, embelezamentos ou poderes, sem princípio nem fim, o shikantaza é a prática derradeira de experimentar a simplicidade do silêncio do agora. Os únicos sons de nossa luta são o movimento da respiração e a batida do coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educado por um pai exigente e rigoroso, um tradicional médico chinês que vivia em uma região não asiática da Califórnia, Kwong-roshi foi submetido a uma disciplina rígida e a uma educação estoica. Em meio a essa rotina exigente, Kwong-roshi começou a explorar a liberdade e o oásis temporário da arte, mergulhando no Zen dos Beats.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando frequentava o San Jose State College, Kwong-roshi teve uma dupla experiência do despertar: ao encontrar Laura, sua alma gêmea e futura esposa, e ao sofrer um acidente de carro que o levou a afastar-se da vida acadêmica e a mergulhar em sua prática zen. Essa prática era na época moldada pelo estereótipo beat de uma iluminação boêmia e de uma vida sem preocupações. Distanciando-se da infância rigorosa e estoica, e ainda mais distante da prática estrita e formal da escola Soto-Zen que em breve o definiria, Kwong-roshi continuou sua exploração da ênfase romântica que a Geração Beat dava à iluminação, kensho, ignorando por completo a prática rotineira e diária que caracterizaria as futuras gerações de praticantes zen nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwong imaginava encontrar tradicionais esteiras de bambu e fileiras de almofadas de meditação (zabutons e zafus) alinhando-se no centro zen de Shunryu Suzuki, mas o que viu foram apenas fileiras de bancos de igreja em um prédio decadente. O que Kwong pensou consigo próprio era que aquilo lembrava as escolas dominicais, e, quando Suzuki-roshi entrou na sala, “fiquei pensando como aquilo era muito formal. Ele olhou para mim e nem mesmo me virei para retribuir. Meu ego era enorme. Esperei que chegasse ao altar, mas quando olhei estava apenas arrumando as flores, e disse para mim mesmo: ‘Isso é muito formal’ ”. Em contraste direto com a Geração Beat, a ênfase que o Zen formal dava ao rotineiro e ao ritual era vista como excêntrica e falsa. Mas a natureza compassiva de Suzuki-roshi e sua mente zombeteira logo começaram a atrair e converter mais Beats para a prática formal — uma prática na qual a liberdade é conquistada primeiro pela atenção à forma e à disciplina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zen excêntrico da comunidade monástica era confinador e implacável, quando comparado ao Zen fluido e não ortodoxo da Geração Beat. No entanto, o que constitui um Zen excêntrico? É o ritual estoico dos centros e mosteiros zen que torna excêntrica uma prática e a destitui de sentido? O ritual vazio e o incenso rançoso de costumes em decadência servem apenas para confinar e sufocar a liberação e a liberdade? A adesão estrita à forma fornece um horizonte falso com o qual o praticante se mede. Como se espreitássemos pela proa de um navio com a esperança de vislumbrar uma costa distante, tudo o que alcançamos é uma tênue fileira de nuvens que fornece a forma e o contorno de montanhas e vales — um oásis vazio em um deserto silencioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zen excêntrico da Geração Beat era livre e irrestrito quando comparado à disciplina e ao ritual monásticos. Loucos e espontâneos, os Beats recusavam a forma e não criaram nenhuma ilusão de estrutura. Mas, sem vigor ou sem uma estrutura, os salões e cafés ofereceriam apenas um nevoeiro de fumaça e regozijo que parodiava a liberação. A verdadeira liberação não é finita, nem pode ser atingida apenas pela compreensão espontânea. Exige disciplina da mente e do corpo. É ao sentar-se em silêncio que um praticante conduz o bote para a outra margem. E não a dança de marinheiros embriagados em torno de uma embarcação à deriva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Zen não tem nada a ver com a prática rígida dos mosteiros, nem com a espontaneidade dos Beats. Cultivar o dharma requer grande empenho, grande fé e grande dúvida. As sementes podem ser plantadas pela confusão, pela mudança e pelo desespero, ou pela alegria, pela liberdade e pela estase. Genjoji, ou “O Caminho da vida Cotidiana”, templo de Kwong-roshi, invoca o estilo particular de ensinar de Kwong-roshi, assim como a verdadeira prática do Zen — o empenho honesto e uniforme. Simples, rígido e forte. É quando aprendemos que a batida de nosso próprio coração, acalmada pela prática, corresponde à batida do coração tanto da disciplina monástica como da liberdade Beatnik que transcendemos a ilusão e entramos na prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aprendemos a verdadeira intimidade e o verdadeiro Zen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas palavras de Kwong-roshi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando cultivamos nossa compreensão e nos tornamos conscientes do que estamos fazendo, e de fato vemos o que está acontecendo em nós mesmos e ao nosso redor [...] não temos de esperar até conseguirmos sentar em lótus completo, ou até que pratiquemos por dez ou vinte anos, como se somente então algo fosse acontecer. Alguns de nós se sentam com as pernas cruzadas, outros em meio lótus, outros em lótus completo, outros em estilo birmanês ou em uma cadeira. Essas são apenas visões diferentes de uma mesma lua. Algumas pessoas pensam que uma forma é melhor do que outra, mas isso não é verdade. Somos realmente como a lua: qualquer quantidade de luz cria um halo completo.” (Kwong-roshi, Nenhum começo, nenhum fim: o coração derradeiro do Zen [No beginning, no end: the ultimate heart of Zen])&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://magazine.dharma.art.br/2010/04/celebracao-e-compromisso/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5828986798240989217?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5828986798240989217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5828986798240989217' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5828986798240989217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5828986798240989217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/07/verdadeira-intimidade-do-zen.html' title='A verdadeira intimidade do Zen'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8101282972892852599</id><published>2010-07-22T14:42:00.002-03:00</published><updated>2010-07-22T14:42:37.984-03:00</updated><title type='text'>Jakusho Kwong-roshi e Chögyam Trungpa</title><content type='html'>Jakusho Kwong-roshi e Chögyam Trungpa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bill Scheffel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Herdeiro no dharma de Shunryu Suzuki-roshi, Jakusho Kwong-roshi, que no passado teve o nome de Bill Kwong, fundou o Sonoma Mountain Zen Center em 1973. Ao longo de seu caminho, essa fundação exigiu tenacidade e coragem consideráveis, ocorreu através de uma série de acidentes, desafios, uma luta contra um câncer nos testículos e, sem dúvida, pelas bênçãos inexoráveis de Dōgen e de outros precursores do Soto-Zen. Shinko, esposa de Kwong-roshi (que no passado teve o nome de Laura), também desempenhou um papel essencial nessa fundação, um projeto realizado centavo por centavo, com uma grande horta orgânica e muito trabalho, árduo, disciplinado e ao mesmo tempo alegre. Roshi e Shinko criaram uma família com quatro rapazes na casa adjacente ao centro zen. Igualmente impressionante, mantiveram-se firmes, simplesmente administrando o centro zen década após década, com um pequeno grupo de residentes, com a cozinha sempre abastecida, a horta crescendo, a biblioteca aberta e, é claro, praticando no zendo todos os dias, começando às 5 da manhã com o serviço matinal e o zazen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem sabido que o Zen inclui esse tipo de trabalho duro. Dar atenção às tarefas necessárias e mundanas da vida diária (com humor!) é uma expressão de amor, uma invocação dos dralas, e também o caminho de Dōgen, o fundador da escola Soto-Zen, que esboçou regras não apenas para o zendo como também para banheiros e cozinhas. É fácil notar como o Sonoma Mountain Zen Center segue os conselhos transcendentais e comuns de Dōgen mesmo quando todo o aparato está ocioso. Se a cozinha está vazia, isso também significa que ela está limpa, na medida em que nunca se deixa a louça para ser lavada no dia seguinte; ao comer, todos — incluindo Roshi e Shinko — lavam, enxugam e guardam o que usaram até que todas as tigelas estejam empilhadas, todos os escorredores, impecáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as suas soluções ainda contêm problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos momentos em perigo em um navio à deriva&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Repentinamente vemos seus olhos sobre nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não nos aprovem inteiramente tal como somos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim estão de acordo conosco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kwong-roshi costuma citar o caminho do mestre Zen, “Um engano contínuo” (outra forma de solução que ainda contém problemas). Kwong-roshi talvez tenha recebido um bote salva-vidas maior do que a maioria de nós; afinal, foi escolhido para ser um herdeiro no dharma — o que é um privilégio e um incentivo! Suzuki-roshi deve ter enxergado em Bill Kwong alguém que não tinha o interesse de desperdiçar sua vida. Então atirou para ele aquele bote salva-vidas, aquela pedra de moinho. Chögyam Trungpa surgiu muitas vezes na vida de Kwong-roshi como se dissesse: “Você pode carregá-lo, você pode flutuar”. Aos 72 anos, Kwong-roshi é alguém que devemos procurar se queremos ver essa qualidade genuína, esse humor, essa coragem em ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://magazine.dharma.art.br/2010/04/celebracao-e-compromisso/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trad. Carlos A. Inada&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8101282972892852599?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8101282972892852599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8101282972892852599' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8101282972892852599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8101282972892852599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/07/jakusho-kwong-roshi-e-chogyam-trungpa.html' title='Jakusho Kwong-roshi e Chögyam Trungpa'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5380259988141360722</id><published>2010-07-08T08:55:00.002-03:00</published><updated>2010-07-08T08:55:34.539-03:00</updated><title type='text'>peregrinação</title><content type='html'>Peregrinação – Dai Eki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurando a primavera o dia todo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não a encontrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apoiando-me em meu bastão,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;atravessei montanhas e montanhas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e voltando para casa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;segurei um galho de ameixeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali a encontrei: florescia em sua ponta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dai Eki&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;poeta chinês do período Sung (960-1279)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5380259988141360722?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5380259988141360722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5380259988141360722' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5380259988141360722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5380259988141360722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/07/peregrinacao.html' title='peregrinação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7948489850962502514</id><published>2010-06-16T09:19:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T09:19:26.056-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='meus textos'/><title type='text'>conversa</title><content type='html'>- Toda noite é a mesma coisa, chego em casa e tenho que dar carinho aos gatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual o problema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É que eles não gostam muito...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eles fogem, ontem até me atacaram, veja as marcas das unhas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pensei que todos gostassem de carinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Os meus não. E hoje vai ser pior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Terei que dar banho neles também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quer minhas luvas emprestadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode ser. Me empresta o capacete também?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7948489850962502514?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7948489850962502514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7948489850962502514' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7948489850962502514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7948489850962502514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/06/conversa.html' title='conversa'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5952362307603842579</id><published>2010-05-10T15:34:00.003-03:00</published><updated>2010-11-18T13:56:50.072-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Beat'/><title type='text'>Gary Snider</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/S-hRkzfAk1I/AAAAAAAAAHg/9s2Vv8mRIMU/s1600/gary_snyder.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/S-hRkzfAk1I/AAAAAAAAAHg/9s2Vv8mRIMU/s320/gary_snyder.jpg" tt="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Todos nós aprendemos com o mesmo professor - a realidade… pôr as crianças na perua escolar todas as manhãs é tão difícil quanto cantar os sutras no salão do Buda nas manhãs frias. Uma coisa não é melhor que a outra, as duas podem ser aborrecidas e ambas têm a virtuosa qualidade da repetição. A repetição e seus bons resultados transformam as atividades da vida no caminho.”&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Gary Snider&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5952362307603842579?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5952362307603842579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5952362307603842579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5952362307603842579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5952362307603842579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/05/todos-nos-aprendemos-com-o-mesmo.html' title='Gary Snider'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/S-hRkzfAk1I/AAAAAAAAAHg/9s2Vv8mRIMU/s72-c/gary_snyder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1568340731196103734</id><published>2010-05-07T13:37:00.000-03:00</published><updated>2010-05-07T13:37:26.715-03:00</updated><title type='text'>A artede ler</title><content type='html'>Gostei tanto deste texto que resolvi postá-lo aqui. Foi escrito por Carlos Aveline que é irmão do querido Lama Padma Samten. O original está em &lt;a href="http://www.filosofiaesoterica.com/"&gt;http://www.filosofiaesoterica.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;A Arte de Ler&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Jeito Misterioso de Falar em Silêncio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Cardoso Aveline&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura é uma forma de magia. Lendo, deixamos de lado as limitações da vida cotidiana, a nossa consciência se expande e podemos visitar lugares e tempos diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A boa leitura provoca experiências místicas e rompe os muros da mediocridade. Nos livros, impressos ou online, vivemos pessoalmente os acontecimentos mais inspiradores de todas as épocas. Conhecemos santos, reis e filósofos da antiguidade. Podemos saber o que disseram Jesus Cristo na Palestina e Gautama Buda no continente indiano. Revivemos guerras e revoluções e percebemos que o passado da humanidade é o mesmo da nossa alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando descobrimos a delícia de ler, nosso aprendizado na vida adquire proporções ilimitadas. Mas isso não é tudo. A palavra escrita também é um instrumento revolucionário. Ela desperta as consciências, revoluciona o espírito humano, derruba governos corruptos e provoca grandes transformações sociais. O escritor argentino Jorge Luís Borges escreveu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dos instrumentos do homem, o livro é, sem dúvida, o mais assombroso. Os demais são extensões do corpo. O microscópio, o telescópio, são extensões da sua vista; o telefone é extensão da sua voz; depois temos o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é extensão da memória e da imaginação.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que o ato de ler tem seus perigos. Há livros que nos libertam da ignorância, mas há leituras que são inúteis ou até prejudiciais. O bom gosto e o critério correto são armas indispensáveis na hora de escolher textos. E, feita a escolha, há maneiras certas e erradas de ler a obra preferida. Para Jorge Luís Borges, “colocar um livro nas mãos de um ignorante é tão perigoso como pôr uma espada nas mãos de uma criança.” Segundo ele, a função do livro “não é revelar-nos as coisas, mas, simplesmente, ajudar-nos a descobri-las”. [1] Assim, não devemos acreditar supersticiosamente em tudo que lemos. A palavra escrita é apenas um instrumento decisivo para que encontremos a verdade por nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensador chinês Lin Yutang escreveu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A leitura foi sempre contada entre os encantos da vida culta e é respeitada e invejada por aqueles que raramente ou nunca se concedem esse privilégio. (...) O homem que não tem o costume de ler está aprisionado num mundo imediato, em relação ao tempo e espaço. Sua vida cai numa rotina fixa: acha-se limitado ao contato e à conversa com alguns poucos amigos e conhecidos, e só vê o que acontece na vizinhança imediata. Mas quando toma em suas mãos um livro, penetra em um mundo diferente e, se o livro é bom, vê-se imediatamente em contato com um dos melhores conversadores do mundo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Lin Yutang prosseguiu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A melhor leitura é a que nos leva a esse mundo contemplativo, e não a que se ocupa unicamente dos fatos. Considero que não se pode chamar leitura a essa tremenda quantidade de tempo que se perde com os jornais, pois os leitores de jornais se preocupam antes de tudo em obter notícias sobre fatos e acontecimentos.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura profunda é meditativa. Ela ocorre naturalmente, porque é movida pelo princípio do prazer e não por alguma exigência externa. “Todo aquele que lê um livro como quem cumpre uma obrigação” ― lembra Lin Yutang ― “faz isso porque não compreende a arte da leitura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os textos têm sabores, assim como as comidas. E cada leitor tem o seu paladar próprio. “A forma mais correta de comer é, afinal de contas, comer o que nos agrada”, diz Yutang, “porque só então se poderá ter segurança da digestão. Quando se lê, como quando se come, o que faz bem a um pode matar o outro. O mestre não pode forçar seus alunos a gostarem do que agrada a ele como leitura, e um pai não pode esperar que os filhos tenham o mesmo gosto que ele. E se um leitor não tem prazer com o que lê, perde o seu tempo.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os nossos verdadeiros interesses intelectuais crescem de modo natural, como uma árvore que sabe buscar a luz e os nutrientes. Nossa vontade de ler flui como um rio. Quando há um obstáculo, a água o desvia e segue pelo caminho mais fácil. A curiosidade do leitor, como a água, avança pelo critério da afinidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Considero o descobrimento do autor favorito de cada um como o momento definitivo da sua evolução espiritual”, explica Yutang. “Há algo que se chama afinidade de espíritos, e, entre os autores antigos e modernos, devemos procurar aquele cujo espírito é semelhante ao nosso. Só dessa maneira podemos tirar real proveito da leitura.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As afinidades mais profundas da alma ultrapassam as barreiras de tempo e lugar. Lin Yutang destaca: “Há sábios que viveram em épocas diferentes, separados por muitos séculos, mas com maneiras de pensar e de sentir tão semelhantes que, ao se encontrarem nas páginas de um livro, pareciam uma única pessoa que encontrava a própria imagem.” [2]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças aos livros e à internet, podemos ter alguns dos maiores sábios da humanidade como amigos e conselheiros — e conviver com eles interiormente. Essa amizade sem fronteiras estabelece um contato vivo entre a consciência divina presente em nós e a consciência divina que há na alma dos bons autores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o livro que contém sabedoria é o melhor espelho do homem – um espelho em que se reflete nosso eu imortal, nosso potencial para o bem e nosso rosto espiritual. Diferentes leituras despertam distintos aspectos do ser humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O livro que traz sabedoria é sempre um instrumento que faz o espírito avançar em direção à luz, mas há várias maneiras de utilizá-lo. É possível ler rapidamente e sem compromisso, para obter uma idéia geral do que há na obra. Pode-se usar um livro como material de consulta e como recurso para pesquisas eventuais. E pode-se ler um livro em profundidade e meditativamente, testando em nossa vida diária as verdades que ele traz e renovando nossa experiência concreta com o material que ele contém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas leituras são exercícios de ioga e contemplação. Pouco antes de morrer, a escritora russa Helena Blavatsky disse que, ao ler sobre filosofia esotérica, o estudante deve manter presentes três idéias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)A primeira é a unidade fundamental de tudo o que existe. Essa unidade interior não nega, mas, ao contrário, alimenta e reforça a diversidade externa da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) A segunda idéia é que não há matéria morta ou inanimada no universo. Tudo está em movimento, tudo tem vida. A Lei Universal e a Inteligência Cósmica estão presentes no movimento de cada átomo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)A terceira idéia é que o homem é o microcosmo. Cada ser humano é uma miniatura do universo e está em relação dinâmica com todo ele. [3]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É possível manter estas três idéias em nossa consciência não só enquanto lemos um livro, mas em todos os momentos da vida. Olhar o mundo é a mesma coisa que ler a natureza. Podemos estar em contato consciente com o universo enquanto agimos nas situações concretas da vida. Sugerindo algo parecido, a brasileira Cecília Meireles escreveu em um dos seus poemas: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sejas o de hoje. Não suspires por ontens... Não queiras ser o de amanhã. Faze-te sem limites no tempo. Vê a tua vida em todas as origens. Em todas as existências. Em todas as mortes. E sabe que serás assim para sempre. Não queiras marcar a tua passagem. Ela prossegue: é a passagem que se continua. É a tua eternidade... É a eternidade. És tu.” [4] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro extremo do mundo, ao abordar a leitura como um modo mágico de olhar a vida, um mestre zen-budista escreveu: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo que pode ser escrito em um livro, tudo que pode ser dito – tudo isso é pensamento. Se você está pensando, então todos os livros de Zen, todos os sutras budistas e todas as Bíblias são como palavras do demônio. Mas se você ler com uma mente que está livre de todo pensamento, então os livros de Zen, sutras e Bíblias são todos verdadeiros. Assim também são o latido de um cão ou o canto do galo; todas as coisas estão ensinando algo a você a cada momento, e esses sons são ensinamentos ainda melhores do que os livros de zen-budismo. O Zen existe quando se mantêm a mente livre do pensamento.” [5]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura de um bom livro nos enriquece. Especialmente quando lemos sem pressa. É válido parar para pensar, e principalmente para interromper o pensamento. É importante, de tempos em tempos, suspender a leitura entre uma frase e outra e meditar deixando o olhar perdido em um ponto qualquer do espaço. É por isso que Jorge Luis Borges confessou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Creio que uma forma de felicidade é a leitura; outra forma de felicidade menor é a criação poética, ou o que chamamos de criação, que é uma mistura de esquecimento e de lembrança do que lemos antes. Emerson coincide com Montaigne no fato de que devemos ler unicamente o que nos agrada, que um livro tem que ser uma forma de felicidade.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mera presença de um bom livro em nossa casa pode irradiar uma misteriosa influência benigna. Já velho e cego, Borges contou o seguinte durante uma das suas palestras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu continuo brincando de não ser cego, continuo comprando livros, continuo enchendo minha casa de livros. Outro dia me deram de presente uma edição de 1966 da Enciclopédia de Brokhause. Eu senti a presença desse livro em minha casa, eu a senti como uma espécie de felicidade. Ali estavam os vinte e tantos volumes com uma letra gótica que não posso ler, com os mapas e gravuras que não posso ver; e, no entanto, o livro estava ali. Eu sentia como uma gravitação amistosa do livro. Penso que o livro é uma das formas possíveis de felicidade que os homens possuem.” [6] &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrever é um jeito misterioso de falar em silêncio. Por outro lado, ler é uma maneira sutil de ouvir o que não tem som. Quando alguém não consegue ler um texto com atenção plena, a razão disso é a sua incapacidade de ouvir em um nível mais profundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para fugir do “barulho” das suas emoções ansiosas, o cidadão moderno costuma apelar para o rádio, a televisão, a conversa fiada ou a música ruidosa. Só quando confronta o vazio e a solidão ele tem acesso ao acompanhamento mágico e completo que surge durante a leitura atenta de um bom texto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então não importa se você está em pé em um ônibus lotado ou sentado sob uma árvore; se dispõe de silêncio e sossego ou há ruídos a seu redor. Você aproveita cada momento para ler o texto que expande e liberta a sua consciência. Ler é um ato de desapego em relação ao mundo externo. É um ato de liberdade pessoal – e de compromisso com a verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(1) Borges, Oral, Jorge Luís Borges, Emecé Editores, Buenos Aires, 1979, 105 pp. Veja, respectivamente, as pp. 13 e 16.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(2) A Importância de Viver, de Lin Yutang, Editora Globo, 1963, tradução de Mário Quintana, 360 pp., ver pp. 302 a 305.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(3) Fundamentos da Filosofia Esotérica, Helena P. Blavatsky, Editora Teosófica, Brasília, 90 pp., ver pp. 83-85.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(4) Poesia Completa, Cecília Meireles, Ed. Nova Fronteira, RJ, dois volumes. Veja a obra “Cânticos', de 1927, no volume I, pp. 121-122, poema II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(5) 365 Zen Daily Readings, de Jean Smith, HarperSanFrancisco, Califórnia, EUA, p. 145. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(6) Borges, Oral, obra citada, pp. 22 e 23.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1568340731196103734?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1568340731196103734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1568340731196103734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1568340731196103734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1568340731196103734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/05/artede-ler.html' title='A artede ler'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5701750361322191773</id><published>2010-03-09T14:48:00.002-03:00</published><updated>2010-03-09T14:48:57.639-03:00</updated><title type='text'>As Cinco Cores da Compaixão</title><content type='html'>Na filosofia budista as palavras amor e compaixão denotam sentimentos e atitudes que vale a pena conhecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que alguém olha para uma planta que se encontra num vaso dentro da casa. Pelo olhar compassivo, em vez observar se gosta dela ou não, pergunta como é que ela se sente sem a luz do sol, a água da chuva e sem as suas plantas amigas e companheiras. Quando olhamos uma planta pensando se gostamos ou não, nossa mente opera obstruída pela sensação de gostar ou não gostar. Uma inteligência maior é olharmos para aquela planta perguntando do que ela necessita. E mais do que isso, nós podemos olhá-la e ver com os olhos do bom jardineiro quais as flores e frutos que essa planta tem escondidas dentro dela, e que ela mesma não sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma, podemos olhar o outro e ver o que afeta a sua existência, para nos manifestarmos de forma positiva para remover os obstáculos, isso é compaixão. Para promover as qualidades positivas, isso é amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cinco Dhyani Buddhas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Através de cinco cores nós podemos praticar a compaixão. A primeira é a azul. Através dessa cor nós olhamos para o outro e o acolhemos, e também perguntamos, quais as flores e frutos escondidos nesse ser. Temos a compaixão amarela, de um amarelo-dourado, que significa generosidade, riqueza, meios. Então, quando vamos ajudar alguém nós podemos não somente ouvi-lo, entendê-lo, aspirar o bem, mas podemos eventualmente fazer algo mais. Vamos supor, como acontece lá no sul, de tanto em tanto, que o rio subiu e a casa foi destruída. A gente pode visitar o desabrigado e dizer: você não se preocupe tanto... isto passa. É uma boa ajuda, mas com a cor amarela podemos auxiliar para que passe mais rápido, oferecendo um suporte prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois temos a cor vermelha, que simboliza o eixo. Ela vem da sedução, daquilo que nos encanta. Então, que possamos produzir no outro um encantamento positivo, um eixo positivo. Assim, a cor vermelha vai nos ajudar a dizer àquela pessoa que é melhor não reconstruir a casa no mesmo lugar porque o rio pode subir de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, muitas vezes não basta que a gente ajude o outro a reconstruir, mas que o ajude a fazê-lo numa situação melhor. Para isso precisamos da sabedoria dos eixos. Para os nossos filhos não podemos abdicar disso. Não precisamos impor os eixos, eles não são impostos. Mas se dissermos: eu não devo ajudar o outro a criar uma estrutura positiva, um referencial positivo, estaríamos nos omitindo e isso seria uma atitude sem compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é muito necessário que a gente repita as palavras dos grandes mestres, que viva essas palavras, estude isso e entenda, e possa ajudar os outros a compreender como viver melhor. Se não ajudarmos ou outros nesse sentido, isso será uma falha da nossa compaixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto não bastam essas três formas. Há um momento em que vemos uma criança puxando uma toalha com uma leiteira de leite fervente em cima. Se não gritarmos, a criança puxa e se queima. Quando gritamos nós não nos opomos à criança. Nós estamos a favor dela. Quando dizemos, não faça isso, nós interrompemos uma ação negativa. Então muitas vezes é necessário manifestar o que se chama a cor verde. No budismo isso é chamado “a família karma”, onde vemos a negatividade surgindo e a obstruímos. Nós nos impomos diante da negatividade, interrompendo-a. Não somos contra a pessoa, somos a seu favor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E há ainda a cor branca, a culminância da compaixão, porque ainda que eu acolha, ainda que propicie meios, ainda que ofereça eixos, ainda que obstaculize a negatividade, se não revelar a natureza ilimitada, não tive a compaixão, a generosidade, a amorosidade de descobrir essa natureza ilimitada e oferecer às outras pessoas, então as outras compaixões são muito menores, são quase sem sentido. O que dá sentido à vida é que todos marchamos para a consciência da natureza última e vivemos inseparáveis disso. A nossa vida não teria culminância, não teria completude, sem a cor branca em que nós reconhecemos a natureza ilimitada. Então, a compaixão maior é podermos oferecer aos outros essa natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lama Padma Samten&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5701750361322191773?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5701750361322191773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5701750361322191773' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5701750361322191773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5701750361322191773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/03/as-cinco-cores-da-compaixao.html' title='As Cinco Cores da Compaixão'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-493246404194441803</id><published>2010-02-22T14:18:00.000-03:00</published><updated>2010-02-22T14:18:57.860-03:00</updated><title type='text'>conversa fiada</title><content type='html'>É uma tarde de calor. O ventilador provoca um ruido hipnótico. As palpebras pesam. O café auxilia mas traz um certo enjoo, deixa um gosto ruim na boca. As cigarras cantam desesperadas, talvez seja a ultima chance. Alguns insetos barulhentos, talvez sejam grilos. Por que estou escrevendo isso? &lt;br /&gt;Nada melhor que algumas atividades sem sentido.&lt;br /&gt;Nesta pasmaceira de final de fevereiro sei que deveria estar tentando salvar o mundo de si mesmo. As pessoas olham as vitrines. Suas mentes brilham um pouco mais. Os sapatos estão lá, as bolsas também, os sonhos, todos eles, lá estão. Não deveria publicar o primeiro impulso? O primeiro motivo é querer estender a mão. Não há nada entre os dedos, apenas imaginação. Você poderia ficar quieto pelo menos um instante para que eu feche os olhos e veja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-493246404194441803?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/493246404194441803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=493246404194441803' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/493246404194441803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/493246404194441803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/02/conversa-fiada.html' title='conversa fiada'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8842209179122813421</id><published>2010-01-14T08:34:00.003-02:00</published><updated>2010-01-14T08:40:19.295-02:00</updated><title type='text'>Leituras de textos do monge Tokuda</title><content type='html'>Tetsu Gikai Zenji perguntou a Kenji Zenji "O que é o caminho?"&lt;br /&gt;Ele respondeu "A mente comum é o caminho."&lt;br /&gt;O mestre disse "Isto não é suficiente, diga-me um pouco mais."&lt;br /&gt;Keizan respondeu "É como a pedra preta da montanha de Konron que voa na noite escura."&lt;br /&gt;O mestre disse "Não é suficiente, diga mais alguma coisa."&lt;br /&gt;Keizan respondeu "Quando tenho chá, bebo chá, quando tenho arroz, como arroz."&lt;br /&gt;Tetsu Gikai aceitou esta resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8842209179122813421?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8842209179122813421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8842209179122813421' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8842209179122813421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8842209179122813421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2010/01/leituras-de-textos-do-monge-tokuda.html' title='Leituras de textos do monge Tokuda'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-139322592863138174</id><published>2009-09-13T08:58:00.000-03:00</published><updated>2009-09-13T09:00:49.989-03:00</updated><title type='text'>Regras de Vida</title><content type='html'>De manhã, antes de vestir-se, acenda incenso e medite.&lt;br /&gt;Coma a intervalos regulares e deite-se a uma hora regular.&lt;br /&gt;Coma sempre com moderação e nunca até ficar plenamente satisfeito.&lt;br /&gt;Receba as suas visitas com a mesma atitude que tem quando está só.&lt;br /&gt;E, quando só, mantenha a mesma atitude que tem quando recebe visitas.&lt;br /&gt;Preste atenção ao que diz e, o que quer que diga, pratique-o.&lt;br /&gt;Quando uma oportunidade chegar, não a deixe passar,mas pense sempre duas vezes antes de agir.&lt;br /&gt;Não se deixe perturbar pelo passado. Olhe para o futuro.&lt;br /&gt;A sua atitude deve ser a de um herói sem medo,mas o coração deve ser como o de uma criança, cheio de amor.&lt;br /&gt;Ao retirar-se, ao fim do dia, durma como se tivesse entrado no seu último sono.&lt;br /&gt;E, ao acordar, deixe a cama para trás,instantaneamente,como se tivesse deitado fora um par de sapatos velhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Soyen Shaku  (1859-1919)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-139322592863138174?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/139322592863138174/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=139322592863138174' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/139322592863138174'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/139322592863138174'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2009/09/regras-de-vida.html' title='Regras de Vida'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6330572560777490914</id><published>2009-09-11T14:35:00.000-03:00</published><updated>2009-09-11T14:37:50.398-03:00</updated><title type='text'>Um, dois, três</title><content type='html'>Uma anedota&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primo de um aluno meu, nos anos em que Kennedy havia criado aquela força de paz para enviar ao chamado “Terceiro Mundo” foi realizar uma tarefa docente em um pequeno povoado da África. Mas não queria ensinar às crianças nada do que sabia, porque considerava um ato de colonialismo. A única coisa que aceitou fazer foi dar aulas de ginástica. Um dia, chegou diante das crianças com uma caixa de balas e não sei o que mais. Todas as crianças esperavam esse jovem alto, bom, grande. E o jovem americano lhes disse: “Olhem aquela árvore ali, a cem ou duzentos metros; eu vou contar ‘Um, dois, três’ e vocês vão começar a correr. Quem ganhar terá os prêmios merecidos.” Os sete ou oito meninos do povoado estavam nervosos. Ele disse ‘um, dois, três’ e todos os meninos do povoado deram-se as mãos e correram juntos: queriam dividir o prêmio. Sua felicidade era a felicidade de todos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6330572560777490914?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6330572560777490914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6330572560777490914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6330572560777490914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6330572560777490914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2009/09/um-dois-tres.html' title='Um, dois, três'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3641454596130419081</id><published>2009-09-10T09:34:00.001-03:00</published><updated>2009-09-10T09:36:19.054-03:00</updated><title type='text'>Principios para a Prática da Plena Consciência</title><content type='html'>Princípios Para a Prática da Plena Consciência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Traduzido do livro de Thich Nhat Hanh, Transformation and Healing –Sutra On The Four Establishments of Mindfulness, Capítulo VI,Parallax Press. Tradução: Samuel Cavalcante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Os Dharmas São Mente&lt;br /&gt;Todos os dharmas – físicos, fisiológicos e psicológicos – são objetos da mente, mas isso não significa que eles existam separadamente (da mente). Todos os Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência – corpo, sensações, mente e dharmas – são objetos da mente. Como a mente e os dharmas são um, ao observar seus objetos, a mente é essencialmente mente observadora. A palavra dharma no budismo é entendida como significando tanto o objeto quanto o conteúdo da mente. Os dharmas são classificados em doze reinos (em sânscrito, ayatanas). Os primeiros seis são os órgãos do sentido: olhos, ouvido, nariz, língua, corpo e mente. Os seis restantes são: forma, som, cheiro, gosto, tato e dharmas. Os dharmas são os objetos da mente assim como os sons são os objetos dos ouvidos. O objeto da cognição e o sujeito da cognição não existem independentemente um do outro. Tudo o que existe tem que emergir da mente. A melhor maneira de expressar essa verdade é “Tudo é apenas mente. Todas as coisas são somente consciência”, conceito que se desenvolveu na escola Vijñanavada do Budismo Mahayana.Nas tradições do Budismo do Sul, a idéia da mente como fonte de todos os dharmas também é muito clara. O termo cittasamutthana (o que emerge da mente) e o termo cittaraja (nascido da mente) são freqüentemente usados nos escritos do Abhidhamma em Páli. No Patthana (equivalente ao sânscrito Mahapakarana) encontramos a frase cittam samutthanam ca rupanam (“e a mente é o ponto de emergência das formas”).O objeto de nossa observação consciente pode ser a nossa respiração ou nosso dedo do pé (objeto fisiológico), uma sensação, uma percepção (objeto psicológico) ou uma forma (objeto físico). Seja o fenômeno que observamos fisiológico, psicológico ou físico, sabemos que ele não é separado da nossa mente e é substância única com ela. A mente pode ser entendida como individual e coletiva. Os ensinamentos da Escola Vijñanavada dizem de maneira clara. Precisamos evitar a noção de que o objeto que observamos é independente de nossa mente. Temos que nos lembrar que esse objeto se manifesta a partir de nossa consciência individual e coletiva. Nossa mente observadora é também um fenômeno que se manifesta devido à consciência. Observamos de modo a que nossa mão direita tome a nossa mão esquerda e se tornem um.&lt;br /&gt;2. Observar é ser um com o objeto da observação&lt;br /&gt;O sujeito de nossa observação é a nossa plena consciência, a qual também emana da mente. A plena consciência tem a função de iluminar e transformar. Quando, por exemplo, a nossa respiração é objeto da nossa plena consciência, ela se torna respiração consciente. A plena consciência joga sua luz sobre nossa respiração, transforma o esquecimento embutido nela em plena consciência e dá a ela sua qualidade de calma e cura. Nosso corpo e nossas sensações também são iluminados e transformados sob a luz da consciência. A plena consciência é a mente observadora, mas ela não fica fora do objeto de observação. Ela vai diretamente no objeto e se torna um com ele. Justamente porque a natureza da mente observadora é a plena consciência, ela não se perde no objeto, mas o transforma ao iluminá-lo, como faz a luz penetrante do sol ao transformar árvores e plantas.Se quisermos ver e compreender, teremos que penetrar e se tornar um com o objeto. Se ficarmos fora do objeto para observá-lo, não poderemos vê-lo e entendê-lo. O trabalho de observação é um trabalho de penetrar e transformar. É por isso que o Sutra (Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) diz “observar o corpo no corpo, observar as sensações nas sensações, observar a mente na mente, observar os dharmas nos dharmas”. A descrição é muito clara. A mente da observação profunda não é meramente observadora, mas participante. Somente quando o observador é participante poderá haver transformação.Na prática chamada de observação una, a plena consciência já influencia o objeto da consciência. Quando chamamos uma inspiração de “inspiração”, a existência da nossa respiração se torna muito clara. A plena consciência já penetrou nossa respiração. Ao continuarmos a nossa observação consciente, não haverá mais dualidade entre observador e observado. Plena consciência e respiração são um. Nós e nossa respiração somos um. Se nossa respiração é calma, estamos calmos. Nossa respiração acalma o nosso corpo e nossas sensações. Este é o método ensinado no Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência e no Sutra Sobre a Plena Consciência da Respiração. Quando a nossa mente é consumida por um desejo ou por aquilo que observamos, a plena consciência não está presente. A respiração consciente alimenta a plena consciência e esta gera a respiração consciente. Quando a plena consciência está presente, não temos nada a temer. O objeto de nossa observação se torna vívido e sua fonte, origem e verdadeira natureza se tornam evidentes. É assim que ele (o objeto, NT) será transformado. Não terá mais o efeito de nos segurar.Quando o objeto de nossa observação consciente é totalmente claro, a mente que observa é também revelada completamente com grande clareza. Ver os dharmas claramente é ver a mente claramente. Quando os dharmas se revelam na sua verdadeira natureza, a mente obtém a natureza da mais alta compreensão. O sujeito e o objeto da cognição não são separados.&lt;br /&gt;3. A Mente Verdadeira e a Mente Ilusória São Um.&lt;br /&gt;“Mente Verdadeira” e “Mente Ilusória” são dois aspectos da mente. Ambas emergem da mente. A mente ilusória é a mente esquecida e dispersa que emerge do esquecimento. A base da mente verdadeira é a compreensão desperta, o qual emerge da plena consciência. A observação consciente revela a luz que existe na mente verdadeira, de modo que a vida poderá ser revelada em sua realidade. Sob esta luz, confusão se torna compreensão, visões errôneas se tornam visões corretas, miragens se tornam realidade e a mente ilusória se torna mente verdadeira. Uma vez que a observação consciente nasça, penetrará o objeto da observação, iluminá-lo-á e, gradualmente, revelará sua verdadeira natureza. A mente verdadeira emerge da mente ilusória. As coisas em sua verdadeira natureza e as ilusões são da mesma substância básica. É por isso que praticar é uma questão de transformar a mente ilusória e não buscar a mente verdadeira em outro lugar. Do mesmo modo como a superfície de um mar agitado e a de um mar tranqüilo são, ambas, manifestações do mesmo mar, a mente verdadeira não poderia existir se não houvesse a mente ilusória. No ensinamento das Três Portas da Libertação (em páli: vimokkhamukha), a ausência de meta (em sânscrito: apranihita) é uma das fundações para a realização. O que a ausência de meta quer dizer é que não devemos procurar algo fora de nós de nós mesmos. No Budismo Mahayana, o ensinamento da não-realização é a mais alta expressão da unidade entre a mente verdadeira e a mente ilusória.Se a rosa está a caminho de se tornar lixo, o lixo também está a caminho de se tornar uma rosa. Aquela que observa com discernimento verá o caráter não-dual da rosa e do lixo. Ela será capaz de ver que existe lixo na rosa e que existem rosas no lixo. Ela saberá que a rosa precisa do lixo para sua existência e que o lixo precisa da rosa, pois logo ela se tornará lixo. Portanto, ela saberá aceitar o lixo para transformá-lo em rosas e não sentirá medo quando a rosa murchar e se transformar em lixo. Este é o princípio da não-dualidade. Se a mente verdadeira (a rosa) pode ser descoberta no material bruto da mente ilusória (o lixo), então poderemos reconhecer a mente verdadeira na substância mesma da ilusão, na substância mesma da ilusão, na substância do nascimento e da morte.Libertar-se não é fugir ou abandonar os Cinco Skhandas, forma, sensações, percepções, formações mentais e consciência. Mesmo que nosso corpo seja cheio de impurezas e mesmo que o mundo seja da natureza da ilusão, isso não significa que para nos libertarmos tenhamos que fugir do nosso corpo ou do mundo. O mundo da libertação e da compreensão desperta vem diretamente deste corpo e deste mundo. Uma vez que a Correta Compreensão se realize, transcendemos as discriminações entre puro e impuro e entre objetos da percepção ilusórios e reais. Se o jardineiro for capaz de ver que a rosa vem diretamente do lixo, então o praticante no caminho da meditação poderá ver que o nirvana vem diretamente do nascimento e da morte, e não mais fugirá ou buscará o nirvana (fora de si mesmo, NT). “As raízes da aflição (em sânscrito: klesha) são as mesmas do estado desperto. O nirvana e o nascimento/morte são imagens ilusórias no espaço”. Esta citação expressa um profundo insight acerca da não-dualidade. A substância deste insight é a equanimidade ou o largar (to let go, NT. Em sânscrito: upeksha), uma das Quatro Mentes Incomensuráveis (também conhecida como as Quatro Moradas de Brahma, brahmaviharas em sânscrito, NT).O Buda ensinou muito claramente que não deveríamos nos apegar ao ser ou ao não-ser. Ser significa o reino do desejo. Não-ser significa o reino do niilismo. Libertar-se é tornar-se livre de ambos.&lt;br /&gt;4. O Caminho do Não-Conflito&lt;br /&gt;A realização da não-dualidade naturalmente leva à prática de oferecermos alegria, paz e não-violência. Se o jardineiro sabe lidar com o lixo orgânico sem conflito e nem discriminação, então o praticante de meditação também deveria saber como lidar com os Cinco Agregados sem conflito e nem discriminação. Os Cinco Agregados são a base do sofrimento e da confusão, mas também são a base da paz, da alegria e da libertação. Não deveríamos desenvolver uma atitude de apego ou aversão a eles. É claramente dito no Sutra (Acerca dos Quatros Estabelecimentos da Plena Consciência, NT) que o praticante faz a observação pondo de lado todo sentimento de apego e rejeição para com esta vida (vineyya loke abhijjha domanassam).Antes de realizar o estado desperto, Siddharta manteve práticas austeras, reprimindo seu corpo e suas sensações. Este tipo de método é violento por natureza e os resultados são sempre negativos. Depois desta fase, ele mudou e praticou a não-violência e o não-conflito em relação ao seu corpo e às suas sensações.O método ensinado pelo Buda no Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência claramente expressa o espírito da não-violência e do não-conflito. A plena consciência reconhece o que está acontecendo no corpo e na mente e continua a iluminar e observar em profundidade esses objetos. Durante essa prática, não há apego, busca ou repressão do objeto. Este é o verdadeiro significado do termo observação nua. Não há cobiça e nem rejeição. Sabemos que o nosso corpo e as nossas sensações somos nós mesmos e, portanto, não os reprimimos, pois se assim o fizermos estaremos reprimindo a nós mesmos. Ao contrário, aceitamos nosso corpo e nossas sensações. Aceitar não significa apegar-se. Ao aceitar, atingimos um grau de paz e compreensão. Paz e alegria surgem quando abandonamos as discriminações entre certo e errado; entre mente que observa e corpo observado (que costumamos dizer que é impuro); entre a mente que observa e as sensações que são observadas (que costumamos dizer que são dolorosas).Ao aceitarmos nosso corpo e nossas sensações, nós os tratamos de maneira terna e não-violenta. O Buda nos ensinou a praticar a plena consciência dos fenômenos fisiológicos e psicológicos para observá-los e não para suprimi-los. Quando aceitamos nosso corpo, fazemos as pazes com ele e acalmamos o seu funcionamento, sem sentirmos aversão, estamos seguindo os ensinamentos do Buda: “Inspirando, sou consciente de todo o meu corpo, expirando acalmo as funções do meu corpo” (Sutra Acerca dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência). Na observação feita enquanto meditamos, não nos transformamos num campo de batalha entre um lado bom e um lado mal. Se pudermos ver a não-dualidade da rosa e do lixo, das raízes da aflição e da mente desperta, não sentiremos mais medo. Aceitaremos essas aflições e as trataremos como as mães tratam os filho, conseguindo assim transformá-las.Quando reconhecemos as raízes da aflição em nós e nos tornamos um com elas, a possibilidade de nos enredarmos nelas ou não vai depender do estado da nossa mente. Quando estamos em estado de esquecimento, podemos ser apanhados por essas raízes transformando-nos nelas. Quando estamos conscientes, podemos ver claramente as raízes da nossa aflição e transformá-las. Portanto, é essencial ver as raízes de nossa aflição com plena consciência. Enquanto a lâmpada da plena consciência jorrar sua luz, as trevas serão transformadas. Precisamos nutrir a plena consciência em nós mesmos pela prática da respiração consciente, da escuta do sino, da recitação de gathas e de muitos outros meios hábeis.Precisamos de uma atitude de ternura e não-violência em relação ao nosso corpo. Não devemos olhar o nosso corpo apenas como um instrumento ou tratá-lo mal. Quando estamos cansados ou sentindo dor, nosso corpo está tentando nos dizer que ele não está feliz e nem tranqüilo. O corpo tem sua própria linguagem. Como praticantes da plena consciência, deveríamos saber o que o nosso corpo está querendo nos dizer. Se sentirmos muita dor nas pernas durante a meditação sentada, devemos sorrir e mudar a posição nossa posição lenta e gentilmente, com plena consciência. Não há nada de mal em mudar nossa posição. Não é perda de tempo. Enquanto a plena consciência for mantida o trabalho de meditação continua. Não devemos nos intimidar. Quando fazemos força demais não apenas perdemos a nossa paz e nossa alegria, perdemos também a plena consciência e a concentração. Nós praticamos a meditação sentada para sentirmos libertação, paz e alegria e não para nos tornarmos heróis capazes de agüentar dor.Também precisamos de uma atitude não-violenta em relação às nossas sensações. Quando somo conscientes de que somos as nossas sensações, não as negligenciamos e nem as oprimimos. Nós as abraçamos afetivamente com os braços da plena consciência, como uma mãe abraça seu filho recém-nascido quando ele chora. Uma mãe abraça o filho com todo o seu amor para que ele se sinta confortável e pare de chorar. A plena consciência, nutrida pela respiração consciente, tomas as sensações nos seus braços, torna-se um com elas, acalma-as e transforma-as.Antes de o Buda atingir a plena realização do caminho, tentou vários métodos que usavam a mente para suprimir a mente, mas nunca conseguiu. Foi por isso que ele terminou por escolher praticar de um modo não-violento. No Mahasaccaka Sutra (Madhyama Agama 36) o Buda nos diz:“Então pensei, por que não trinco meus dentes, pressiono a língua contra o céu da boca e utilizo a mente para reprimir a minha própria mente? Como um lutador que segura firmemente a cabeça ou o torço de alguém mais fraco e, para restringi-lo e coagi-lo, tem que segurá-lo todo o tempo sem relaxar nem um momento, assim trinquei meus dentes, pressionei minha língua contra o palato e usei minha mente para dominar e reprimir a minha mente. Ao fazer isso, fiquei banhado de suor. Apesar de não me faltar forças, e apesar de ter mantido a plena consciência sem cessar, meu corpo e minha mente não estavam em paz e senti-me exaurido por esses esforços. Esta prática causou outras sensações de dor, além das dores associadas às práticas austeras, e não fui capaz de domar minha mente”.Torna-se claro, a partir dessa passagem, que o Buda encarava esse tipo de prática como inútil. Apesar disso, a seguinte passagem foi inserida no Vitakkasanthana Sutra (Madhyama Agama 20), com o sentido oposto à intenção do Buda:“Da mesma forma que um lutador pega a cabeça ou o torço de alguém mais fraco, restringe-o e o coage e o segura sem relaxar um só momento, assim também um monge que medita para frear todos os pensamentos não-saudáveis de desejo e aversão, e eles continuam a emergir, deve trincar os dentes, pressionar a língua contra o palato e fazer o possível para usar sua mente para abater e derrotar sua mente”.A mesma passagem foi inserida no Sutra Acerca dos Quatro Fundamentos da Plena Consciência, que aparece como a segunda versão neste livro: “O praticante que observa o corpo enquanto corpo fecha seus lábios com força ou trinca seus dentes, pressiona sua língua contra o palato e usa sua mente para restringir e se opor à sua mente”. Esta passagem não aparece na maioria das versões do Sutra (observem a primeira e terceira versões), mas se acha também no Kayasmrti Sutra (Madhyama Agama 81) cujo conteúdo é bastante similar ao da segunda versão. Como os sutras foram, por séculos, transmitidos oralmente antes de serem registrados por escrito, esse tipo de erro era inevitável. É necessário fazer estudos comparativos dos sutras, à luz de nossa própria experiência de meditação, para ver o que é o material original e o que foi adicionado depois.&lt;br /&gt;5. Observação Não Significa Doutrinação&lt;br /&gt;Em centros budistas espalhados pelo mundo, ensina-se aos estudantes a recitação de frases do tipo “corpo é impuro, sensações são sofrimento, mente é impermanente, dharmas não possuem ego” enquanto observam os Quatro Estabelecimentos. O autor dessas linhas foi ensinado dessa maneira, quando era noviço, e sentiu que era um tipo de lavagem cerebral.O método dos Quatro Estabelecimentos da Plena Consciência é observar profundamente no espírito do “não-desejo e sem sentir repugnância“. A plena consciência não se apega, despreza, repreende ou reprime, desse modo a verdadeira natureza de todos os dharmas pode revelar-se à luz da observação consciente. Que a natureza impermanente, impura e sem identidade intrínseca de todos os dharmas tem por efeito causar sofrimento, pode ser vista enquanto observamos, não é por que repetimos fórmulas como essas acima de maneira automática. Quando olhamos em profundidade e vemos a natureza de todos os dharmas, eles se revelarão por si mesmos.Se repetirmos mecanicamente, “o corpo é impuro”, estaremos recitando um dogma. Se observarmos todos os fenômenos fisiológicos e vemos sua natureza impura, isto não é dogma. É nossa experiência. Se, durante a nossa observação consciente, vemos que os fenômenos são, às vezes, puros e, às vezes, impuros, então esta é a nossa experiência. Se olharmos ainda mais profundamente e vermos que os fenômenos não são puros ou impuros, que eles transcendem os conceitos de puro e impuro, descobriremos aquilo que é ensinado no Sutra do Coração Prajñaparamita. Este sutra também nos ensina a resistir a todas as atitudes dogmáticas. Não devemos nos forçar a ver o corpo como impuro ou as sensações como sofrimento. Mesmo que haja alguma verdade nessas sentenças, repeti-las dogmaticamente tem apenas o efeito de nos encher com conhecimento. Enquanto observamos com plena consciência, veremos que existem muitas sensações dolorosas, mas também vemos que também existem sensações de alegria e paz e muitas sensações neutras. E se olharmos mais profundamente, veremos que as sensações neutras podem se tornar sensações de alegria e que sofrimento e felicidade são interdependentes. O sofrimento é porque a felicidade é e a felicidade é porque o sofrimento é. Ao repetirmos “mente é impermanente”, nossa atitude ainda é dogmática. Se a mente é impermanente, então o corpo deve ser impermanente e assim também as sensações. O mesmo é verdadeiro para “dharmas são sem ego”.Se os dharmas são sem ego, assim também o são o corpo, a mente e as sensações.Portanto, o ensinamento especial do Sutra Acerca dos Quatro estabelecimentos da Plena Consciência é observar todos os dharmas sem ter, sobre eles, nenhuma idéia fixa, apenas manter a observação consciente sem comentar, sem assumir nenhuma atitude em relação ao objeto que se está observando. Dessa maneira, a verdadeira natureza do objeto será capaz de revelar-se por si mesma à luz da observação consciente, e você poderá obter insight sobre descobertas maravilhosas tais como o não-nascimento, não-morte, nem puro nem impuro, nem crescente e nem decrescente, interpenetração e interser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3641454596130419081?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3641454596130419081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3641454596130419081' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3641454596130419081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3641454596130419081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2009/09/principios-para-pratica-da-plena.html' title='Principios para a Prática da Plena Consciência'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2642868569994145648</id><published>2009-08-28T16:28:00.000-03:00</published><updated>2009-08-28T16:29:43.739-03:00</updated><title type='text'>para os atarefados</title><content type='html'>Não fazer nada é fazer algo.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Thich Nhat Hanh&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2642868569994145648?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2642868569994145648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2642868569994145648' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2642868569994145648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2642868569994145648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2009/08/para-os-atarefados.html' title='para os atarefados'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6423160663821116704</id><published>2008-10-25T07:58:00.001-02:00</published><updated>2008-10-25T07:58:21.326-02:00</updated><title type='text'>Retrans</title><content type='html'>&lt;script type="text/javascript" src="http://widgets.clearspring.com/o/483ec89d3823f260/4902edbb9f981067/483ec89d28fd4e4c/34f38124/widget.js"&gt;&lt;/script&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6423160663821116704?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6423160663821116704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6423160663821116704' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6423160663821116704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6423160663821116704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/10/retrans.html' title='Retrans'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8343093570011629993</id><published>2008-09-20T08:04:00.001-03:00</published><updated>2008-09-20T08:07:05.422-03:00</updated><title type='text'>meditação</title><content type='html'>Meditação é como pegar uma vaca brava e dar um campo imenso para ela. (Trungpa Rimpoche)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus pensamentos têm de compreender uma única coisa: que você não está interessado neles. No momento em que você tiver firmado isso, você terá alcançado uma grande vitória. Simplesmente observe. Não diga nada aos pensamentos. Não julgue. Não condene. Não os mande embora. Deixe-os fazer o que quer que estejam fazendo, qualquer ginástica – deixe-os fazerem; você simplesmente observa e desfruta. Trata-se de um belo filme. E você se surpreenderá: simplesmente observando, chega um momento em que os pensamentos não mais estarão presentes, não haverá nada para observar. Essa é a porta que tenho chamado de nada, de vazio. Por essa porta entra o seu ser verdadeiro, o mestre. E esse mestre é absolutamente positivo; em suas mãos, tudo se transforma em ouro. (Osho)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8343093570011629993?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8343093570011629993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8343093570011629993' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8343093570011629993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8343093570011629993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/09/meditao.html' title='meditação'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4998556409830036212</id><published>2008-07-29T16:07:00.002-03:00</published><updated>2008-07-29T16:12:55.388-03:00</updated><title type='text'>Felicidade</title><content type='html'>A felicidade é um presente que você dá a si mesmo.&lt;br /&gt;Não espere que alguém fará você feliz.&lt;br /&gt;Se você deixar todo enredo de lado, todas as historinhas mentais sobre isso e aquilo, a felicidade vai emergir como um brilho. Essa luz se espalhará e quem tiver contato com você vai perceber. Pessoas vão querer se aproximar para pegar seu combustível. Deixe que peguem, o estoque é inesgotável. Quanto mais você compartilhar mais terá.&lt;br /&gt;Não se assuste, esse que lê e esse que escreve faz parte do sonho. Enquanto você não desperta e continua sonhando, pelo menos tenha bons sonhos.&lt;br /&gt;Os pesadelos e os paraísos fazem parte de suas escolhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu mesmo que escrevi, pensando no que tenho lido, praticado e compreendido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4998556409830036212?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4998556409830036212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4998556409830036212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4998556409830036212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4998556409830036212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/07/felicidade.html' title='Felicidade'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-2274183060497596556</id><published>2008-04-15T12:19:00.002-03:00</published><updated>2008-04-15T12:28:27.150-03:00</updated><title type='text'>Citação de Dzongsar Khyentse Rinpoche</title><content type='html'>"Devemos apreciar a vida porque ela é impermanente. Tudo o que fazemos na vida é digno de celebração, seja voltar para casa com segurança ou comer sem sermos levados pela morte. A cada momento devemos celebrar a vida e não desperdiçá-la, porque nossa vida é impermanente."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-2274183060497596556?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/2274183060497596556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=2274183060497596556' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2274183060497596556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/2274183060497596556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/04/citao-de-dzongsar-khyentse-rinpoche.html' title='Citação de Dzongsar Khyentse Rinpoche'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3926806385678545007</id><published>2008-04-11T11:27:00.003-03:00</published><updated>2008-04-11T11:42:32.306-03:00</updated><title type='text'>Sobre as paisagens mentais</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yCpSROQh1hM/R_94WzqYCtI/AAAAAAAAACc/sKDBOs6XPqY/s1600-h/Lama%2520na%2520tv.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187997628974500562" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yCpSROQh1hM/R_94WzqYCtI/AAAAAAAAACc/sKDBOs6XPqY/s320/Lama%2520na%2520tv.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha inspiração para o título deste blog vem dos ensinamentos do Lama Padma Samten, como já expliquei em outras postagens.&lt;br /&gt;Vou colocar aqui um pequeno texto dele sobre as paisagens:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A nossa compreensão é inseparável da paisagem na qual estamos operando. Temos um conjunto de referenciais sutis que não são expressos, que não são referenciais lógicos, racionais, discursivos. Estes referenciais dão significado, sentimento, vida, a todas as coisas. Assim, as palavras não vivem sozinhas, elas adquirem seus signicados de dentro das paisagens que estamos atuando. Quando nos deslocamos de paisagem, as palavras perdem o brilho. Assim, é necessário retornar à paisagem original e olhar as mesmas palavras novamente para que elas, de novo, ganhem vida. "&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O caminho da Felicidade" escrito pelo Lama Padma Samten e publicado na revista Bodisatva nº 14.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3926806385678545007?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3926806385678545007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3926806385678545007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3926806385678545007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3926806385678545007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/04/sobre-as-paisagens-mentais.html' title='Sobre as paisagens mentais'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yCpSROQh1hM/R_94WzqYCtI/AAAAAAAAACc/sKDBOs6XPqY/s72-c/Lama%2520na%2520tv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6371777165687988070</id><published>2008-01-07T11:56:00.000-02:00</published><updated>2008-01-07T11:59:27.550-02:00</updated><title type='text'>Zen</title><content type='html'>Preso num sonho autocentrado: somente sofrimento.&lt;br /&gt;Apegado a pensamentos autocentrados: exatamento o sonho.&lt;br /&gt;A cada momento a vida é assim: a única mestra.&lt;br /&gt;Ser somente este momento: o caminho da compaixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6371777165687988070?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6371777165687988070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6371777165687988070' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6371777165687988070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6371777165687988070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2008/01/zen.html' title='Zen'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-5736024162434165555</id><published>2007-08-30T08:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T08:29:02.220-03:00</updated><title type='text'>Mosquinha no vazio</title><content type='html'>A mosca mordeu meu pé.&lt;br /&gt;As formas das coisas não são as coisas. São coisa nenhuma.&lt;br /&gt;Certamente, esta mosca não incomodaria se eu não existisse&lt;br /&gt;(se eu fosse a sombra do esquecimento),&lt;br /&gt;se eu estivesse desperto entre as coisas,&lt;br /&gt;dissolvido na paisagem,&lt;br /&gt;desmanchnado-me no ar.&lt;br /&gt;Mas a mosca continua e&lt;br /&gt;eu existo para que ela possa existir:&lt;br /&gt;Chupando meu sangunho,&lt;br /&gt;voando ao redor da minha cabeça,&lt;br /&gt;pousando nos pêlos das pernas,&lt;br /&gt;sugando minha comida,&lt;br /&gt;tentando entrar na minha orelha.&lt;br /&gt;Só eu e esta mosquinha feliz&lt;br /&gt;na tarde de primavera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-5736024162434165555?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/5736024162434165555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=5736024162434165555' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5736024162434165555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/5736024162434165555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/08/mosquinha-no-vazio.html' title='Mosquinha no vazio'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4093538196352695971</id><published>2007-08-01T15:05:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T15:09:10.234-03:00</updated><title type='text'>Sucesso</title><content type='html'>Rir sempre e rir muito; conquistar o respeito de pessoas inteligentes e o afeto das crianças; merecer a apreciação de críticos honestos e tolerar a traição dos falsos amigos; apreciar a beleza; procurar o melhor nos outros; tornar o mundo um pouco melhor do que o encontrou, seja por um filho saudável, um jardim ou uma condição social resgatada; saber que pelo menos uma vida respirou melhor porque você viveu. Isto é ter sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Ralph Waldo Emerson&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4093538196352695971?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4093538196352695971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4093538196352695971' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4093538196352695971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4093538196352695971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/08/sucesso.html' title='Sucesso'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8360315565227963700</id><published>2007-07-27T15:42:00.000-03:00</published><updated>2007-07-27T15:43:25.877-03:00</updated><title type='text'>Flor de Maio</title><content type='html'>FLOR DE MAIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;            Entre tantas notícias do jornal - o crime do Sacopã, o disco voador em Bagé, a nova droga antituberculosa, o andaime que caiu, o homem que matou outro com machado e com foice, o possível aumento do pão, a angústia dos Barnabés - há uma pequenina nota de três linhas, que nem todos os jornais publicaram.&lt;br /&gt;            Não vem do gabinete do prefeito para explicar a falta d’água, nem do Ministério da Guerra para insinuar que o país está em paz. Não conta incidentes de fronteira nem desastre de avião. É assinada pelo senhor diretor do Jardim Botânico, e nos informa gravemente que a partir do dia 27 vale a pena visitar o Jardim, porque a planta chamada “flor de maio” está, efetivamente, em flor.&lt;br /&gt;            Meu primeiro movimento, ao ler esse delicado convite, foi deixar a mesa da redação e me dirigir ao Jardim Botânico, contemplar a flor e cumprimentar a administração do horto pelo feliz evento. Mas havia ainda muita coisa para ler e escrever, telefonemas a dar, providências a tomar. Agora, já desce a noite, e as plantas em flor devem ser vistas pela manhã ou à tarde,quando há sol - ou mesmo quando a chuva as despenca e elas soluçam no vento, e choram gotas e flores no chão.&lt;br /&gt;            Suspiro e digo comigo mesmo - que amanhã acordarei cedo e irei. Digo, mas não acredito, ou pelo menos desconfio que esse impulso que tive ao ler a notícia ficará no que foi - um impulso de fazer uma coisa boa e simples, que se perde no meio da pressa e da inquietação dos minutos que voam. Qualquer uma destas tardes é possível que me dê vontade real, imperiosa, de ir ao Jardim Botânico, mas então será tarde, não haverá mais “flor de maio”, e então pensarei que é preciso esperar a vinda de outro outono, e no outro outono posso estar em outra cidade em que não haja outono em maio,e sem outono em maio não sei se em alguma cidade haverá essa flor de maio.&lt;br /&gt;            No fundo, a minha secreta esperança é de que estas linhas sejam lidas por alguém - uma pessoa melhor do que eu, alguma criatura correta e simples que tire desta crônica a sua única substância, a informação precisa e preciosa: do dia 27 em diante as “flores de maio” do Jardim Botânico estão gloriosamente em flor. E que utilize essa informação saindo de casa e indo diretamente ao Jardim Botânico ver a “flor de maio”- talvez com a namorada, talvez só.&lt;br /&gt;            Ir só, no fim da tarde, ver a “flor de maio”; aproveitar a única notícia boa de um dia inteiro de jornal, fazer a coisa mais bela e emocionante de um dia inteiro da cidade imensa. Se entre vós houver essa criatura, e ela souber por mim a notícia, e for, então eu vos direi que nem tudo está perdido, e que vale a pena viver entre tantos Sacopãs de paixões desgraçadas e tantas COFAPs de preços irritantes, que a humanidade possivelmente ainda poderá ser salva, e que às vezes ainda vale a pena escrever uma crônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubem Braga&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8360315565227963700?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8360315565227963700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8360315565227963700' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8360315565227963700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8360315565227963700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/flor-de-maio.html' title='Flor de Maio'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1208795072005716167</id><published>2007-07-25T10:14:00.000-03:00</published><updated>2007-07-25T10:19:27.327-03:00</updated><title type='text'>As palavras do Buda</title><content type='html'>O pensamento se manifesta como uma palavra;&lt;br /&gt;A palavra se transforma em uma ação;&lt;br /&gt;A ação se desenvolve como um hábito;&lt;br /&gt;E o hábito se cristaliza em um temperamento;&lt;br /&gt;Portanto observe com cuidado os pensamentos e seus resultados,&lt;br /&gt;e faça com que eles brotem do amor&lt;br /&gt;e do respeito para com todos os seres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que a sombra segue o corpo,&lt;br /&gt;nós nos tornamos aquilo que pensamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Dhammapada&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1208795072005716167?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1208795072005716167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1208795072005716167' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1208795072005716167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1208795072005716167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/as-palavras-do-buda.html' title='As palavras do Buda'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-8630492730575341040</id><published>2007-07-18T16:36:00.000-03:00</published><updated>2007-07-18T16:41:44.637-03:00</updated><title type='text'>Oração Metta</title><content type='html'>Que todos os seres possam ser felizes, contentes e realizados.&lt;br /&gt;Que todos os seres possam se sentir saudáveis e perfeitos.&lt;br /&gt;Que todos possam ter aquilo que querem e de que precisam.&lt;br /&gt;Que todos estejam protegidos do mal e livres do medo.&lt;br /&gt;Que todos os seres tenham paz interior e bem-estar.&lt;br /&gt;Que todos estejam despertos, liberados e independentes e não tenham limitações.&lt;br /&gt;Que haja paz neste mundo e no Universo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Do livro "Despertar do Buda Interior" de Lama Surya Das&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-8630492730575341040?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/8630492730575341040/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=8630492730575341040' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8630492730575341040'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/8630492730575341040'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/orao-metta.html' title='Oração Metta'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-1784609693147752390</id><published>2007-07-17T16:18:00.001-03:00</published><updated>2010-08-27T10:14:02.491-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hai kai primavera'/><title type='text'>haikai V</title><content type='html'>velha senhora&lt;br /&gt;varrendo folhas&lt;br /&gt;na imaginação&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-1784609693147752390?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/1784609693147752390/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=1784609693147752390' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1784609693147752390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/1784609693147752390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/haikai-v.html' title='haikai V'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-3010102231574102007</id><published>2007-07-16T12:29:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T12:31:08.399-03:00</updated><title type='text'>Taoismo no dia-a-dia</title><content type='html'>Se quer deixar de estar confuso imita os antigos:&lt;br /&gt;Unifica teu corpo, tua mente e teu espírito em tudo o que faças.&lt;br /&gt;Escolhe alimentos, vestimenta e teto de acordo com a natureza.&lt;br /&gt;Confia em teu próprio corpo para transladar-te.&lt;br /&gt;Deixa que teu trabalho e teu ócio sejam a mesma coisa.&lt;br /&gt;Exercita o que desenvolve todo o teu ser, e não apenas o teu corpo.&lt;br /&gt;Escute música que conecte as três esferas do teu ser.&lt;br /&gt;Escolha governantes por sua virtude e não por sua riqueza ou poder.&lt;br /&gt;Serve aos demais, e desenvolve-te ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Entende que o verdadeiro conhecimento procede de enfrentar e resolver os problemas da vida em harmonia contigo mesmo e com os demais.&lt;br /&gt;Se segues estes simples e velhos procedimentos estarás contiuamente renovado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Lao Tsé - Hua Hu Ching - Cap 43.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-3010102231574102007?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/3010102231574102007/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=3010102231574102007' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3010102231574102007'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/3010102231574102007'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/taoismo-no-dia-dia.html' title='Taoismo no dia-a-dia'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-6483746132384443840</id><published>2007-07-13T08:16:00.000-03:00</published><updated>2007-07-13T08:27:41.581-03:00</updated><title type='text'>flores</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdhdaK7S0I/AAAAAAAAAAo/g3x40IJN1Bs/s1600-h/fevereiro+012.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5086641462007515970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdhdaK7S0I/AAAAAAAAAAo/g3x40IJN1Bs/s320/fevereiro+012.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdgLKK7SzI/AAAAAAAAAAg/VaJNLS28x7I/s1600-h/fevereiro+011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdfT6K7SyI/AAAAAAAAAAY/OR79CZdOx68/s1600-h/fevereiro+012.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdfT6K7SyI/AAAAAAAAAAY/OR79CZdOx68/s1600-h/fevereiro+012.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/a&gt;Trazendo alegria&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;flores da babosa&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;na ventania&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-6483746132384443840?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/6483746132384443840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=6483746132384443840' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6483746132384443840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/6483746132384443840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/flores.html' title='flores'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yCpSROQh1hM/RpdhdaK7S0I/AAAAAAAAAAo/g3x40IJN1Bs/s72-c/fevereiro+012.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-7331238559677526085</id><published>2007-07-12T12:19:00.000-03:00</published><updated>2007-07-12T12:24:26.665-03:00</updated><title type='text'>Para ler antes de dormir</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Gatha da Impermanência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia está agora findando,&lt;br /&gt;nossas vidas estão mais curtas.&lt;br /&gt;Que nos seja permitido refletir&lt;br /&gt;cuidadosamente&lt;br /&gt;sobre como nós temos agido.&lt;br /&gt;Irmãos e irmãs, com todo nosso coração&lt;br /&gt;que nos seja permitido, diligentemente,&lt;br /&gt;esforçarmo-nos na prática.&lt;br /&gt;Que nos seja permitido viver&lt;br /&gt;profundamente, como pessoas livres&lt;br /&gt;sempre conscientes da impermanência&lt;br /&gt;de forma que nossa vida não vagueie sem sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Thich Nhat Hanh&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-7331238559677526085?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/7331238559677526085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=7331238559677526085' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7331238559677526085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/7331238559677526085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/para-ler-antes-de-dormir.html' title='Para ler antes de dormir'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-12500956.post-4283709417685805490</id><published>2007-07-06T11:32:00.000-03:00</published><updated>2007-07-06T11:49:11.380-03:00</updated><title type='text'>Oito versos que transformam a mente</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. Com a determinação de alcançar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o bem supremo em benefício de todos os seres sencientes,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, com todo respeito, considerá-las supremas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;do fundo do meu coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar minha mente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, sempre que surgir uma emoção negativa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pondo em risco a mim mesmo e aos outros,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;4. Vou prezar os seres que tem natureza perversa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;muito díficil de achar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ou a insultarem e caluniarem,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vou aprender a aceitar a derrota,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a eles oferecer a vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;magoar ou ferir e minha pessoa, mesmo sem motivo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;vou aprender a ver essa outra pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;como um excelente guia espiritual.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e a tomar sobre mim, em sigilo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;8. Vou aprender a manter estas práticas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;isentas das máculas das oito preocupações mundanas,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;serei libertado da escravidão do apego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Geshe Langri Tangba&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/12500956-4283709417685805490?l=paisagensmentais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/feeds/4283709417685805490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=12500956&amp;postID=4283709417685805490' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4283709417685805490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/12500956/posts/default/4283709417685805490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://paisagensmentais.blogspot.com/2007/07/oito-versos-que-transformam-mente.html' title='Oito versos que transformam a mente'/><author><name>Fernando Vargas</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09007140366755529328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/_yCpSROQh1hM/THZhMm71ybI/AAAAAAAAAIo/gW_OPjHNErU/S220/Fernando+JB+e+CIA+(7).JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
